Homenagem a vários cronistas paraibanos - SóEsporte
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Homenagem a vários cronistas paraibanos

Uma homenagem in memoriam, outros em vida, a vários cronistas esportivos que marcaram época na história do rádio da Paraíba. Segundo o repórter Wellington Alves, que faz a divulgação do material, o autor dos textos prefere continuar no anonimato. Acompanhe no Instagram memórias do rádio esportivo PB.

Até agora foram homenageados cronistas como: Humberto de Campos, Fernando Heleno, Ivan Bezerra, Bernardo Filho, Eudes Toscano, Joselito Lucena, Edvaldo Gouveia, Luis Rodrigues, Ivan Nunes, Glaucio Lima, Hitler Cantalice, Geraldo Cavalcanti, Jorge Silva, Edson Maia, Welinton Alves, Franco Ferreira, Bento Soares, Arnaldo Lima, Jota Junior, Roberto Machado, Marcônio Edson. José Maria Fontinele, Yure Queiroga, Décio Freire, Joacil de Oliveira, João de Souza, Lima Souto, …

Romildo Nascimento

Romildo Nascimento iniciou sua trajetória na década de 1980. Seus primeiros passos foram como repórter, gigante na altura e no profissionalismo, fez a transição de repórter para narrador. Por muitos anos trabalhou na Borborema AM e foi da Campina FM. 

Ao mesmo tempo que exercia seu ofício no rádio, Romildo Nascimento apresentou o programa esportivo no 9 pela TV Borborema e comandou o esporte da Rádio Cariri AM 1160, hoje Pop Cariri. 

Ele está na casa há quase 20 anos. Romildo também travou grandes obstáculos, teve repercussão nacional quando estava transmitindo uma partida e sua saudosa mãe faleceu, e a notícia chegou durante o início do segundo tempo. 

Mesmo assim, o gigante da comunicação continuou a transmitir a partida, mostrando uma força surreal por respeito ao ouvinte. Recentemente, a vida colocou mais uma cobrança de pênalti decisiva. Romildo teve problemas cardíacos, precisou ser operado, afastou-se do rádio por um ano. Mas  está de volta com toda a energia, atualmente está em um projeto da Rádio Pop Cariri com o blog do Márcio Rangel.

Lima Souto

Considerado um dos locutores esportivos mais vibrantes do Estado, Lima Souto começou a caminhada no rádio esportivo na década de 1990. É patoense, mas só na cidade de Pombal teve a primeira experiência como narrador pelas ondas da Bom Sucesso AM 1.180.

Ele chegou à capital, para a Rádio Sanhauá, em 1997, quando foi convocado pelos saudosos José Ribeiro e Hermes Taurino, que inclusive foi quem batizou o narrador com o nome artístico. Quem articulou essa oportunidade foi o repórter Gláucio Lima.

 Glaucio também levou Lima Souto para a Rádio Tabajara no início dos anos 2000. Lima ainda fez parte da Miramar FM, Cariri AM. Em 2011, ele assumiu o departamento de esportes da Rádio Tabajara, onde ficou por anos.

Depois recebeu o convite para novos projetos como 100.5, Band News FM nas duas fases da emissora, Clube FM e agora segue no SBT local transmitindo jogos para a TV.

Lima é bastante querido pelo ouvinte que gosta de uma narração mais elétrica, emocionante e, ao longo dos anos, se tornou uma voz padrão para quem torce pelo Botafogo da Paraíba.

Joacil de Oliveira

Outro grande vulto na nossa imprensa esportiva é o saudoso Joacir Rocha de Oliveira, “o Cabeção” narrador esportivo que conquistou o ouvinte do Treze Futebol Clube, clube do seu coração. Joacir passou por todas as emissoras da Rainha da Borborema.

Além do futebol no rádio, atuava paralelamente com o jornalismo, era uma referência de fato, inspirou muitos. Na família Rocha Oliveira, ainda tem o irmão Manoel Rocha, atualmente na Panorâmica FM, e um dos filhos, Cleber Oliveira, que é radialista, jornalista com trajetória no rádio e TV. Em 2014, após complicações de um transplante de coração aos 55 anos, o grande Joacir Oliveira entra para a eternidade.

