| “Um marco histórico”, assim define o professor Carlos Antônio Sfalsin, da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, sobre a construção do Centro de Iniciação ao Esporte (CIE) em Cariacica, no Espírito Santo. O município é um dos primeiros, dos 263 selecionados em todo país, a iniciar as obras. O evento de assinatura da ordem de serviço para a construção ocorre neste sábado (20), às 9h, no local onde a estrutura será erguida, no Parque O Cravo e a Rosa, bairro Itacibá. O coordenador do Ministério do Esporte Alexandre Ono participará do evento, com o prefeito Geraldo Luzia de Oliveira Júnior e o secretário municipal interino de Esporte e Lazer, Raphael Cardoso Leite. Em Cariacica, o CIE será do modelo 3, que, além de ginásio poliesportivo, terá uma minipista de atletismo de 100 metros, com área para saltos e lançamentos. O orçamento está estimado em R$ 4,5 milhões. De acordo com Sfalsin, este será o primeiro espaço público na cidade para formação de atletas e para a prática esportiva. “Somos 360 mil habitantes, mas não tínhamos nenhum ginásio”, explica. O município é um dos cinco capixabas selecionados para o programa. Os outros são Vitória, Vila Velha, Serra e Guarapari. Legado dos Jogos Olímpicos Cada prefeitura pôde escolher entre três modelos de instalações, de acordo com a área de terreno disponível. O modelo 1 é composto por um ginásio poliesportivo que permite várias modalidades coletivas e individuais. O 2 acrescenta uma quadra externa. E o 3 conta com o minicentro de atletismo. Além do ginásio, todos têm em comum arquibancada, espaço para academia e enfermaria, vestiários, copa, sala de professores e técnicos e outras áreas administrativas. Todos também cumprem requisitos de acessibilidade como rampas, plataforma elevatória, banheiros adaptados, portas mais largas, espaço para cadeiras nas arquibancadas. O Ministério do Esporte selecionou projetos para construir 285 unidades em 263 municípios de todos os estados. Todas as unidades serão multiuso, com padrões oficiais para até 13 modalidades olímpicas (atletismo, basquete, boxe, handebol, judô, lutas, tênis de mesa, taekwondô, vôlei, esgrima, ginástica rítmica, badminton e levantamento de peso), seis paraolímpicas (esgrima de cadeira de rodas, judô, halterofilismo, tênis de mesa, vôlei sentado e golbol) e uma não-olímpica (futsal). O governo federal forneceu o projeto de engenharia para as prefeituras licitarem e pagará as obras; os municípios ofereceram o terreno, licitaram, estão construindo e se incumbirão do custeio, além de pagarem os profissionais que cuidarão das atividades. Das 285 unidades, 168 são do módulo 3; outras 74 são do modelo 2; e 43 são do 1. Rede de Treinamento “A realização dos Jogos Olímpicos no Rio propiciou orçamento para renovar e ampliar a infraestrutura esportiva do Brasil que estava defasada havia mais de 40 anos. Os CIEs são equipamentos simples mas de boa qualidade que vão garantir estrutura em dimensões oficiais para crianças e jovens iniciarem a prática de diversas modalidades”, diz o secretário de Esporte de Alto Rendimento do governo federal, Ricardo Leyser. O projeto prevê, por exemplo, vestiários femininos – que inexistem em muitas praças de esporte do país –, estruturas reforçadas em regiões onde venta mais e materiais que garantem conforto térmico e acústico. O secretário observa que, como parte da preparação do país para os Jogos Olímpicos, “os projetos do alto rendimento espalharam investimentos para a base do esporte”. |

















