Ednaldo quer independência de Rodrigo Caetano na CBF como antídoto contra "dobradinhas" em seleções - SóEsporte
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Ednaldo quer independência de Rodrigo Caetano na CBF como antídoto contra “dobradinhas” em seleções

Ednaldo quer independência de Rodrigo Caetano na CBF como antídoto contra “dobradinhas” em seleções

As nomenclaturas variam conforme o tempo, mas Rodrigo Caetano chega para carregar a chave do departamento de seleções da CBF. Função ocupada recentemente por outros profissionais, de diferentes perfis, que passaram pela CBF. Ex-jogadores com histórico de Seleção como Gilmar Rinaldi, Edu Gaspar – com passagem bem menos destacada, é claro – e Juninho Paulista.

Apesar de ex-jogador, com carreira que iniciou no Grêmio e prejudicada por grave lesão no joelho, Caetano tem a missão de reestruturar o departamento de seleção principal e também de base, ele une as funções mais recentes de Juninho e Branco, embora seja provável que contrate um gestor voltado diretamente para a base. O mais importante, no entanto, é que Ednaldo quer independência do seu novo diretor. A hierarquia é: Dorival responde a Caetano, que responde a Ednaldo.

Por mais que a relação de Rodrigo Caetano com Dorival seja antiga – trabalharam juntos no Vasco e no Fluminense -, o presidente da CBF não quer relação de “dobradinha” nessa relação entre diretor e treinador da seleção brasileira. Os dois tiveram alguns encontros – incluindo longa conversa no hotel em que Ednaldo reside no Rio de Janeiro – antes da assinatura formal de contrato nessa tarde de sexta-feira para definir o escopo da atuação de Caetano.

Nos exemplos mais conhecidos, Zagallo, nome consagrado na seleção brasileira, era guardião e conselheiro em 1994 de Carlos Alberto Parreira, que tinha sido seu preparador físico em 1970. O ex-goleiro Gilmar Rinaldi foi coordenador de Dunga, companheiro de tetracampeonato nos Estados Unidos. O último modelo semelhante é o de Edu Gaspar e Tite, que entraram na CBF para repetir a dupla de sucesso no Corinthians.

O presidente da CBF ouviu Dorival Júnior para contratar Rodrigo Caetano, mas deixou claro que a contratação é dele próprio. Uma figura que deve ter distanciamento para possível tomada de decisões e observações no rumo até a Copa do Mundo de 2026.

A primeira convocação está marcada para o dia 1º de março. Até lá, a CBF também deve ter o reforço de Juan, ex-jogador de seleção que vai ficar sob o “guarda-chuva” de Rodrigo Caetano para reforçar a estrutura da seleção brasileira principal.

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