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Paulo Pessoa tem Opinião

A posse de bola do Treze nos jogos contra CRB e Figueirense é enganosa e não reflete domínio das partidas. Dominar é encurralar, criar chances, ver as oportunidades amadurecerem, fazer gols. E não é isso o que acontece. Essa posse fala muito mais sobre TENTATIVA de propor o jogo do que qualquer outra coisa. Pode ser um caminho, mas está longe de ser uma realidade. Ora, não há como falar em coincidência ou sorte por parte dos rivais que souberam aproveitar as chances e fizeram, marcaram. No segundo gol ontem, João Lucas aparecia estrategicamente nas costas do “lateral” Dedé, que substituía Marcelinho, mas não cumpriu sua missão defensiva. Saulo falhou? Falhou! Mas mesmo se o jogo tivesse terminado zero a zero, o time de Campina Grande estaria desclassificado. Então o problema é falta de gol, amigo. O Treze é burocrático, tem pouco poder de criação e menor ainda DNA ofensivo. Principalmente por conta da ausência de mais material humano e com mais qualidade para o setor ofensivo. Reinaldo Alagoano sofre isolado no ataque e não pode ser responsabilizado pelo que hoje não é culpa dele, a falta de gols. É necessário mais qualidade no último passe (que pode vir com a chegada de Marcelinho PB), transição mais rápida, triangulações e chegada dos laterais e jogadores de meio-campo. Isso sem falar na bola parada. O aproveitamento é muito pequeno. É inconcebível um jogador profissional bater escanteio a meia altura nos dias de hoje! Qualquer entusiasta por futebol pode enxergar isso. Os números falaram por si. Foram nove jogos no ano e apenas oito gols (média de 0,8 por partida). Apenas contra o Auto Esporte, saco de pancadas no paraibano, o time marcou mais de um gol no mesmo jogo, quando venceu por dois a um. Em duas oportunidades sequer balançou as redes. Ah, um time paraibano nunca vai ganhar a Copa do Brasil?! Realmente é muito improvável, mas isso não justifica apresentações tão modestas.

Por Paulo Pessoa

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