Abel desabafa após ataque a ônibus do Fortaleza e diz que Palmeiras é o “time da virada e do amor”
Abel Ferreira pediu para iniciar a entrevista coletiva após a vitória do Palmeiras por 3 a 1 sobre o Mirassol, neste sábado, na Arena Barueri com uma mensagem ao Fortaleza. O técnico mostrou solidariedade após o ataque que o ônibus da delegação sofreu de torcedores do Sport, na madrugada de quinta, e cobrou punições.
– Em primeiro lugar gostaria de manifestar minha solidariedade ao Fortaleza, seus jogadores, seu treinador, a todo o estafe. Quando vi as imagens fiquei realmente assustado. Acho que estes episódios mancham as coisas boas que o futebol brasileiro tem. Só peço, se é que posso pedir algo, é que as entidades responsáveis sejam exemplares – declarou.
– (O Fortaleza) É um clube que gosto muito, uma região que gosto muito, com um presidente consciente. As entidades responsáveis têm que ser exemplares nas consequências que vem aí, para que as coisas boas do futebol brasileiro se sobressaiam. Fiquei triste por o sindicato dos jogadores não dizer uma palavra. Mas sou o primeiro a errar, podemos aprender, para que a sociedade brasileira e o futebol brasileiro caminhem para que ninguém fique assustado quando vê este tipo de imagem.
O Verdão garantiu neste sábado a classificação antecipada às quartas de final do Campeonato Paulista, ao bater o Mirassol de virada.
Ao analisar o confronto, Abel Ferreira afirmou que esta foi a equipe que mais trouxe dificuldades a seus comandados em 2024 e agradeceu aos 11 mil torcedores, que após verem o Mirassol sair na frente, puxaram o já conhecido grito de que o “Palmeiras é o time da virada, o Palmeiras é o time do amor”.
– Agradecer aos torcedores, porque ajudam muito. Quando sofremos gol, cantam a nossa música que somos o time da virada e do amor. Sei que vocês não gostam que aconteça muitas vezes, também não gosto (risos), mas esta música acalma o coração e a cabeça e vamos atrás do resultado, como hoje, viramos de 0 a 1 para 3 a 1. Somos o time da virada, o time do amor – afirmou.
– Não queremos passar por estes momentos, mas todos passam e temos a força mental, não só pela comissão técnica, mas pela força dos torcedores. Se posso falar, é muito obrigado pelo vosso apoio. Espero que não aconteça muitas vezes, mas não controlo. Esta canção nos ajuda imensamente, na minha memória, dos jogadores, esta não vai ser só a Terceira Academia, mas o time da virada e do amor – prosseguiu.
Abel Ferreira ainda elogiou o desempenho do Mirassol e o trabalho do técnico Mozart. Ele deu um recado, em tom bem humorado, de que não vai mais contratar jogadores que disputam o Paulista, portanto os adversários não precisam atuar como leões.
– Acho que o Mirassol foi o time que desde que começamos o Paulistão, o que mais nos trouxe dificuldades. Sei que não tem responsabilidade nenhuma, já vou dizer que não vou contratar mais ninguém, parecem que todos são leões contra o Palmeiras, não vamos contratar mais ninguém, fiquem calmos (risos). Eles vão para cima, driblam, e isto tem a ver com a responsabilidade zero. Perder é normal, se ganhar é bônus. Jogam para fazer um contrato se calhar, mas quero dizer que não vamos contratar mais ninguém… do Paulistão (risos) – continuou.
Em busca do time ideal para a temporada, o técnico explicou que está buscando uma nova forma de jogo, para dificultar o trabalho de seus rivais, que conhecem o trabalho desta comissão técnica há quase quatro anos.
– Eu sou um treinador que começa a construir as coisas com fundações e solidez. Com tempo, vamos implementando nossas ideias, acrescentando situações novas. Temos mais uma rota de ataque, para verticalizar mais o jogo por dentro e por fora, também. Tem o Veiga na meia direita, o Zé na meia esquerda, o Ríos ajudando por trás, uma forma mais híbrida com o Rocha para atacar, com o Endrick para flutuar por dentro – analisou.
– Uma variedade diferente na construção, para que os adversários não saibam o que estamos fazendo. Entendo que temos de encontrar outras opções, tem a ver com características dos nossos jogadores. Infelizmente o Dudu e Bruno estão lesionados, temos pontas com muita juventude, o Estêvão, o Luis (Guilherme), o Breno é sempre uma máquina quando entra e não temos pontas com a experiência toda. Temos de ajustar as peças que temos, perdemos um zagueiro, o Veiga está a regressar. Temos duas questões. Uma: o upgrade, ou evolução que devo fazer em nossa versão, está 9.0, vamos passar a 9.5 ou a 10, vamos ver até onde vamos implementá-la – concluiu.
Com 21 pontos e na liderança do Grupo B, o Palmeiras é também o dono da melhor campanha do Paulista e volta a campo nesta quarta-feira, quando visita a Portuguesa, às 19h45 (de Brasília), no Canindé, em confronto atrasado da quinta rodada.


















