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OITENTA E SEIS BELAS PRIMAVERAS; ouça Serpa Di Lorenzo

Um grupo de rapazes, sob a presidência de Beraldo de Oliveira, no dia vinte e oito de setembro do longínquo ano de 1931, em uma pequena e humilde casa, a de nº 45, localizada na antiga Rua Borges da Fonseca, atual Av. Dom Pedro II fundou o Botafogo Futebol Clube. Daquele dia em diante, esse clube não parou de crescer, de dar alegria aos seus simpatizantes e de representar dignamente o nosso estado.

Outros jovens foram chegando, se apaixonando e repassando esse sentimento de geração em geração, até os nossos dias. Essa história vem sendo construída ano a ano, com muita luta, sacrifício, abnegação e como não poderia deixar de ser, com algumas frustrações.

Outros Beraldos de Oliveira foram surgindo, como José Américo de Almeida Filho, Herder Henriques, Francisco de Assis Camelo, André Álvaro Magliano, José Flávio Pinheiro de Lima, Sílvio da Silva Tó, Domiciano Cabral, Nelson Lira Filho e tantos outros, que de uma forma abnegada deixaram a sua respectiva marca e contribuição.

Depois daquela humilde, porém simbólica casa, o Botafogo fez moradia em vários bairros distintos da cidade de João Pessoa, sendo os mais representativos, o do antigo campo Pedro Gondim, em Tambaúzinho, onde hoje funciona o Espaço Cultural; o antigo Estádio Olímpico do Boi Só, no Bairro dos Estados, onde hoje funciona uma Vila Olímpica, e a atual Maravilha do Contorno, no Bairro do Cristo Redentor.

Artilheiros de todas as espécies vestiram e honraram as suas cores, em décadas distintas, dando alegrias e títulos ao clube, dentre eles podemos citar Bola Sete, Pedro Neguinho, Dissor, Capelense, Mauro, Warley, Reynaldo, Dentinho, Agnaldo e Chico Matemático, sendo este último o maior artilheiro de todos os tempos, com a marca de 107 gols.

Já o zagueiro Washington Luis, que jogou dez anos consecutivos no clube, na condição de capitão, foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa do alvinegro, totalizando 438 jogos, com raça e muita disposição.

O Belo, como é carinhosamente chamado por sua imensa torcida, conquistou vários torneios estaduais e interestaduais. Sagrando-se, vinte e oito vezes, campeão do estado, e de uma forma espetacular, conquistou a taça brasileira da série D.

O clube, já recebeu inúmeras homenagens, por meio de várias instituições, públicas e privadas durante essas décadas de existência, aqui destacamos o selo comemorativo aos seus 80 anos, homenagem dos Correios e Telégrafos em conjunto com um grupo de conselheiros liderados por José Maria Tavares de Melo Neto.

Sendo a sua torcida, o seu maior patrimônio, pois ela acompanha o clube em todas as ocasiões, boas ou ruins, com chuva ou com sol, aqui ou em alhures. E foi essa imensa torcida que lotou o Estádio Almeidão, em um jogo final, no ano de 1998, contra o Campinense Clube, onde tivemos um público de 44. 268 pagantes.

Aqui podemos citar, em termos de torcidas organizadas, a existência da Força Jovem e da TOB, essas duas na década de setenta, depois surgiram a torcida Jovem do Botafogo, Torcida Organizada Império Alvinegro, a Fogomania, Força Independente Anjinhos do Belo, A Fúria Independente do Botafogo e a Botashow. O atual governador do estado, Dr. Ricardo Coutinho, foi um dos integrantes de torcida organizada do clube, na década de setenta.

Acompanhando os novos tempos e rumos do esporte no mundo, em 2009 o alvinegro da estrela vermelha, inaugurou o seu departamento de futebol feminino, participando de uma competição nacional. São as belas do Belo, como carinhosamente foram denominadas pela imprensa.

E como não poderia deixar de ser, em um país religioso e colonizado por católicos, como o Brasil, esse patrimônio é protegido e abençoado por Nossa Senhora da Penha, padroeira e protetora oficial do clube.

Parabéns, Belo, por seus 86 anos de glórias!

*Extraído do livro “Causos & Lendas do Nosso Futebol”.

Por Serpa Di Lorenzo

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