Força Comunitária luta para ser maior - SóEsporte
Futebol

Força Comunitária luta para ser maior

Com o objetivo de formar um time competitivo, o Força Comunitária programa para o próximo dia 5 de março, uma seletiva para descobrir novos jogadores.

A meta é recrutar atletas nascidos nos anos de 2007, 2008 e 2009. O local da peneira será o CT do Força na comunidade Engenho Velho, Zona Sul de João Pessoa.

“São 28 anos formando cidadãos e atletas”, revela o presidente do Força Comunitária, Ednaldo Barbosa Guedes.

Os atletas deverão comparecer com carteira de identidade, contando com o material esportivo (chuteiras, meiões e calção), e um quilo de alimento não perecível. As informações preliminares devem ser obtidas através do celular 83 9 8608 6608.

Os atletas aprovados vão fazer parte da equipe do Força Comunitária que disputará o Campeonato Paraibano de 2023, categoria Sub 17 e a Copa Carpina, no Estado de Pernambuco.

Este é mais um trabalho de motivação para a prática esportiva reunindo garotos de toda Grande João Pessoa e até de outras localidades, como estima o presidente do clube Força Comunitária, Ednaldo Barbosa.   

Fundação

Fundado no dia 29 de abril de 1994, o clube Força Comunitária surgiu no bairro de Mangabeira. Inicialmente, de acordo com o dirigente, existia apenas a equipe veterana com atletas, e o objetivo era apenas lazer, gastava muito com bebidas. “Mas ficou muito caro e mudei para trabalhar com as crianças e deu certo”.

O nome ‘Força Comunitária de Mangabeira’ vinha de um movimento que fundamos em Mangabeiras que tinha o esporte e outros interesses do bairro. Acabei deixando a Associação, mas resgatei o nome Força Comunitária. Anos depois comprei esta área em Engenho Velho, em Gramame, um espaço de três hectares, onde estamos desde de 2008. O Força é um dos poucos clubes amadores que tem uma área dessa. Temos aqui um campo oficial, com medidas FIFA, com 105 a 68, além de um campo soçaite, caixa de areia, vestiários.

Mas Ednaldo tem encontrado muitas dificuldades para manter o clube e, especialmente, a manutenção do equipamento. Ele não conta com ajuda e os poderes públicos negam a parceria, por considerar ser um clube particular, privado. Com isso, o dirigente se queixa de assumir o clube sozinho.

Para tentar encontrar uma saída para obter ajuda financeira, o Força Comunitária tomou a iniciativa de procurar a Prefeitura de João Pessoa que já ajuda outros clubes, especialmente, o futebol profissional.

“Estamos preparando um projeto para buscar este apoio. Esperamos que com este documento, os clubes amadores que tiveram certidões positivas possam ser beneficiados pelo poder público”.

Observou ainda Ednaldo que o futebol profissional conta ainda com patrocinadores, especialmente, casas de apostas. “Como os times amadores não estão nas grandes de apostas, por isso, para nós não chega nada”.

Revelar jogadores

Ao longo dos anos, o Força Comunitária tem revelado jogadores para vários clubes profissionais da Paraíba e até de outros Estados do Nordeste e do Sul do País.

“Quem revela os novos jogadores são os clubes amadores, mesmo com muitas dificuldades. Mas tem surgido nomes como de Zé Hugo que estava no Coritiba-PR e agora atuou no Santo André-SP, além de Lucas Franças que estava no Cruzeiro-MG, que faz parte de uma parceria, entre Força Comunitária e CSP e agora se transferiu para o Nacional da Ilha da Madeira, em Portugal”.

 Segundo Ednaldo, os clubes amadores travam uma luta desigual com os clubes profissionais, e o Força Comunitária sofre com isso. Os meninos depois de revelados no amador são resgatados pelos grandes clubes e os dirigentes das equipes amadoras não têm direito nenhum com a liberação.

“Estamos entrando pedindo para que possamos ter direitos financeiros. Tenho dito que para colocar o nosso time para jogar, sacrificamos até a galinha do domingo”, afirma o dirigente que os times pequenos acabam ficando fora de processo e levando tudo na tora. 

Entre os apoiadores de Ednaldo Barbosa Guedes está o desportista Demócrito de Assis, que já foi presidente do Auto Esporte e tem procurado colaborar com os clubes amadores, entre os quais o Força Comunitária.

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