Carabobo x Atlético-MG: Conmebol irá abrir processo disciplinar contra ato racista; veja etapas e sanções
A estreia do Atlético-MG na Copa Libertadores foi de empate sem gols contra o Carabobo, na ida da segunda fase do torneio. Jogo marcado por xingamentos racistas de torcedores da Venezuela na chegada da delegação do Galo ao estádio. Situação que irá virar procedimento disciplinar da Conmebol, e pode gerar multa financeira e desportiva.
No ano passado, o Código Disciplinar da entidade teve modificação no seu artigo 17 (atual artigo 15), que fala exclusivamente de “discriminação”. Alguns torcedores do Carabobo gritaram “macacos” em direção ao ônibus do Atlético. A Conmebol prevê uma multa mínima de US$ 100 mil (R$ 517 mil), podendo chegar a US$ 400 mil (R$ 2 milhões) em caso de não reincidência.
É possível ir além. O CD prevê sanção como o time envolvido atuar com o estádio totalmente ou parcialmente fechado ao seu torcedor. Essas punições contemplam os insultos de torcida contra “a dignidade humana de outra pessoa ou grupo de pessoas, por qualquer meio, tendo como motivo a cor da pele, raça, sexo ou orientação sexual, etnia, idioma, credo ou origem quando atos de discriminação são cometidos pela torcida”.
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O próprio Atlético divulgou vídeo o qual é possível perceber insultos racistas de venezuelanos em cima de um viaduto, na chegada do ônibus do time visitante ao estádio Olímpico da UCV. Galo e Conmebol já se manifestaram nas redes sociais. O clube, inclusive, enviou as provas ao delegado da partida. E haverá a abertura do procedimento disciplinar, que terá as seguintes etapas:
1- Relatório chega à Unidade Disciplinar.
2- O arquivo é aberto.
3- O ‘expediente disciplinar’ é aberto.
4- Transferência para o clube e/ou a pessoa acusada.
5- A defesa é recebida.
6- O tribunal se reúne para julgar o caso.
Há prazos pré-estabelecidos para o clube envolvido – no caso, o Carabobo – apresentar defesas das acusações, bem como a sentença ser proferida. O próprio artigo 15 do CD prevê uma diminuição da multa mínima de US$ 100 mil se o clube penalizado colaborar com “grau de assistência”, como, por exemplo, identificar e punir o torcedor infrator.
Casos de atos de racismo na Copa Libertadores se tornaram comuns, principalmente envolvendo clubes brasileiros. Na coletiva de imprensa pós-jogo na Venezuela, o técnico Eduardo Coudet e o zagueiro Jemerson foram perguntados sobre o episódio. Chacho disse que não tinha tomado conhecimento. Já o defensor respondeu assim:
“Não cheguei a ouvir. Mas estou sabendo. É algo que ocorre de forma recorrente. Espero que, quem tenha o poder, tome providência. Caso contrário, nada vai mudar”.


















