A ideia do Treze ter o seu próprio estádio surgiu em 1938, numa reunião festiva, quando alguém sugeriu solicitar ao Estado a doação de um terreno para que o clube tivesse o seu próprio campo de jogo, uma vez que naquela época era Interventor no Estado da Paraíba o campinense Argemiro de Figueiredo.
A Interventoria Estadual, por meio do Decreto 1.013, de 04 de abril de 1938, autorizou a compra do terreno, com a frente para a rua D. Pedro I. Posteriormente, o clube adquiriu uma área com a frente para a rua Teixeira de Freitas, por doações dos sócios e de uma campanha popular de arrecadação de papel e garrafas.
Os trabalhos de limpeza e nivelamento foram iniciados ainda em 1938, realizados por sócios, atletas e torcedores. Havia uma grande pedra no canto direito do terreno cuja remoção só foi possível graças ao Departamento de Produção Mineral, que cedeu uma máquina para perfurar a rocha. Com a Prefeitura, o alvinegro conseguiu a doação da verba para os explosivos. Removida a rocha, o campo de jogo começou a ser construído.
Era ideia da direção alvinegra denominar o novo estádio de “Governador Argemiro de Figueiredo”. Porém, alguns dias antes de comunicar esta decisão ao Dr. Argemiro, o Paulistano (após reunião com os sócios e colocar a proposta em discussão) decidiu renomear o seu estádio (antes chamado de “Campo Atlético”) com o nome do Interventor. Sabedor do problema, o próprio Argemiro de Figueiredo pediu à direção trezeana que fosse colocado no novo estádio o nome do então presidente da República, Getúlio Vargas, dizendo que assim se consideraria plenamente homenageado.
A inauguração do “Presidente Vargas” ocorreu no dia 17 de março de 1940. A fita simbólica de inauguração foi cortada pelo então Interventor Argemiro de Figueiredo, que também deu o pontapé inicial do encontro esportivo que seguiu.
O primeiro jogo foi entre Treze e Ipiranga F. Clube, registrando-se um empate em 3 tentos, que terminou por dar ao Galo da Borborema o título de Campeão da Cidade do ano anterior. O primeiro gol da nova praça esportiva foi marcado por Alcides, jogador do Ipiranga.
Já os gols alvinegros foram marcados por Aderson Eloy (o primeiro trezeano a balançar as redes no estádio Presidente Vargas), Pedro Macaco e Genival. Esteve o Galo da Borborema naquela oportunidade com: Álvaro, Clodoaldo e Giló; Martelo, Pedro Macaco e Delorme; Clóvis, Aderson Eloy, Holanda, Genival e Mota.
Em 14 de abril do mesmo ano, o “Presidente Vargas” teria o seu primeiro jogo interestadual. Naquela oportunidade, o Santa Cruz do Recife enfrentou o Treze, saindo vencedor pelo placar de 5 x 2. Um público sensacional proporcionou uma renda, recorde na época, de 4 contos e 300 mil réis.
O “PV” receberia a sua primeira arquibancada em 1948, localizada por trás do gol. Antes existia uma barreira no mesmo local que fazia às vezes de arquibancada.
O sistema de iluminação seria inaugurado em 1958, no dia 09 de julho, com o jogo Treze 3 x 3 Sport do Recife.
No dia 06 de novembro de 1960, antes de um amistoso entre Treze e Vasco da Gama, a Taça Jules Rimet, que fora conquistada pelo Selecionado Brasileiro na Copa do Mundo da Suécia, foi exibida para a torcida presente no Estádio Presidente Vargas.
O primeiro jogo internacional em Campina Grande aconteceu no estádio Presidente Vargas entre o Treze e o Dínamo de Bucareste, da Romênia, em 06 de janeiro de 1961. Em 1968, ali se apresentariam as seleções da Argentina e da Romênia, ambas enfrentando o alvinegro.
Neste último encontro, Garrincha envergou a camisa do alvinegro. Em 31 de agosto de 1969, Nilton Santos, bicampeão do mundo, atuaria pelo Treze em um amistoso contra o Campo Grande, do Rio de Janeiro.
O Estádio Presidente Vargas foi o primeiro estádio da Paraíba a inaugurar suas cabines de Imprensa, em 1963. Antes, as partidas eram transmitidas de cima de carrocerias de caminhão ou no meio da torcida.
Na década de 70, a Seleção da Tanzânia jogou contra o Treze, empatando em 1 x 1. Em 1975, foi a vez do Internacional de Porto Alegre se exibir em nosso estádio.
Em 1972, houve a construção da arquibancada que ligou àquela situada na parte por trás do gol com a lateral. Foi denominada pela torcida de “Curva do Suvaco”.
Na década de 80, houve a substituição dos refletores, infelizmente derrubados por uma tempestade em 1989. Somente em 1999 novos refletores seriam ali colocados.
Durante os anos 1999 e 2000, houve uma arquibancada de metal por trás do gol visto do lado direito da arquibancada coberta.
