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Futebol quer evitar acidentes de transito

20150430134347_0Para alertar o povo brasileiro no tocante aos números de mortes no transito foi lançada esta semana, no Rio de Janeiro, a campanha Juntos pela segurança no trânsito. A cada quatro minutos no Mundo e a cada duas horas no Brasil, uma criança morre em decorrência de acidentes de trânsito – outras são severamente feridas. Por ano, são 186.300 vítimas no mundo, em média 500 crianças por dia. A Paraíba tem dados alarmantes, segundo o sociólogo e especialista em segurança no trânsito, Eduardo Biavati, sendo o Estado brasileiro com mais índice de acidentes deste tipo e o que mais preocupa é que 54% das mortes são provocadas por cinquentinha, utilizadas por jovens de 15 a a9 anos de idade.

Para justificar a iniciativa de envolver a CBF e Michelin, o sociólogo Eduardo Biavati, considera que o esporte tem uma série de possibilidades para contribuir na inclusão social, apoiando, patrocinando, ou criando campanhas edicativas, ou preventivas. E o futebol, o desporto mais popular do Mundo, sem dúvida abrange até mais condições para viabilizar eventos deste tipo.

A campanha: juntos pela segurança no transito tem como objetivo diminuir o número de mortes de crianças e adolescentes, no Brasil. O País tem cerca de 5.600 mortes por ano, segundo o Ministério da Saúde garante Eduardo do Biavati e 13% envolvem adolescente com menos de 19 anos de idade.

Trazendo este problema para uma visão localizada, Eduardo do Biavati relata que, na Paraíba infelizmente lidera o número de mortes, em acidentes de motos, principalmente, cinquentinha. Na faixa etária de 5 a 14 anos com 1818,8% e na faixa etária de 15 a 19 anos com 54,8% entre os estados brasileiros.

“Crianças e jovens formam um grupo altamente vulnerável no quadro da violência no trânsito no mundo e também no Brasil, mas sua fragilidade é ainda maior quando as condições da infraestrutura urbana não são ideais para protegê-las”, afirma. Ele alerta que “a qualidade das calçadas, faixas de travessia, iluminação das vias públicas são fatores que contribuem para maior exposição ou não das crianças pedestres e ciclistas”.

Prossegue Eduardo do Biavati que “se nada for feito estes números podem aumentar. Quase 30% das crianças entre 5 e 14  anos de idade no Brasil perdem a vida em atropelamentos, outros 10% são vítimas como ciclistas.A partir de 15 anos, porém, os riscos como passageiros de motocicletas se tornam predominantes, representando mais de 40% das vítimas. Essa é uma situação que se repete em maior ou menor grau em todos os Estados da Federação”.

O representante a empresa patrocinadora, Marco Moretta, disse que, “o movimento visa recolher o maior número possível de assinaturas no website da campanha #SaveKidsLives (www.savekidslives2015.org), por meio de uma adesão eletrônica, rápida e fácil. O jogador David Luiz será o embaixador dessa parceria entre a Michelin e a CBF na divulgação dessa campanha no Brasil”.

Uma série de eventos serão realizadas durante os jogos do Campeonato Brasileira. E jogos da Seleção “A CBF, com a Seleção Brasileira, que arrasta multidões por todos os países e cidades por onde passa, tem a obrigação e responsabilidade de fazer parte dessa campanha. Temos certeza de que com o prestígio dos nossos jogadores, ídolos de várias gerações, este movimento em prol da vida e agora com nossa parceria terá completo êxito no seu objetivo”, completa Walter Feldman, secretário-geral da CBF.

A Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Organização Mundial da Saúde (OMS), recomendou 10 estratégias para reduzir o número de vítimas de acidentes de trânsito, especialmente crianças e jovens, considerados mais vulneráveis:

1. Controlar a velocidade;

2. Reduzir o “beber e dirigir”;

3. Usar capacete para ciclistas e motociclistas;

4. Usar cinto de segurança e cadeirinhas com cinto*;

5. Dar maior visibilidade às crianças por meio do uso de roupas e mochilas com tecidos luminosos.

6. Melhorar a qualidade da infraestrutura viária;

7. Incluir nos veículos airbags e outras tecnologias de segurança, adequando o design;

8. Desenvolver programas voltados para jovens motoristas;

9. Oferecer cuidados de saúde adequados para crianças e jovens;

10. Dar especial atenção às crianças nas ruas e no trânsito.

* em média, reduzem em 59% o risco de sequelas em crianças de 4 a 7 anos;

Franco Ferreira, com assessoria

soesporte.com.br

do Rio

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