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Encerrada a maior edição dos Jogos Escolares da Juventude, com 4 mil alunos de 1.400 escolas de todo o Brasil

A maior competição estudantil já realizada no país chega ao fim nesta quinta-feira, dia 21. Organizada pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB), a etapa de 12 a 14 anos dos Jogos Escolares da Juventude movimentou Curitiba (PR), levando esporte e cidadania para 4 mil atletas/alunos de todos os estados do Brasil. Após as disputas em 13 modalidades (atletismo, handebol, badminton, basquete, ciclismo, futsal, judô, ginástica rítmica, luta olímpica, natação, tênis de mesa, xadrez e vôlei), nesta quinta foram realizadas as finais e premiações dos torneios coletivos. Momentos que se tornarão inesquecíveis na vida dos futuros astros do esporte brasileiro.
Os números alcançados na capital paranaense bateram todos os recordes em 13 anos de realização dos Jogos Escolares. No total, 3.983 alunos-atletas de 1.401 escolas de todo o Brasil (515 escolas estaduais, 334 municipais e 552 escolas privadas) participaram do evento. Ao todo, 475 cidades brasileiras tiveram representantes em Curitiba, o que corresponde a cerca de 10% dos municípios brasileiros.
“Esta é a maior edição dos Jogos desde quando iniciamos o projeto, em 2005, superando todos os números de inscritos com a participação de todo o país. Isso significa que estamos alcançando mais cidades e escolas do país. Outro ponto importante é que mais da metade das escolas participantes vieram da rede pública, escolas municipais, estaduais ou federais”, disse Edgar Hubner, gerente de Juventude do COB e diretor geral do evento. “Além disso, notamos claramente da evolução das equipes nesta edição. Todos os estados estão se preparando melhor para o evento, aumentando o nível do esporte de base do país a cada ano”, completou Edgar.
Os Jogos Escolares da Juventude revelam, a cada ano, novos talentos para o esporte brasileiro. Da delegação composta por 465 atletas do Time Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016, um total de 52 já haviam participado dos Jogos Escolares, entre eles Mayra Aguiar e Sarah Menezes, do judô, e Hugo Calderano, do tênis de mesa. Até uma medalhista em Jogos Paralímpicos – Bruna Alexandre, também do tênis de mesa – já passou pelos Jogos Escolares da Juventude.
“Essa já é uma tradição dos Jogos Escolares. Por aqui tem já passaram medalhistas olímpicos e pan-americanos como Sarah Menezes, bicampeã dos Jogos Escolares. Tivemos a satisfação de identificar um crescimento considerável na participação dos atletas que disputaram os Jogos Olímpicos da Juventude. Em Nanquim 2014, 72% dos atletas que participaram da competição passaram pelos Jogos Escolares. No mundial de judô sub-18 desse ano, por exemplo, todos os participantes competiram nos Escolares”, lembrou Hubner.
A fábrica de talentos segue aberta. Em Curitiba foram batidos 16 recordes de campeonato, incluindo um recorde nacional. No total, foram 12 recordes na natação e quatro no atletismo. Destaque para a nadadora Fernanda Celidônio, do Colégio La Salle, de Brasília, que marcou o seu nome na história do evento com três novas marcas. No atletismo foram batidos quatro novos recordes de campeonato, um deles que já durava 12 anos. A paulista Taimara Pereira de Melo, da Escola Estadual Professora Graziela Malheiro, de São Joaquim da Barra (SP), venceu os 250m rasos feminino com o tempo de 32s87. A marca anterior era de Bianca Santos, com 33s05, obtida nos Jogos Escolares de Brasília 2005.
Além da disputa por medalhas e recordes, o Programa Educativo e Cultural ofereceu ações para os alunos atletas e para alunos das escolas da cidade sede. Os objetivos do programa são: promover a integração entre os atletas participantes, envolver os alunos das escolas da cidade sede no evento e promover os Valores Olímpicos: amizade, excelência e respeito.
“O principal objetivo dos Jogos desde o início é criar oportunidades para essas crianças de conhecerem novas cidades e culturas, contribuindo para a inserção social e o fortalecimento da cidadania de todos eles”, explicou Edgar Hubner.
No Centro de Convivência montado no ginásio do Tarumã, os jovens contaram com uma programação recreativa especial. Antes e depois das refeições, interagiram num espaço criado só pra eles. O espaço contou com: lan house, biblioteca, exposição de medalhas, troféus, Tocha Olímpica e uniforme do Time Brasil, uma atração interativa denominada “Formando campeões”, clínica de dança, um painel interativo de LED, estandes da Agência Brasileira de  Controle de Dopagem (ABCD), com ações sobre o jogo limpo, da ONU mulher, da Rede Globo, e um espaço com mesas de totó e uma mesa de tênis de mesa.
A programação incluiu também duas clínicas esportivas, de modalidades fora do programa dos Jogos Escolares da Juventude: o basquete 3 x 3 e a esgrima. Sempre com o apoio de profissionais e ex-atletas indicados pelas próprias confederações olímpicas brasileiras.
O evento reuniu 11 ídolos do esporte nacional, os Embaixadores dos Jogos.  Além da presença nas competições, eles entraram em contato com a garotada, passando dicas e conselhos para a vida, dentro e fora do esporte. Entre os embaixadores para a etapa de Curitiba, quase todos tiveram passagens pelos Jogos Olímpicos ou Pan-americanos. Destaque para Emanuel Rego, maior jogador de vôlei de praia da história; Sheilla Castro, bicampeã olímpica de vôlei; o judoca Tiago Camilo, medalhista de prata nos Jogos Olímpicos Sydney 2000 e bronze em Pequim 2008 e presidente da atual Comissão de Atletas do COB. Fabiana Murer, medalhista pan-americana e campeã mundial indoor do salto com vara; Etiene Medeiros, melhor nadadora brasileira da atualidade. Também foram embaixadores na capital paranaense: Gideoni Monteiro (ciclismo), Jéssica Maier (ginástica rítmica), Aline Silva (lutas), Ligia Silva (tênis de mesa), Iziane Marques (basquete) e Silvia Helena Pereira (handebol).
“Disputei os Jogos Escolares de 2005 a 2008, competições muito importantes na minha carreira. Foram experiências incríveis que ajudaram muito a me tornar uma atleta de alto rendimento. Esse contato com a garotada, olhar nos olhos deles e ver a paixão que eles têm pelo esporte é muito bom”, disse Etiene Medeiros, que representou os colégios CPI e Boa Viagem, de Recife, nos Jogos Escolares.
“Eu também comecei na escola, mas na minha época era bem diferente do que é hoje. As disputas eram entre seleções estaduais e não equipes e representantes de cada escola. Isso fez com que a competição crescesse e se tornasse esse evento grandioso que é hoje”, disse Emanuel Rego, três vezes medalhista olímpico de vôlei de praia (ouro em Atenas 2004, prata em Londres 2012 e bronze em Pequim 2008).
O melhor de um evento tão importante como esse é saber que daqui a pouco tem mais. Entre os dias 16 e 25 de novembro, será a vez de Brasília (DF) receber a etapa dos Jogos Escolares da Juventude para atletas de 15 a 17 anos.

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