
Uma homenagem in memoriam a vários cronistas esportivos que marcaram época na história do rádio da Paraíba. Segundo o repórter Wellington Alves, que faz a divulgação do material, o autor dos textos prefere continuar no anonimato. Acompanhe no Instagram memorias do rádio esportivo PB.
Fernando Heleno Lins Duarte nasceu em Pernambuco, iniciou sua trajetória na Rádio Olinda AM, fez parte do grande time da Rádio Clube AM no Recife, se mudou para João Pessoa, aqui consolidou sua carreira, foi comentarista esportivo das rádios Arapuan AM, Sanhauá, Tabajara, Correio, Tabajara e Miramar FM.

Alguns outros projetos, Fernando Heleno era tão para frente que criou a primeira equipe de transmissão pela internet no estado com a rádio Show, ao lado de Weliton Alves, foi presidente da associação de cronistas esportivos da Paraíba, ACEP.
Além da imprensa, era professor universitário e advogado. Fernando Heleno, sempre risonho e descontraído, adotou uma linguagem mais próxima do povão. O torcedor adorava quando se perguntava: e o jogo Heleno? ” Enfadonho”. Ganhou vários prêmios, entre eles alguns “Bola de Ouro”, prêmio entregue aos profissionais de imprensa antigamente. Em 2016, aos 77 anos, deixa a vida para entrar na história.
No áudio é possível ouvir um diálogo entre ele e o repórter esportivo Weliton Alves, falando pelas ondas da rádio Sanhauá.
Ivan Bezerra

Impossível falar sobre jornalismo esportivo em nosso estado sem lembrar do itabaianense Ivan Bezerra de Albuquerque, a maior referência no quesito comentários esportivos, Ivan, iniciou sua carreira na década de 50, na extinta Rádio Arapuan AM.
Iniciou como repórter setorista, fez tanto sucesso contratado pela @radiotabajara, emissora que passou décadas, foi editor-chefe do caderno de esportes do jornal Correio da Paraíba, foi presidente da Associação dos Cronistas Esportivos da Paraíba (ACEP) e esteve presente em seu processo de fundação, foi e ainda hoje é respeitado por quem fez ou faz parte do jornalismo esportivo no estado, foi tema de documentários e trabalhos universitários.
Ivan era tão sábio, que presidentes da Federação paraibana de futebol (FPF) faziam questão de lhe consultar em situações de regulamento e até questões jurídicas desportivas, era detendor de uma memória absurdamente única, tudo Ivan lembrava e se não lembrava no momento buscava as respostas nas anotações históricas que ele guardava como um tipo de arquivo, o Campeão de audiência foi dado pelo jornalista Virgílio Trindade, e foi usado até o último dia de trabalho daquele que era considerado por todos uma espécie de PAPA da comunicação Paraibana
Vamos relembrar? Matar um pouco a saudade que é eterna, no áudio de uma transmissão da Rádio Tabajara no estádio da Graça, pelo campeonato paraibano Santa Cruz de Santa Rita e o Flamengo Paraibano, clube que disputou a primeira divisão do estadual.

Joselito Lucena
A estação saudade de hoje, relembra a voz inconfundível do bom baiano Joselito Pereira de Lucena, que nasceu em Jacobina -BA, mas adotou Campina Grande para viver e construir uma grande história no jornalismo esportivo. Trabalhou na extinta rádio Borborema.
Mas foi na Caturité AM que estabeleceu sua casa por décadas de trabalho, criador do nome “clássico dos maiorais” e colosso da Borborema, nome dado ao estádio governador Ernani Sátiro (Amigão), zelito sempre de olhos escuros, bigode bem feito, tinha um charme único a tratar o ouvinte, exigente ao extremo quando se referia ao trabalho.
Ele foi responsável por revelar grandes nomes da crônica de Campina Grande, a exemplo do próprio filho @rostandsilvalucena e tantos outros. Joselito Lucena nos deixou em 2011, aos 75 anos de idade, vítima de um câncer de pulmão. Seu legado continua vivo, nos profissionais, familiares, na lembrança dos torcedores de treze e campinense.
O historiador, jornalista e neto do mestre, @jiltonlucena, também tem um grande trabalho de preservação do nome do avô, que indiscutivelmente é um patrimônio imaterial da rainha da Borborema.
Lula Rodrigues

