
A recém-concluída Copa do Mundo da FIFA contou com a presença de vários jogadores que disputaram a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA. Isso acontece há várias décadas. Nomes como Diego Maradona, Lionel Messi, Ronaldinho, Cesc Fàbregas, Luis Figo, Andrés Iniesta, Sergio Agüero e, mais recentemente, James Rodríguez e Paul Pogba, já disputaram o segundo torneio mais importante de futebol masculino da FIFA.
Agora, a nova geração de talentos na Europa está na busca de dar o próximo passo em direção ao estrelato, ajudando as suas seleções a passarem pelas eliminatórias e disputarem o torneio do ano que vem, que ocorrerá na Nova Zelândia. Nas próximas duas semanas, a Hungria será a sede do torneio continental europeu, que terá oito seleções. No Grupo A, além da anfitriã, estão Áustria, Israel e Portugal; no B, Bulgária, Alemanha, Sérvia e Ucrânia. Seis desses países estarão na Nova Zelândia 2015.
O torneio começa sábado e ocorrerá em quatro sedes: Budapeste, Gyor, Papa e Felcsut — esta última escolhida por sediar a Escola de Futebol Ferenc Puskás, uma homenagem ao maior jogador húngaro de todos os tempos. O campeão continental será conhecido no dia 31 de julho, e os três primeiros de cada grupo irão à Nova Zelândia 2015. Assim, a rodada final da fase de grupos, que ocorrerá em 25 de julho, será absolutamente decisiva.
Ex-campeões medem forças
O Grupo B terá vários jogadores de alto nível. A Sérvia, campeã da última edição, sobreviveu à dureza das eliminatórias para chegar de novo à fase decisiva. O grupo conta também com a campeã de 2008 (Alemanha) e a de 2009 (Ucrânia). Nenhuma dessas duas equipes, porém, chegou à fase final da Eurocopa desde os títulos conquistados.
Completa a chave a Bulgária, considerada um azarão por muitos. Porém, embora a equipe esteja sem disputar torneios sub-19 da UEFA desde 2008, o técnico Aleksandar Dimitrov acredita que o status de zebra pode ser uma vantagem para a equipe búlgara. “O lado bom é que não haverá pressão sobre nós”, explica. “Se eu estivesse na pele dos outros treinadores, não deixaria que subestimassem nenhum adversário. Sinto muita gana neles. Eles têm força mental e querem ir mais longe.”
A Alemanha entra no torneio certamente fortalecida pela grande conquista da sua seleção principal no Brasil. O novo técnico Marcus Sorg (que substitui Christian Ziege desde o ano passado) ajudou o time a crescer e acabar com a surpreendente ausência de seis anos da competição, eliminando inclusive a poderosa Espanha, seis vezes campeã continental. “Como todas as seleções alemãs, damos ênfase à disciplina e à organização”, ressalta Sorg. “Claro que também temos jogadores de qualidade excepcional, em especial no ataque. Queremos jogar um futebol qualificado, do mais alto nível, e acho que é isso o que se espera de nós”.
Israel na busca de um novo patamar
O Grupo A reúne países com graus variados de sucesso em competições de base. A principal é Portugal, bicampeã mundial sub-20 em 1989 e 1991. Áustria e Hungria disputaram a Copa do Mundo Sub-20 da FIFA em diversas ocasiões. Já Israel tenta fazer história e chegar ao torneio pela primeira vez.
Treinada pelo ídolo israelense Eli Ohana, a equipe de 2014 quer atingir novos patamares, pois nunca o futebol do país se classificou para um Mundial de base. “Isso significa muito para o futebol israelense, pois não temos grandes conquistas e cada vez que atingimos algum sucesso é um motivo para festa”, frisa Ohana. “É bom para a experiência dos jogadores. Se nos classificarmos para a Copa do Mundo, eles ganharão em personalidade, e o futebol de base em Israel certamente dará um salto.”
Muito do foco na chave estará sobre a anfitriã Hungria, uma das maiores seleções do mundo no passado. O técnico Geza Meszoly quer ajudar a produzir uma nova geração de craques para que os magiares voltem aos dias de glória. “Os nossos jogadores vão disputar mais e mais jogos internacionais, o que é muito importante para as suas carreiras”, avalia Meszoly. “Para o futebol húngaro, é muito importante que estes jogadores possam subir ao time profissional e nos ajudar a atingir o máximo: disputar a Copa do Mundo. Temos consciência disso e podemos assumir esta responsabilidade.”

















