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Interventor fica na Federação por tempo indeterminado

Discurso tranquilo e jeito de quem está em sua própria casa. Até parece que o interventor João Bosco Luz não está em um ambiente conturbado como o da Federação Paraibana de Futebol (FPF). Nesta quinta-feira (9), ele teve o seu primeiro contato com os clubes profissionais e também aproveitou para falar com a imprensa.

Diferente de Flavio Boson Gambogi, que esteve como interventor durante os 30 dias que sucederam o afastamento do ex-presidente Amadeu Rodrigues, João Bosco frisou que a sua passagem pela Paraíba é por tempo indeterminado, já que a condição é que o mesmo só deixe a FPF após a eleição – e consequentemente a posse – do novo presidente.

“A resolução que determinou a intervenção determinou que fico até que o novo dirigente seja eleito e tome posse. A ideia é que façamos as eleições no dia 1º de setembro, já que foi essa a data que ficou estabelecida”, falou João Bosco.

Na reunião desta quinta-feira, que durou aproximadamente duas horas, os dirigentes dos clubes falaram sobre o momento que o futebol paraibano atravessa e ressaltaram o desejo de que as eleições possam acontecer o mais rápido possível.

“Chamamos os clubes da primeira e segunda divisão para discutirmos sobre o processo eleitoral, porque a Federação só existe em função dos clubes. Então quem define como a entidade precisa caminhar são eles. O que eu pude perceber nos discursos dos representantes é que todos estão querendo contribuir, de alguma forma, na mudança deste cenário. O futebol da Paraíba precisa continuar crescendo, mas para isso é preciso que a ordem seja restabelecida”, disse o interventor.

João Bosco Luz informou que para o processo eleitoral ter prosseguimento, uma avaliação está sendo feita pelo departamento jurídico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e assim que houver uma resposta, ela será adotada e executada na Paraíba.

Um ponto debatido pelos representantes dos clubes foi a mudança nos membros da comissão eleitoral, definida pelo ainda presidente Nosman Barreiro. De acordo com João Bosco, a proposta formulada pelos filiados é que outros nomes possam ser escolhidos para coordenar os trabalhos do processo que escolherá o novo presidente da FPF.

Na terça-feira (14) será a vez de dialogar com os clubes amadores e ligas desportivas, alvos principais dos presidenciáveis na corrida eleitoral da FPF, já que são eles que representam a maioria entre os eleitores e decidem o pleito.

Clizaldo na arbitragem

O primeiro ato de João Bosco Luz foi nomear o presidente da Comissão Estadual de Arbitragem, um dos alvos principais da Operação Cartola, que investiga um esquema de manipulação de resultados no futebol da Paraíba.

O ex-árbitro paraibano José Clizaldo da Silva França, que integrou os quadros da CBF e inclusive chegou a representar a Paraíba na Fifa teve os eu nome confirmado nesta quinta-feira.

Professor universitário e pai do também árbitro Clizaldo Luiz Maroja, o ex-árbitro foi um dos nomes referenciados pela Comissão Nacional de Arbitragem, que está com três membros na equipe de intervenção paraibana.

A grande missão de Clizaldo agora será a de resgatar a credibilidade da arbitragem paraibana, além de promover uma grande renovação no quadro de árbitros da entidade.

*Texto de Raniery Soares, do Jornal Correio

2 comments

  1. Inácio Nóbrega /

    Queremos saber, se a roubalheira que descobriram na Operação Cartola vai ficar impune.Se os clubes que compraram juízes , bandeirinhas e a banda podre da FPF não serão punidos.O mínimo que esperamos, é que o Botafogo tenha o título cancelado, devolva o dinheiro que recebeu pela conquista suja e seja punido com rigor , como também todos os clubes que participaram dessa roubalheira e também percam as vagas nas disputas nacionais, todos os dirigentes que corromperam e foram corrompidos sejam presos, assim como os árbitros , bandeirinhas e os dirigentes da FPF que participaram dessa safadeza e que isso não volte a acontecer no futebol paraibano.Se a impunidade continuar , muitos torcedores não irão mais aos estádios.É o mínimo que esperamos do STJD e do judiciário paraibano.

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