Gilberto Lira

Gilberto Lira Machado, carioca da gema, chegou à Paraíba na década de 70, e a terra do caranguejo acolheu o comunicador. É mais um veterano que continua na ativa no rádio esportivo, iniciou sua trajetória lá atrás, ainda nos tempos saudosos do AM, como repórter.

Ele foi um dos primeiros profissionais da Sanhauá, na época com meses de inaugurada, passou também pela Arapuan AM, depois Correio, Tambaú, CBN Miramar FM, Cruz das Armas FM, Rádio POP e atualmente está no quadro da equipe 100.5afmlider.

Além de ser um bom repórter, também narra jogos, é viajado. Gilberto Lira já enfrentou poucas e boas quando o assunto são transmissões esportivas externas, considerado pelos colegas o rei do improviso. Sempre dá um jeitinho brasileiro para resolver o problema.

Para se ter uma ideia, na década de 90, quando as transmissões Off Tube foram iniciadas, ele transmitia no anonimato com a equipe um jogo em uma residência para o rádio. Naquele tempo, era normal dizer que estava no estádio, porque não havia redes sociais.

Um dos cachorros latiu e, para não ficar feio no ar, ele, por ser o rei do improviso, disse: “Estou aqui ao lado da polícia militar que está com os cães fazendo toda a segurança da orla do gramado…” Ficou imperceptível para o ouvinte. Gilberto também foi gestor público e é bacharel em direito.

Décio Freire

José Freire de Brito, nasceu em Conceição, era sertanejo, iniciou sua trajetória na cidade natal pelas ondas da educadora, a família chamada Dedé Brito, mas adotou o nome artístico “Dércio Freire” foi da equipe da Tabajara.

Porém, sua carreira chegou ao ápice pela Rádio CBN na Paraíba, acompanhou a migração da CBN Correio para a atual rede, foi a voz mais ouvida e comentada na final do campeonato brasileiro da série D de 2013, quando o Botafogo da Paraíba se tornou o campeão.

Redendo-lhe reportagens de TV, sites e programas esportivos nacionais. Além disso, caiu na graça e no coração do torcedor do Botafogo, clube do qual ele era torcedor, Dércio tinha voz forte, a emoção aflorada, chorava fácil, um coração repleto de carinho e cuidado com os seus companheiros de imprensa, principalmente os colegas de equipe. Tinha uma amizade carne e unha com Ronaldo Rossi, que era coordenador de esportes e comentarista da equipe.

 Rossi  foi o responsável pela volta de Dércio ao rádio, tendo em vista que ele passou anos fora, afastado, cuidando da vida pessoal. Em paralelo, era um homem respeitado no meio jurídico, trabalhou no tribunal de justiça do estado e tinha uma paixão enorme pela música.

 Dércio também promovia serestas, cantadas, em sua casa no “quintal do Brito”. Fez uma carreira pautada no profissionalismo e respeito. Em 2021, após uma luta enorme travada contra um câncer, a voz oficial das narrações do Botafogo-PB foi para a eternidade aos 57 anos de idade, no último dia do ano, deixando a imprensa esportiva triste.

Humberto de Campos

Você sabia? Que antes de ser consagrado como comentarista esportivo, Humberto de Campos foi narrador esportivo? Em breve vamos falar sobre o lendário Humberto, no áudio da década de 1970 estava transmitindo pelo campeonato Paraibano direto de Monteiro pela Borborema, Independente e Treze com o veterano Chico Alemão nos comentários.

Fernando Heleno

Fernando Heleno Lins Duarte nasceu em Pernambuco, iniciou sua trajetória na Rádio Olinda AM, fez parte do grande time da Rádio Clube AM no Recife, se mudou para João Pessoa, aqui consolidou sua carreira, foi comentarista esportivo das rádios Arapuan AM, Sanhauá, Tabajara, Correio, Tabajara e Miramar FM.

Alguns outros projetos, Fernando Heleno era tão para frente que criou a primeira equipe de transmissão pela internet no estado com a rádio Show, ao lado de Weliton Alves, foi presidente da associação de cronistas esportivos da Paraíba, ACEP.

Além da imprensa, era professor universitário e advogado. Fernando Heleno, sempre risonho e descontraído, adotou uma linguagem mais próxima do povão. O torcedor adorava quando se perguntava: e o jogo Heleno? ” Enfadonho”. Ganhou vários prêmios, entre eles alguns “Bola de Ouro”, prêmio entregue aos profissionais de imprensa antigamente. Em 2016, aos 77 anos, deixa a vida para entrar na história.

