Diante dos protestos que tomaram os Estados Unidos em memória a George Floyd, um homem americano e negro sufocado até a morte por um policial em Minneapolis no último dia 25, diversos esportistas se posicionaram em público contra o racismo em suas redes sociais. Na semana passada, LeBron James puxou a fila entre as estrelas da NBA. Entre os brasileiros, o atacante Vinicius Junior e Richarlison participaram das ações, enquanto Neymar foi criticado por sua omissão até o momento.
O jogador Neymar, brasileiro com 139 milhões de seguidores na rede social Instagram, foi cobrado publicamente pelo digital influencer Felipe Neto, em publicação no Twitter, na madrugada desta segunda-feira, 1º, por um posicionamento em relação à campanha “Vidas negras importam”.
Na sequência, vários internautas reforçaram a cobrança por uma posição do atacante do Paris Saint Germain. O assunto foi um dos mais comentados na rede social.

Os atacantes Vinicius Junior, do Real Madrid, Richarlison, do Everton, Gabriel Jesus, do Manchester City, e o ex-atacante Grafitte, postaram uma imagem em o rosto de George Floyd é completado pelo de João Pedro, o garoto de 14 anos assassinado a tiros pela polícia do Rio de Janeiro, em sua casa, em 19 de maio. Os atletas usaram a hashtag “Vidas negras importam”. O atacante Rodrygo, do Real Madrid, postou a imagem de uma criança negra com a mensagem “Eu sou o próximo?”. O volante Gabriel, do Corinthians, foi um dos poucos atletas brancos e se posicionar.
O São Paulo republicou nesta segunda-feira o vídeo que divulgou em 20 de novembro de 2019, Dia da Consciência Negra em algumas cidades do Brasil, reforçando a posição institucional contra o racismo.
“A lembrança de hoje é a lembrança de todos os dias. Em 20 de novembro de 2019, nossos atletas falaram assim. Não basta não ser racista. A postagem nas redes sociais do Tricolor paulista usou a #VidasNegrasImportam”.
Os protestos mais chamativos ocorreram no Campeonato Alemão, única grande liga da Europa que já foi reiniciada em meio à pandemia de coronavírus. O francês Marcus Thuram, do Borussia Monchengladbach, se ajoelhou no gramado durante a comemoração de um gol, um gesto popularizado pelo jogador de futebol americano Colin Kaepernick em 2016 para denunciar a violência policial nos Estados Unidos, especialmente contra a comunidade negra. Marcus é filho de Lilian Thuram, campeão mundial pela França em 1998 e uma das vozes mais ativas no combate ao preconceito no esporte.
Redação com informações da Veja


