Nos anos seguintes, o PV passou por diversos melhoramentos, a exemplo da ampliação do espaço entre a arquibancada e o alambrado, além da substituição deste. O estádio foi palco decisivo para diversas conquistas do Treze, a exemplo do acesso em 2018, quando jogos decisivos ali foram realizados.
Atualmente, o estádio não sedia jogos oficiais. Em breve, após reformas, voltará a receber jogos em sua cancha. Longa vida ao Estádio Presidente Vargas.
Colaboração do professor e historiador Mário Vinícius
Estádio Presidente Vargas celebra 86 anos
Estádio Presidente Vargas celebra 86 anos

Inaugurado em 17 de março de 1940, o Estádio Presidente Vargas completa 86 anos consolidado como um dos principais palcos esportivos da Paraíba. Localizado no bairro de São José, o tradicional “PV” carrega uma história diretamente ligada ao desenvolvimento do futebol em Campina Grande.
A construção do estádio teve início em 1938, em um terreno doado por Argemiro de Figueiredo, por meio do Decreto nº 1.013, de 4 de abril daquele ano. O nome Presidente Vargas, inclusive, foi uma sugestão do próprio Argemiro, em homenagem ao então presidente Getúlio Vargas.
Desde os primeiros momentos, o PV já mostrava sua vocação para grandes histórias. A partida inaugural foi um empate em 3 a 3 entre o Treze Futebol Clube e o Ypiranga, com Anderson Eloy entrando para a história como o primeiro jogador trezeano a marcar um gol no estádio.
Ao longo das décadas, o Presidente Vargas se consolidou como a casa do Galo da Borborema e palco de confrontos marcantes. Em 1955, recebeu o primeiro Clássico dos Maiorais, quando o Treze venceu o Campinense Clube por 3 a 0, em amistoso que deu início à maior rivalidade do futebol local.
O PV também ganhou projeção nacional ao receber grandes equipes e jogadores ao longo dos anos. Entre eles, o lendário Garrincha, que esteve no estádio em 1968, quando vestiu a camisa do Treze em um amistoso internacional. Anos antes, em 1960, o Vasco da Gama visitou Campina Grande e trouxe consigo o capitão Bellini, que exibiu ao público a réplica da taça da Copa do Mundo de 1958 — um momento histórico para o futebol paraibano.
Conhecido pela atmosfera vibrante, o Presidente Vargas sempre foi um diferencial para o Galo da Borborema, especialmente pela força de sua torcida, que transformava o ambiente em um verdadeiro caldeirão quando havia jogos no PV. Não à toa, o estádio é lembrado como um lugar onde o Treze costuma se impor dentro de campo.
Mais do que um estádio, o Presidente Vargas se tornou um símbolo de identidade, memória e paixão. Ao longo de 86 anos, suas arquibancadas foram palco de conquistas, encontros e emoções que permanecem vivas na lembrança da torcida.Inaugurado em 17 de março de 1940, o Estádio Presidente Vargas completa 86 anos consolidado como um dos principais palcos esportivos da Paraíba. Localizado no bairro de São José, o tradicional “PV” carrega uma história diretamente ligada ao desenvolvimento do futebol em Campina Grande.
A construção do estádio teve início em 1938, em um terreno doado por Argemiro de Figueiredo, por meio do Decreto nº 1.013, de 4 de abril daquele ano. O nome Presidente Vargas, inclusive, foi uma sugestão do próprio Argemiro, em homenagem ao então presidente Getúlio Vargas.
Desde os primeiros momentos, o PV já mostrava sua vocação para grandes histórias. A partida inaugural foi um empate em 3 a 3 entre o Treze Futebol Clube e o Ypiranga, com Anderson Eloy entrando para a história como o primeiro jogador trezeano a marcar um gol no estádio.
Ao longo das décadas, o Presidente Vargas se consolidou como a casa do Galo da Borborema e palco de confrontos marcantes. Em 1955, recebeu o primeiro Clássico dos Maiorais, quando o Treze venceu o Campinense Clube por 3 a 0, em amistoso que deu início à maior rivalidade do futebol local.
O PV também ganhou projeção nacional ao receber grandes equipes e jogadores ao longo dos anos. Entre eles, o lendário Garrincha, que esteve no estádio em 1968, quando vestiu a camisa do Treze em um amistoso internacional. Anos antes, em 1960, o Vasco da Gama visitou Campina Grande e trouxe consigo o capitão Bellini, que exibiu ao público a réplica da taça da Copa do Mundo de 1958 — um momento histórico para o futebol paraibano.
Conhecido pela atmosfera vibrante, o Presidente Vargas sempre foi um diferencial para o Galo da Borborema, especialmente pela força de sua torcida, que transformava o ambiente em um verdadeiro caldeirão quando havia jogos no PV. Não à toa, o estádio é lembrado como um lugar onde o Treze costuma se impor dentro de campo.
Mais do que um estádio, o Presidente Vargas se tornou um símbolo de identidade, memória e paixão. Ao longo de 86 anos, suas arquibancadas foram palco de conquistas, encontros e emoções que permanecem vivas na lembrança da torcida.
pela ascom


