No áudio, é possível ouvir um diálogo entre ele e o repórter esportivo Weliton Alves, falando pelas ondas da rádio Sanhauá.

Ivan Bezerra

Impossível falar sobre jornalismo esportivo em nosso estado sem lembrar do itabaianense Ivan Bezerra de Albuquerque, a maior referência no quesito comentários esportivos, Ivan, iniciou sua carreira na década de 50, na extinta Rádio Arapuan AM.

Iniciou como repórter setorista, fez tanto sucesso que foi contratado pela @radiotabajara, emissora com a qual passou décadas, foi editor-chefe do caderno de esportes do jornal Correio da Paraíba, foi presidente da Associação dos Cronistas Esportivos da Paraíba (ACEP) e esteve presente em seu processo de fundação, foi e ainda hoje é respeitado por quem fez ou faz parte do jornalismo esportivo no estado, foi tema de documentários e trabalhos universitários.

Ivan era tão sábio, que presidentes da Federação paraibana de futebol (FPF) faziam questão de lhe consultar em situações de regulamento e até questões jurídicas desportivas, era detendor de uma memória absurdamente única, tudo Ivan lembrava e se não lembrava no momento buscava as respostas nas anotações históricas que ele guardava como um tipo de arquivo, o Campeão de audiência foi dado pelo jornalista Virgílio Trindade, e foi usado até o último dia de trabalho daquele que era considerado por todos uma espécie de PAPA da comunicação Paraibana

Vamos relembrar? Matar um pouco a saudade que é eterna, no áudio de uma transmissão da Rádio Tabajara no estádio da Graça, pelo campeonato paraibano Santa Cruz de Santa Rita e o Flamengo Paraibano, clube que disputou a primeira divisão do estadual.

Joselito Lucena

A estação saudade de hoje, relembra a voz inconfundível do bom baiano Joselito Pereira de Lucena, que nasceu em Jacobina -BA, mas adotou Campina Grande para viver e construir uma grande história no jornalismo esportivo. Trabalhou na extinta rádio Borborema.

Mas foi na Caturité AM que estabeleceu sua casa por décadas de trabalho, criador do nome “clássico dos maiorais” e colosso da Borborema, nome dado ao estádio governador Ernani Sátiro (Amigão), zelito sempre de olhos escuros, bigode bem feito, tinha um charme único a tratar o ouvinte, exigente ao extremo quando se referia ao trabalho.

Ele foi responsável por revelar grandes nomes da crônica de Campina Grande, a exemplo do próprio filho @rostandsilvalucena e tantos outros. Joselito Lucena nos deixou em 2011, aos 75 anos de idade, vítima de um câncer de pulmão. Seu legado continua vivo, nos profissionais, familiares, na lembrança dos torcedores de treze e campinense.

O historiador, jornalista e neto do mestre, @jiltonlucena, também tem um grande trabalho de preservação do nome do avô, que indiscutivelmente é um patrimônio imaterial da rainha da Borborema.

Lula Rodrigues

O potiguar Luis Rodrigues começou a sua carreira no esporte não como comunicador, e sim como jogador profissional no Rio Grande do Norte. Após anos, iniciou sua trajetória na crônica esportiva, chegando à Paraíba, fez parte da composição da equipe da rádio Correio AM, onde tinha grandes nomes, entre eles Roberto Machado.

A equipe não continuou com o projeto, ele não quis voltar ao RN e aí surgiu a oportunidade de entrar para o escrete Campeão da rádio Tabajara. Em pouco tempo, caiu na graça do torcedor do Botafogo, ao ponto de ser chamado de “Lulinha do Botinha”.

Lula se tornou um símbolo, quando dizia direcionado ao torcedor visitante ” o choro é livre”. Também surgiu o “Calma Geraldo” mesmo com a importância do Lulinha Rodrigues, não existem quase nenhum registro fotográfico dele, auditivo em redes sociais, sites e outros canais, pode ser que alguém da época ou amigos de imprensa possam ter algum relacionamento pessoal.

