O treinador do Botafogo-PB, Bernardo Franco, em entrevista coletiva após a derrota para o Campinense, responsabilizou o emocional dos jogadores botafoguenses pela goleada sofrida pelo Belo para a Raposa neste sábado, pelo Campeonato Paraibano 2026. Com três gols de Everton Heleno e um de Miguel Vinícius, o clube de Campina Grande marcou quatro. Nenê foi quem diminuiu para o Alvinegro.
— Tomamos gols com dois minutos, depois aos 12. A derrota passa pelo emocional da equipe, após ter sofrido esses gols. Não acredito que foi uma questão tática — disse o comandante do Botafogo-PB.
Análise
O Campinense respeitou o clássico e foi letal nas chances que teve no início de jogo, se aproveitando da apatia defensiva do Botafogo-PB, e resolveu logo a partida. Atuação do Belo foi toda pobre. Do início ao fim e em todos os aspectos do jogo. Preguiçosa e sem respeito ao duelo.
Bernardo Franco colocou uma formação que, para mim, seria improvável em partidas maiores, como essa, com Giovanni, Henrique Dourado e Nenê. Jogadores mais lentos na transição defensiva. Com a bola, o time ganha com eles. Sem, pode ser o problema. Se o ter a bola não bancar o não ter, a conta normalmente chega. Foi o que aconteceu.
O Botafogo-PB sofreu um gol muito cedo mesmo. Mas o time em campo tinha muito tempo para dar uma resposta técnica. O que não ocorreu. O Campinense foi estratégico no sentido de pressionar o Belo justamente no início desse jogo. Sufoco que deu certo, aliado também a erros individuais dos alvinegros.
A visão de Bernardo, no entanto, se organiza a partir de uma explicação de que todos os gols foram meros detalhes e que foram, assim como a consequente falta de reação, oriundos apenas de questões psicológicas. Dessa vez, diferente de todas as outras entrevistas, a justificativa foi bem pobre.
O Botafogo-PB até agora na competição segue sendo um time sem volume ofensivo, no geral. Defensivamente vinha sendo promissor, mas até isso ruiu no clássico. Assim como Evaristo Piza fez na última partida do Campinense, Bernardo Franco responsabilizou os atletas pelo revés. E não se colocou como parte do problema.
Por Pedro Alves
















