As cidades do interior do nordeste sempre produziram excelentes jogadores, que posteriormente são contratados pelos times grandes da região. E foi na cidade pernambucana de Pesqueira que surgiu um jovem talentoso chamado de Edvaldo Araújo, que logo foi observado e contratado pelo Clube Náutico Capibaribe.A década era a de setenta, época em que jogadores como Luciano, Givanildo, Marinho Chagas, Ramon, Mazinho, Assis Paraíba e tantos outros craques desfilavam nos estádios da cidade do Recife. No meio dessa constelação de estrelas havia o jovem atacante Edvaldo Araújo, um centroavante habilidoso, técnico e com excelente senso de colocação dentro da área.
No time alvirrubro do Recife o craque foi bicampeão e um dos seus destaques naquela temporada que marcou muito, pois o Náutico evitou a conquista do hexacampeonato do Santa Cruz. Depois o nosso ídolo foi transferido para a cidade de Natal, aonde jogou no Cosern e no ABC, sendo no segundo clube uma de suas melhores fazes de sua carreira, conquistando também o bicampeonato e sendo o artilheiro da competição. Até hoje a torcida do ABC lembra das jogadas fulminantes do homenageado.
Ele também jogou no time do Ceará, no Vitória da Bahia e no Botafogo de Futebol e Regatas, este último sediado na cidade maravilhosa. Esse seu invejável curriculum vitae foi acrescido e ampliado com as cores rubro-negras do Campinense Clube, quando Edvaldo veio transferido para o esquadrão da raposa da Serra da Borborema alegrando os amantes do verdadeiro futebol arte.
No time aristocrático ele conquistou vários títulos, em especial o bicampeonato paraibano de 1979 e 1980 e a Taça Heleno Nunes. Foi na cidade de Campina Grande que surgiu o apelido de “Tubarão”, fazendo uma comparação de seus gols a um filme onde esse animal marinho demonstrava nas telas o seu potencial mortífero.
Era uma festa nos finais de semana em que jogavam Treze e Campinense, o estádio “Amigão” lotava para ver um clássico disputado com muita raça, habilidade e determinação dos atletas da época. E é justamente nos clássicos que as estrelas, os escolhidos, os predestinados mostram que são jogadores diferenciados. Edvaldo Araújo era um deles, ele fazia a diferença em um clássico. Quem não lembra de um gol seu, feito de bicicleta, no finalzinho de um clássico contra o Treze F.C, deixando o goleiro Hélio Show sem pai nem mãe?
Nas temporadas em solo paraibano, Edvaldo Araújo teve participação efetiva e de destaque nas competições estaduais, época em que havia outros goleadores como Adelino, Joãozinho Paulista, Hélcio Jacaré, Jorge Demolidor e outros mais. Ao encerrar a sua vitoriosa carreira como jogador profissional, “Tubarão” ainda dedicou um período como treinador na base do Campinense Clube.
Casado, com filhos e netos, Edvaldo permanece até os dias atuais residindo na cidade de Campina Grande, onde é reconhecido como um dos grandes jogadores do Campinense Clube. Para quem acompanhou o futebol paraibano daquela época, ficou a certeza que “Edvaldo Araújo”, carinhosamente chamado de “Tubarão” escreveu o seu nome com tintas perpétuas e douradas na história do futebol paraibano.
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