Análise: Brasil esbanja saúde para sobreviver ao "grupo da morte" e mostrar força no Mundial Sub-20 - SóEsporte
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Análise: Brasil esbanja saúde para sobreviver ao “grupo da morte” e mostrar força no Mundial Sub-20

Análise: Brasil esbanja saúde para sobreviver ao “grupo da morte” e mostrar força no Mundial Sub-20

Mais do que uma vitória, um recado para os rivais de que o Brasil é, sim, um dos grandes candidatos ao título deste Mundial Sub-20. Se o cochilo nos 45 minutos iniciais contra a Itália gerou olhares atravessados, a atuação segura e consistente diante da Nigéria é o carimbo de força – principalmente para quem relativizou o 6 a 0 pela fraqueza da República Dominicana.

Em um grupo apontado como da morte desde o sorteio, a Seleção de Ramon se viu em situação ainda mais crítica após a estreia e sobreviveu. Ou melhor, esbanja saúde. O 2 a 0 no estádio Diego Armando Maradona apresentou desafios interessantes que a garotada soube sobrepor. Fosse pelo péssimo estado do gramado, fosse pela imposição física dos nigerianos.

A partida começou em um ritmo que favorecia o adversário. A Nigéria apostava na velocidade e na força para levar perigo ao gol de Mycael. A bola no travessão de Salim Fago, logo aos sete minutos, assustou, mas aos poucos o Brasil encontrou o caminho pelos lados do campo.

Brasil x Nigéria

Finalizações: 15 x 12

Finalizações no gol: 7 x 3

Posse de bola: 46% x 54%

Passes trocados: 335 x 406

Faltas cometidas: 13 x 11

Escanteios: 8 x 7

Savinho voltou a ser uma alternativa interessante, mas em alguns momentos pecou pelo individualismo. Já no lado esquerdo, Robert Renan resolveu a dificuldade que Andrey e Marlon Gomes tinham com a marcação ajustada, e foi o desafogo na saída de bola com passes que quebravam linhas para acionar Biro e Kaiki Bruno.

Foi assim que o Brasil conquistou o escanteio do primeiro gol em outra jogada que tem se mostrado forte: bola aérea para um Jean que costuma levar superioridade. O placar fez com que a Nigéria se mandasse até de forma desorganizada nos minutos finais de um primeiro tempo em que a Seleção desperdiçou dois contra-ataques em superioridade numérica até Marquinhos receber de Savinho para ampliar: 2 a 0.

Na volta do intervalo, a postura agressiva na marcação alta foi fundamental para conter qualquer ímpeto nigeriano. Marlon Gomes cresceu no jogo, diminuiu espaços, e deu sustentação para que Arthur abusasse do corredor direito em parceria com Savinho. Até os 15 minutos, o Brasil criou o suficiente para matar a partida, e não o fez.

As alterações até fizeram com que a Nigéria esboçasse uma pressão, mas que não foi além de chutes de média distância – um deles voltou a carimbar o travessão. Nada que colocasse em risco a vitória.

O Brasil sobreviveu ao grupo da morte. É bom que os adversários lembrem disso!

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