Cano tem queda de 70% na média de finalizações e vive jejum de 4 jogos no Fluminense
Conhecido por precisar de poucos toques para decidir uma partida, Cano está há quatro jogos sem marcar e tem o jejum de gols atrelado a um dado importante: o número de finalizações do atacante diminuiu em média 70% no período.
Cano não marca desde o dia 10 de maio. O último gol aconteceu contra o Cruzeiro, na vitória por 2 a 0 no Mineirão. Na sequência, ficou sem marcar no triunfo por 2 a 0 diante do Cuiabá (quando Nino e Ganso balançaram as redes), no empate em 0 a 0 com o Flamengo na Copa do Brasil e nas derrotas por 1 a 0 para o Botafogo e por 2 a 0 para o Corinthians.
Com a queda de rendimento da equipe, que perdeu peças por lesões e mudou também a forma de jogar, o argentino tem tido menos chances para concluir. O que denota uma dificuldade na articulação ofensiva da equipe.
- É uma questão que está no nosso radar. Essa equipe vocês conhecem a identidade do treinador, que é muito ofensiva, muito vertical, uma equipe que sabe controlar o jogo, criando situações de gol. É um problema que, se Deus quiser, solucionamos em breve – declarou o auxiliar Eduardo Barros, que comandou o time contra o Corinthians.
Antes de passar em branco nas últimas quatro partidas em que esteve em campo (Cano não enfrentou o The Strongest), o camisa 14 tinha 97 finalizações em 23 jogos em 2023 – uma média de 4,21 finalizações por confronto.
Nos últimos quatro jogos, Cano teve apenas cinco finalizações, o que equivale a uma média de 1,25 por partida. Ou seja, 70% a menos do que vinha apresentando. Foram duas finalizações contra o Cuiabá, duas no Fla-Flu, nenhuma diante do Botafogo e uma contra o Corinthians.
“Canodependência”
Cano precisava em média de 4,04 finalizações para marcar um gol até então. Com 24 gols na temporada, ele é responsável por marcar 41% dos 59 gols do Flu. Em 17 deles, o argentino precisou de apenas um toque na bola para mandar para a rede. Ou seja, em 71%.
Ao todo, 13 gols foram feitos cara a cara com o goleiro adversário – em 54% deles. Das 24 vezes que balançou as redes, 15 foram a partir de bola pelo chão, enquanto as outras nove foram via jogada aérea.
Com o artilheiro vivendo um jejum por estar tendo menos oportunidades que de costume, a fase sem gols expõe também a falta de jogadores com tamanha capacidade de marcar gols no elenco.
O vice-artilheiro do time na temporada é o zagueiro Nino, com cinco gols. Na sequência, o clube tem Arias com quatro marcados. Keno, John Kennedy, Lima e Ganso, têm três cada.
Curiosamente, o Fluminense também não marca há quatro jogos, desde o jogo contra o Cuiabá. John Kennedy e Lelê, que também atuam no setor ofensivo, estão tendo oportunidades, mas também não têm conseguido decidir.
Em busca de fazer as pazes com as redes, o Fluminense volta a campo na próxima quinta-feira, às 20h (de Brasília) no Maracanã, para o clássico contra o Flamengo que vale vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. No primeiro jogos, os times empataram sem gols.


















