Rio de Janeiro/Brasília/São Luís, 7 de junho de 2016 – Na Ilha de São Luís, capital maranhense, Rayanne da Silva Xavier, de 16 anos, faz dribles com a bola de basquete, seu esporte favorito, com muita alegria e expectativa. O brilho ainda maior nos olhos tem um motivo. Ao lado dos colegas, ela aguarda a chegada do dia 12 de junho, data em que vai conduzir a tocha olímpica, símbolo de paz e união entre os povos.
“Quando fui escolhida, eu fiquei bem feliz e ao mesmo tempo um pouco assustada: Que honra! Tenho que fazer bonito. É uma oportunidade única que vai me marcar para o resto da vida”, comemora Rayanne.
Há dois anos a jovem, que sonha em ser juíza para, um dia, ajudar na promoção da defesa dos Direitos Humanos, tem se dedicado a promover o direito ao esporte entre meninos e meninas da região onde vive, na periferia de São Luís. Como uma das jovens mediadoras do Núcleo Comunitário de Esporte e Lazer (Nucel), projeto da ONG Instituto Formação, parceira do UNICEF no Maranhão, Rayanne estimula crianças, adolescentes e outros jovens a praticarem diversos esportes.
Na comunidade, o grupo já promoveu atividades de handebol, vôlei, badminton e rúgbi. No entanto, é principalmente nas práticas permanentes de basquete e futebol que crianças e adolescentes percebem outros caminhos para se divertir e se relacionar, sem drogas ou violência.
“O esporte nos ajuda a ter um pensamento mais positivo, além de contribuir com a nossa saúde e com o nosso desempenho na escola”, conta Rayanne, que acredita “ter adquirido uma maior responsabilidade” graças às atividades desenvolvidas com as crianças.
Para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), histórias como a de Rayanne são essenciais para evidenciar o poder do esporte como ferramenta de inclusão social e prevenção da violência.
“Além de ser um direito por si só, o esporte ajuda a garantir outros direitos, como estar na escola aprendendo, se desenvolver de forma saudável e crescer sem violência”, destaca Eliana Almeida, coordenadora do escritório do UNICEF em São Luís. “Acreditamos que as Olimpíadas podem ser uma oportunidade de fortalecer os direitos de crianças e adolescentes como Rayanne”.