Até hoje, a morte do repórter é um mistério, não foi solucionada. Ele foi sepultado na capital do Rio Grande do Norte, com presença de alguns amigos do tempo da bola. O cronista esportivo Adamastor Chaves, que esteve lá para fazer a cobertura para a rádio Tabajara, relatou que não houve dirigentes do Botafogo, nem torcedores, nem familiares, foi uma cerimônia muito rápida. Com a morte do profissional, a emissora apostou em outro profissional de quem em breve iremos falar.

Glaucio LIma

Gláucio Lima da Silva, o repórter “olho vivo” um dos profissionais mais agitados e contagiados pela alegria permanente, não deixava ninguém parado, beijando rostos, abraços apertados. Quem sofria era Raimundinho Bola Cheia (técnico de externa), que era a principal vítima, ninguém ficava triste, essa que é a verdade.

Glauco iniciou sua trajetória na rádio Sanhauá AM na equipe comandada por Hermes Taurino, nos anos 90, chegou à rádio da Paraíba em 2000, se tornou uma referência na reportagem esportiva, e esteve presente em todos os momentos do Botafogo da Paraíba, nas dificuldades quando o clube atravessou anos de crise e falta de títulos, como também nas grandes glórias do belo, exemplo quando se tornou campeão brasileiro da série D em 2013.

O olho vivo era amado e respeitado pela torcida e dirigentes. Outro amor do Gláucio era a música brega. Por anos, apresentou pelas ondas da Tabajara o programa “Brega Show” todas as noites de sábado, onde tinha um contato direto com todos os ouvintes. Aos 55 anos, Gláucio fez sua páscoa no ano de 2020, após uma grande luta pela vida após contrair o COVID-19.

Sua pequena estatura física será sempre lembrada ao mesmo tempo que a sua grandeza com o microfone na mão.

Hitler Cantelice

Hitler de Siqueira Campos Cantalice foi comentarista esportivo da Rádio Arapuan AM 1.340, muito famoso na década de 80. Além disso, foi colunista do extinto jornal Correio da Paraíba com uma coluna dominical. Ele também fez parte da equipe de esportes da Rádio Tabajara, querido por todos, tinha opiniões firmes.

A grande curiosidade é que no ar, era Hitler, nos tribunais Doutor Hitler, acontece que ele foi um dos mais renomados juízes de direito do estado, sendo instrumento de estudos, faleceu nos anos 2000, fóruns e até unidade penitenciária leva seu nome.

Geraldo Cavalcanti

Na semana de celebração ao dia do rádio, criamos as memórias do rádio esportivo, não poderíamos abrir essas lembranças do fundo do baú, sem lembrar do nosso saudoso JOÃO GERALDO CAVALCANTI FIGUEIREDO, considerado até hoje o maior nome do rádio esportivo da Paraíba. Foi na @radiotabajara que construiu uma trajetória marcante, onde foi diretor de núcleo esportivo, chegou a ocupar inclusive outras diretorias, além de ser mestre de cerimônias de vários governos.

Geraldo marcou a memória do ouvinte paraibano, apresentando as aberturas de jornadas esportivas nas tardes de domingo. Até hoje, ninguém fez igual, revelou muitos nomes no meio, aos 74 anos de idade o comunicador nos deixou na véspera do dia do cronista esportivo.

Confira trecho da abertura do Bola de Primeira, programa esportivo matinal apresentado por Geraldo nas ondas da extinta rádio Tabajara AM.

Ivan Nunes

Ivan Nunes, nasceu em Niterói – -RJ, iniciou sua carreira em Pernambuco. Em 1985, trabalhava em Timbaúba, quando foi descoberto por Bernardo Filho, que na época dirigia uma emissora local. Veio para João Pessoa, ser narrador da extinta rádio Arapuan AM. Trabalhou na 98 FM, O Norte, Tambaú FM, Sanhauá, CBN, e uma passagem rápida pela Tabajara.

Além do rádio, Ivan foi um dos narradores titulares das primeiras transmissões de campeonato completo pela TV, quando a TV Correio, Record na Paraíba, transmitiu os paraibanos de 2007, 2008 e 2009. Outros nomes como Adamastor Chaves e Rostand Lucena transmitiram, mas Ivan, ao lado de Adenilson Maia, foram os destaques maiores para esse momento da TV na cobertura de jogos ao vivo.

