– Foto: CBF
No dia 17 de junho de 1962, também um domingo, há exatos 50 anos portanto, o Brasil ratificava a hegemonia no mundo conquistada quatro anos antes na Suécia.
Com uma bela exibição de futebol, diante de um Estádio Nacional de Santiago lotado de chilenos incentivando nossa Seleção, superou a Tchecoslováquia na final por 3 a 1 e ficou pela segunda vez com a Taça Jules Rimet.
A Seleção Brasileira, apesar de contar com alguns jogadores considerados “veteranos” – mas craques de verdade – , manteve praticamente a mesma formação do primeiro título em 1958.
Gilmar, Djalma Santos, Mauro no lugar de Belini, Zózimo no lugar de Orlando e Nilton Santos; Zito e Didi; Garrincha, Vavá,Amarildo, que entrou no lugar do contundido Pelé, e Zagalo.
A contusão de Pelé, que o tiraria do restante da Copa, acontecera justamente contra a Tchecoslováquia, no segundo jogo da fase de classificação e que terminou empatado em 0 a 0.
A Seleção Brasileira era superior, mas os tchecos tinham um time bem entrosado e uma surpresa na final poderia acontecer. Ainda mais que, à semelhança do que acontecera na Copa do Mundo da Suécia, o adversário saiu na frente.
Masopust, um excepcional meio-campo, recebeu na área depois de jogada bem tramada e concluiu sem defesa para Gilmar. Sorte que o “Possesso” Amarildo empatou logo depois, em lance de oportunismo e extrema inteligência ao chutar entre o goleiro Schroif e a trave.
A vitória e o bi viriam no segundo tempo. O segundo gol foi obra de Amarildo, o craque valente do Botafogo que substituiu Pelé à altura e foi decisivo na conquista. Com uma jogada típica da sua característica, de arranque e dribles seguidos, cruzou na medida na cabeça de Zito, que fez 2 a 1.
A vitória estava construída, pois o adversário não conseguia reagir, mas Vavá ainda definiu em lance infeliz do goleiro tcheco. O Brasil, de novo, encantava o mundo com seu futebol de talento e arte. Uma Seleção legitimamente bicampeã.
Redação com CBF