O potiguar Luis Rodrigues começou a sua carreira no esporte não como comunicador, e sim jogador profissional no Rio Grande do Norte, após anos iniciou sua trajetória na crônica esportiva chegando na Paraíba, fez parte da composição da equipe da rádio correio AM onde tinhas grandes nomes entre eles Roberto Machado.
A equipe não continuou com o projeto, ele não quis voltar ao RN e aí surgiu a oportunidade de entrar para o escrete Campeão da rádio tabajara, em pouco tempo caiu na graça do torcedor do Botafogo, ao ponto de chamar de “Lulinha do botinha”.
Lula se tornou um símbolo, quando dizia direcionado ao torcedor visitante ” o choro é livre” também surgiu o “Calma Geraldo” mesmo com a importância do Lulinha Rodrigues não existem quase nenhum registro fotográfico dele, auditivo em redes sociais, sites e outros canais, pode ser que alguém da época ou amigos de imprensa possam ter algum relacionamento pessoal.
Até hoje a morte do repórter é um mistério, não foi solucionado, ele foi sepultado na capital do Rio Grande do Norte, com presença de alguns amigos do tempo da bola, o cronista esportivo Adamastor Chaves, que esteve lá, para fazer a cobertura para a rádio tabajara, relatou que não houve dirigentes do Botafogo nem torcedores, nem familiares, foi uma cerimônia muito rápida, com a morte do profissional a emissora apostou em outro profissional que em breve iremos falar.
Glaucio LIma

Gláucio Lima da Silva, o repórter “olho vivo” um dos profissionais mais agitados e contagiados pela alegria permanente, não deixava ninguém parado, beijando rostos, abraços apertados, quem sofria era Raimundinho bola cheia (técnico de externa) que era a principal vítima, ninguém ficava triste essa que é a verdade.
Glauco iniciou sua trajetória na rádio Sanhauá AM na equipe comanda por Hermes Taurino, nos anos 90, chegou a rádio da Paraíba em 2000, se tornou uma referência na reportagem esportiva, e esteve presente em todos os momentos do Botafogo da Paraíba, nas dificuldades quando o clube atravessou anos de crise e falta de títulos como também as grandes glórias do belo, exemplo quando se tornou campeão brasileiro da série D em 2013.
O olho vivo, era amado e respeitado pela torcida, dirigentes, outro amor do Gláucio era a música brega, por anos apresentou pelas ondas da Tabajara o programa “brega show” todas as noites de sábado onde tinha um contato direto com todos os ouvintes, aos 55 anos Gláucio fez sua páscoa no ano de 2020, depois de uma grande luta pela vida após contrair o COVID 19.
Sua pequena estatura física, será sempre lembrada ao mesmo tempo que a sua grandeza com o microfone na mão.
Hitler Cantelice

Hitler de Siqueira Campos Cantalice, foi comentarista Esportivo da Rádio Arapuan AM 1.340, muito famoso na década de 80, além disso foi colunista do extinto jornal Correio da Paraíba com uma coluna dominical, ele também fez parte da equipe de esportes da Rádio Tabajara, querido por todos, tinha opiniões firmes.
A grande curiosidade é que no ar, era Hitler, nos tribunais Doutor Hitler, acontece que ele foi um dos mais renomados juízes de direito do estado, sendo instrumento de estudos, faleceu nos anos 2000, fóruns e até unidade penitenciária leva seu nome.
Geraldo Cavalcanti

Impossível falar sobre jornalismo esportivo em nosso estado sem lembrar do itabaianense Ivan Bezerra de Albuquerque a maior referência no quesitos comentários esportivo, Ivan, iniciou sua carreira na década de 50, na extinta Rádio Arapuan AM, iniciou como repórter setorista, fez tanto sucesso que foi contratado pela @radiotabajara emissora que passou décadas.
Ele foi editor chefe do caderno de esportes do jornal correio da Paraíba, foi presidente da Associação dos cronistas esportivos da Paraíba (ACEP) e esteve presente em seu processo de fundação, foi e ainda hoje é respeitado por quem fez ou faz parte do jornalismo esportivo no estado, foi tema de documentários e trabalhos universitários.
Ivan era tão sábio, que presidentes da Federação paraibana de futebol (FPF) faziam questão de lhe consultar em situações de regulamento e até questões jurídicas desportivas, era detentor de uma memória absurdamente única, tudo Ivan lembrava e se não lembrava no momento buscava as respostas nas anotações históricas que ele guardava como um tipo de arquivo, o Campeão de audiência foi dado pelo jornalista Virgílio Trindade, e foi usado até o último dia de trabalho daquele que era considerado por todos uma espécie de PAPA da comunicação Paraibana
Vamos relembrar? Matar um pouco a saudade que é eterna, no áudio de uma transmissão da rádio tabajara no estádio da graça, pelo campeonato paraibano Santa Cruz de santa Rita e o Flamengo Paraibano, clube que disputou a primeira divisão do estadual.


















