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Copa Brasil de Paraciclismo se encerra com atleta fazendo planos

O último dia da I etapa da Copa Brasil de Paraciclismo, neste domingo, 12, em Brasília, foi de provas de resistência. Nessa competição, os atletas largam juntos e quem cruza a linha de chegada primeiro conquista a medalha de ouro. A etapa inaugural da temporada 2015 teve a participação de 85 atletas do país. Alguns deles entraram na disputa com planos maiores que a medalha e competiram para se preparar para os próximos compromissos do ano – que terá como principais eventos o Mundial de Estrada, em julho, na Suíça, e os Jogos Parapan-Americanos, em agosto, em Toronto.
Para a atleta do Clube de Ciclismo de São José dos Campos, Jady Malavazzi, da classe H3 (atletas que usam a handbike), os resultados da I Copa Brasil agradaram. “Foram provas boas que fiz aqui. O tempo está bom e acredito que fiz a coisa certa ao me mudar para Brasília”, diz a atleta, que veio morar na capital federal para treinar mais perto dos coordenadores da modalidade, Romolo Lazzaretti e Claudio Civatti.
Jady já havia vencido a disputa do contrarrelógio no sábado, e hoje voltou a subir ao ponto mais alto do pódio, com o tempo de 1:01:36.768. Na prova deste domingo, a ciclista terminou a disputa duas voltas à frente da medalhista de prata, Mariana Garcia, e três à frente da medalhista de bronze, Danielle Nobile.
Apesar das vitórias do fim de semana, a ciclista tem conhecimento que as adversárias internacionais são muito fortes em sua classe e já espera um período cheio de treinos e competições nos próximos meses. “De junho a agosto vou competir em uma etapa da Copa do Mundo, no Mundial, e no Parapan. Vai ser bem puxado, mas com meus treinos, acredito que vou me sair bem e acho que dá para ficar entre as 10 primeiras no Mundial”, planeja Jady.
Outras três etapas da Copa Brasil de Paraciclismo serão realizadas até o fim do ano. A próxima será em junho, em Penha, Santa Catarina. Em todas as edições da Copa, os atletas somam pontos e formam um ranking. Após a última disputa do ano, o ciclista que estiver no topo conquista o Troféu João Schwindt de grande campeão da modalidade na temporada.
No ciclismo paralímpico, os atletas são divididos em três categorias: os com dificuldade de locomoção com prejuízo em algum membro (C1 a C5), os com deficiência visual (tandem-B) e os paraplégicos que utilizam uma bicicleta especial impulsionada com as mãos (handbike – H1 a H5). Quanto maior o número, menor o grau de comprometimento.

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