Que caminhar faz bem para a saúde e tranquiliza a mente, isso não é novidade. No entanto, se vista sob a ótica de que esta prática contribui, também, para o desenvolvimento da escrita e da criatividade, ai sim pode ser considerada uma notícia. Esse é o argumento de Merlin Coverley, escritor e livreiro britânico, que apresenta em sua obra “A Arte de Caminhar”, publicada no Brasil pela Martins Fontes – Selo Martins, uma reflexão acerca da atividade de caminhar e sua relação com a criação e a escrita.
Para isso, vale-se de dados biográficos e das obras de autores de diversas regiões e épocas que tinham a atividade incorporada em sua rotina, sejam como simples caminhantes, como peregrinos, pedestres ou flanêurs (termo francês que denomina vagantes, distraídos, vagabundos). Em comum, a maioria desses autores tem na caminhada uma fonte inesgotável de inspiração e questionamento, fortemente incorporada em suas criações. O autor desvenda as múltiplas facetas dos caminhantes valendo-se de exemplos como Sócrates, Afinal, a revolução começa com uma palavra – ou com um passo. Aristóteles, Willian Words-Worth, Walt Whitman, Willian Blake, Charles Baudelaire, Virginia Woolf, Frank O’Hara e outros que, à sua maneira, desafiaram o seu tempo, o pensamento e a arte vigentes.
Como a caminhada adquiriu esse status? Por que algo tão óbvio – como colocar um pé diante do outro – adquiriu um valor tão elevado? O autor apresenta e analisa algumas respostas possíveis nesta obra.
Merlin Coverley é escritor e livreiro britânico. Também é autor de Psychogeography, Occult London e Utopia. “The Art of Wandering”. A obra “A arte de caminhar” é o primeiro livro do autor lançado no Brasil.
Ficha Técnica:
Título: A Arte de Caminhar – O Escritor como Caminhante
Autor: Merlin Coverley / Tradução: Cristina Cupertino
Editora: Martins Fontes – Selo Martins
Páginas: 224
Publicação: 2015 / Edição: 1ª
Valor sugerido: R$ 40,00 – Site: http://emartinsfontes.com.br/

















