Brasil sobra enquanto tem pernas, não mata o jogo e fica em empate frustrante no Sub-17 - SóEsporte
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Brasil sobra enquanto tem pernas, não mata o jogo e fica em empate frustrante no Sub-17

Análise: Brasil sobra enquanto tem pernas, não mata o jogo e fica em empate frustrante no Sub-17

Sobrou enquanto teve que correr com a bola. Sofreu quando teve que correr atrás da bola.

O Brasil teve uma estreia com momentos distintos no Sul-Americano Sub-17. Fez 2 a 0 e criou um caminhão de chances diante do bom Equador, mas terminou a partida temendo por uma virada-relâmpago nos minutos finais.

Ficou evidente que o cansaço pesou para que a Seleção de Phelipe Leal iniciasse a competição com vitória. As substituições do treinador não surtiram efeito, o nível técnico caiu, e Kendry Paez, prodígio do Del Valle e em negociação com o Chelsea, indicou caminhos para o empate.

Pontuados fatores que explicam a frustração pelo empate, no entanto, é preciso valorizar os muitos pontos positivos de um Brasil que cansou de ver seus atacantes cara a cara com o goleiro Loor na primeira hora de jogo.

O 4-2-3-1 com variação para o 4-4-2 quando não tinha a bola funcionou enquanto o Brasil teve perna e seu time titular em campo. A alternância entre marcação em bloco mais baixo e pressão alta desnorteou um Equador que foi para o intervalo no lucro com o 2 a 0.

Phelipe Leal montou o time para potencializar as qualidades de seu quarteto ofensivo: a capacidade de criação de Dudu, a velocidade de Matheus Reis e Rayan, e o poder de finalização de Kauã Elias. Deu muito certo.

Com Matheus Ferreira e Luiz Gustavo protegendo a entrada da área e dando suporte na saída de bola, o Brasil sofria pouco e encontrava espaços com facilidade nas costas da defesa equatoriana. Foi assim que criou três chances claras em 15 minutos.

O gol, porém, saiu quando a marcação subiu para pressionar a saída de bola equatoriana. Matheus Reis forçou o errou, e Kauã Elias chapou bonito de direita no canto. A capacidade de finalização do camisa 9 do Fluminense saltou aos olhos.

Fosse cruzado forte, chapado ou de primeira, Kauã travou duelo interessante com Loor e marcou o segundo ao emendar cruzamento da direita aos 36: 2 a 0, mas o goleiro equatoriano estava longe de ser presa fácil.

O Equador voltou do intervalo em outra voltagem. A tranquilidade para troca de passes deu lugar a uma marcação alta que deixou o Brasil desconfortável, mas ainda capaz de criar chances claras.

Dudu deu um passo atrás, ficou mais próximo dos volantes, e descolou bons lançamentos que Matheus Reis, Kauã Elias e Rayan desperdiçaram. Oportunidade para o Equador entrar no jogo, e entrou.

As alterações do time da casa deram resultado, enquanto do lado brasileiro apenas Lorran conseguiu levar perigo. A “boca do funil” na entrada da área do Brasil passou a ficar desguarnecida, e o Equador iniciou bombardeio.

A Seleção sucumbiu ao cenário aos 41, quando Reyes descontou, e se precipitou ao sair para o ataque em busca do terceiro. Já aos 45 do segundo tempo, o time de Leal permitiu espaços para contra-ataque em que De Jesus empatou.

Estreia que deixa lições através de recortes. Muita coisa funcionou, mas é preciso matar o jogo. Agora, é hora de renovar o fôlego para pegar o Chile, sábado.

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