De olho na Olimpíada do Rio de Janeiro em 2016, uma equipe de futebol feminino da china busca aperfeiçoamento técnico e tático no Brasil. Desde junho participando do Projeto Botafogo Academy, no CT Manoel Leão, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, as jogadoras chinesas sonham em um dia defender a seleção do país asiático, quem sabe já nos próximos Jogos Olímpicos.
Responsável pelos treinos técnicos e táticos, o experiente treinador Toninho Cajuru, ex-atacante do próprio Botafogo-SP e de equipes como Flamengo, Joinville, Coritiba e Portuguesa, destaca a qualidade técnica e a disciplina das jogadoras chinesas, com idade entre 16 e 18 anos.
“O futebol feminino chinês é muito desenvolvido. As meninas são muito comprometidas com os treinamentos e isso é muito bacana. O que falta é a ginga brasileira, mas a disciplina tática e o entendimento do jogo são excelentes”, contou Cajuru.
Para acelerar o aperfeiçoamento, as meninas da China estão realizando amistosos contra equipes da região. No início do mês, elas empataram por 0 a 0 com a equipe de Franca, que disputa o Campeonato Paulista adulto.
Um dos principais destaques da equipe chinesa que treina em Ribeirão Preto é a atacante Yuxin Zhao, de 17 anos, que defendeu a seleção da China no Mundial Sub-17, realizado neste ano na Costa Rica. Após o período de treinos no Brasil, a atleta sonha em uma nova convocação, agora pela seleção sub-20 e, quem sabe, estar no Rio de Janeiro em 2016.
“Estamos no Brasil há três meses e aprendemos muito. Na China, se trabalha muito, mas com uma intensidade menor. Aqui, estamos treinando uma hora e meia por dia, mas com muita qualidade e intensidade. Acredito que este período será muito importante para quando voltarmos à China estarmos preparadas para jogar por uma equipe profissional e seguir defendendo a seleção”, explicou Zhao.
No último dia 5 de agosto, China e Brasil se enfrentaram pela Copa do Mundo Sub-20, empatando por 0 a 0. O resultado mostra que o futebol feminino chinês, que já foi segundo colocado na Copa do Mundo adulta e medalha de prata da Olímpiada de 96, em Atlanta, diferentemente do futebol masculino, é uma das potências mundiais.
“O que deu para ver neste período que estamos no Brasil é que as meninas aqui são mais fortes fisicamente, porém, acredito que tecnicamente estamos no mesmo nível ou até somos superiores, mas fisicamente elas acabam levando vantagem”, contou a atacante Wang Ta Quing.

















