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O primeiro craque de futebol trocou a bola por armas

Durante a Revolução de 1932, muitas pessoas e marcas importantes se mobilizaram, mas o que o Movimento M.M.D.C. não imaginava uma repercussão tamanha como ter um astro a frente de tropas.

Cheio de troféus e sacolas com medalhas, apresentou-se ao Movimento. Arthur Friedenreich, um ícone do futebol nacional na primeira metade do século com 1.300 gols. Considerado o “melhor jogador do mundo” pelos franceses, após excursão à Europa em 1925.

Além da disposição de ir ao combate, doou todos os prêmios para que fossem derretidos e convertidos em utensílios necessários para a guerra. A sua notoriedade também foi uma grande aliada, uma vez que fez diversas propagandas para que outros atletas aderissem o alistamento. O cartaz de sua foto com uniforme de soldado constitucionalista, tinha os dizeres: “El Tigre vai para a guerra”.

Sua representatividade foi o gatilho para outros atletas e federações aderirem, neste contexto, a Mobilização Esportiva conseguira um total de 2 mil alistamentos ao longo do conflito.

Sofreu divulgações enganosas ao ser noticiado como desertor do movimento, caído, embriagado, em praça pública. Estas infâmias eram para estimular delações.

Em meados do dia 27 de agosto, a guerra a todo vapor, chegou a notícia que o grande atleta havia sucumbido, um clima de consternação arrebatou o Movimento e as manchetes das primeiras páginas dos jornais.

A sua morte não passava de um ledo engano, quando os soldados revolucionários engatilhados, prontos para atirar na estranha aproximação, ofuscados pelos faróis, “uma cabeça bronzeada apareceu na janela da cabine. João e Octávio ficaram arrepiados ao reconhecer a expressão tranquila e o sorriso de “El Tigre”, que parecia ressurgir do mundo dos mortos: “Friedenreich! Friedenreich! Estás vivo, afinal! Quanta emoção!”, festejaram os rapazes, com um misto de alívio e euforia.”

O famoso jogador morreu em 1969, vítima de pneumonia, esquecido pelo grande público.


Ficha Técnica:
Assunto: história do Brasil
ISBN: 978-85-422-1126-9
Formato: 16x23cm
Páginas: 352
Preço: R$56,90

Sobre o autor: Luiz Octavio de Lima é jornalista, formado pela PUC-RJ e com MBA em Economia pela Unicamp-Facamp. Atuou nas redações de O GloboFolha de S.PauloVejaO Estado de S. PauloÉpoca Exame. Foi finalista do Prêmio Jabuti 2015 com o livro Pimenta Neves: uma reportagem. É autor de A guerra do Paraguai, publicado pela Planeta em 2016.

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