O Brasil passou para as oitavas de final da Copa do Mundo e a alegria é grande. Para os torcedores que gostam de um pouco de história, a lembrança do primeiro jogo da Seleção Brasileira contra a seleção do Chile é muito positiva. É isso o que mostra um dos capítulos do livro Deuses da Bola – 100 Anos da Seleção Brasileira, de João Carlos Assumpção e Eugenio Goussinsky, lançado pela Editora DSOP.
O jogo aconteceu em 13 de junho de 1962, na Copa do Chile. Enfrentar o time da casa numa Copa do Mundo, nunca é tarefa fácil. Preocupado com a pressão da torcida, Paulo Machado de Carvalho decidiu manter a seleção concentrada em Viña del Mar e viajar para Santiago, de trem, momentos antes da partida. O Brasil venceu por 4 × 2, e, para Nílton Santos, então com 37 anos, o jogo exigiu muito dos “velhinhos”.
No próximo jogo, no estádio Nacional de Santiago, que estava completamente lotado, o Brasil venceria a Tchecoslováquia de virada por 3 × 1. Nem os xingamentos, nem as pedradas, que atingiram até o pacífico Garrincha, depois de ter sido injustamente expulso, nem as jogadas violentas dos adversários foram suficientes para derrubar o Brasil. Pela segunda vez, o time era vencedor de um mundial. Gols de Amarildo, Zito e Vavá para os bicampeões.
Desde então, o Brasil nunca perdeu para o Chile em Copas, tendo vencido em 1998 por 4 a 1 e em 2010 por 3 a 1. Apesar de sermos nós desta vez o time da casa, vamos torcer para que a história se repita e, depois de passarmos o Chile, nos tornemos hexacampeões.
Sobre o lançamento e a obra
Com prefácio escrito pelo renomado maestro João Carlos Martins, que compara o futebol à música. Deuses da Bola – 100 Anos da Seleção Brasileira traz uma coletânea raríssima dos momentos mais marcantes dentro e fora de campo, com foco no “caso de amor” entre a Seleção e o povo brasileiro. Uma viagem no tempo e um registro para se ter à mão, ainda mais neste ano de Copa do Mundo, quase como um amuleto.
A riqueza de informações e curiosidades reunidas no livro é tão grande que, ao passar por cada uma das páginas, a sensação é de estar lendo um romance ou livro de contos cheio de personagens e aventuras, não uma história real. Ao mesmo tempo, entretanto, a precisão do resgate histórico é garantida pela ampla e cuidadosa pesquisa realizada pelos autores para a concepção da obra.
A narrativa vai do primeiro jogo do time em 1914 até a era atual do futebol como “business” e a recente goleada contra a África do Sul, em 2014, passando por momentos emblemáticos como a derrota no Mundial de 1950, a conquista do tri no México em 1970 e o chute para fora de Roberto Baggio na conquista do tetra em 1994, contando também um pouco da História do país. Fala ainda do surgimento de deuses como Garrincha, Pelé e Zico, que marcaram época e contribuíram para mudar a imagem do esporte brasileiro no exterior, até os mais recentes, como Romário, Ronaldo e Neymar.
“Nossa entrada no segmento de não-ficção não poderia acontecer num momento mais propício. Estrear com os 100 anos da Seleção em ano de Copa do Mundo é fantástico – embora nossa história com o futebol seja tão incrível, tão cheia de dramas, emoções e peripécias que, no fundo, pareça uma linda ficção”, enfatiza a diretora editorial Simone Paulino.
Sobre os autores
Eugenio Goussinsky é jornalista e escritor premiado. Publicou cinco livros, dois deles de contos e crônicas. Redator do site R7, da Rede Record, foi repórter do Jornal do Brasil e de O Estado de S. Paulo, porta-voz do Consulado de Israel na capital paulista e assessor de imprensa da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo.
João Carlos Assumpção é jornalista e documentarista. Cobriu cinco Copas do Mundo e três Olimpíadas in loco. Colunista do diário Lance!, foi repórter da Folha de S. Paulo, correspondente do jornal em Nova York e chefe de redação e reportagem do SporTV em São Paulo. É codiretor do longa-metragem Sobre futebol e barreiras, filmado durante a Copa de 2010 em Israel/Palestina.

