Após anos na comunicação paraibana, migrou para a imprensa esportiva do Rio Grande do Norte, sendo contratado pela Rádio Globo Natal, emissora do sistema Tribuna do Norte. Depois, assumiu a titularidade das narrações na Rádio Jovem Pan FM, onde está até hoje. Narrador de três Copas do Mundo, com toda a experiência na comunicação, o mais vibrante continua com todo o pique da Pan para continuar emocionando pelas ondas do rádio.

Bernardo Filho

Bernardo Filho, um dos grandes vultos sagrados da imprensa esportiva, teve uma trajetória marcante no rádio, foi plantonista esportivo, iniciou na comunicação na década de 70, participou das principais emissoras do estado e também em Pernambuco, revelou muitos profissionais que ainda estão em atividade. “Galo véio”, como era conhecido pelos colegas, ouvintes e amigos, tinha um naipe fora do comum, desconhece-se o dia que se viu o BF desalinhado.

Sempre bem-vestido e perfumado, fez sucesso no tempo áureo do rádio, onde os locutores eram quase semideuses e a voz? Inconfundível, ao mesmo tempo que era muito grave, linha Cid Moreira, era cadenciada, se podia ouvir pelo rádio e contar quantas sílabas a palavra tinha, de tanta eloquência e clareza na comunicação, Bernardo não gostava muito de efeitos sonoros quando saía gol pelo Brasil.
Ele lançava sua imponente voz “olha o Gol” além de sua trajetória na crônica, era bom noticiarista, foi líder de audiência no programa Panorama 101 na rede Paraíba de comunicação, tinha dois clubes do coração @autoesporteclubeoficial onde chegou a ser conselheiro e o Bangu do Rio de janeiro, foi vice-presidente da ACEP, passou uma grande temporada distante do rádio esportivo, e voltou anos depois parece que era para se despedir de todos nós, em 2016 entra para a eternidade aos 69 anos, está vivo em nossas memórias e familiares pois deixou uma família de comunicadores filho @fabiocbernardo , irmão Bernardo Sherman (in memória) e sobrinho Luis Claudio.

Edson Maia

Quem nunca ouviu “lugar de criança é na escola” “no tic tac do tempo você fica sabendo” “Vixi Maria”? Lembra logo do bom de bola Edson Maia, décadas de carreira no rádio esportivo. O veterano narrador já fez parte de grandes emissoras do nordeste, ‘Verdes Mares’ de Fortaleza é uma delas.

Em Campina Grande, passou muitos anos sendo do grande time de nada mais nada menos que Joselito Lucena e Rostand Lucena, passou pela Cariri AM 1160, participou da transição para FM e, há alguns anos, faz parte da equipe da rede Paraíba de comunicação, pelas ondas da CBN Campina que saiu do ar recentemente e permanece fazendo um trabalho para YouTube.

Jorge Silva

Nasceu João Jorge da Silva, mas se lhe perguntar quem é esse, você talvez não saiba responder. Agora, se falar “Jorge Blau”, “namorado da galera”, você abre um sorriso largo de canto a canto. O veterano locutor esportivo já se aproxima dos quase 60 anos de carreira no rádio e continua na ativa pelas ondas da Tabajara da Paraíba. Iniciou lá na Arapuan AM, participou sendo um dos primeiros funcionários da rádio Sanhauá, vendo a emissora nascer em 1.280, a verdinha da Paraíba.

Lá fez parte do quadro de esportes e também apresentou por décadas o programa Jorge Blau Silva, um programa de variedades, que fazia sucesso na cidade e principalmente com as mulheres, vale ressaltar que tanto Jorge Silva com toda a fofura e charme foi um símbolo sexual durante muitos anos, ao decorrer seu trabalho foi até secretário de comunicação na gestão Lourival Caetano, nunca negou seu amor pelo município de Bayeux, revelou vários nomes que ainda fazem parte da imprensa hoje em dia, e motivou até novos profissionais.

Jorge Silva foi contratado pela Rádio tabajara, onde passou uma primeira grande temporada, entre 2009 e 2010 teve uma rápida passagem pela Rádio CBN quando a emissora fazia parte do sistema Correio e operava em 1.230 AM, quem lhe contratou para equipe foi um narrador que veio de fora chamado José Mário Rebelo, que depois foi embora da cidade e até hoje não tem notícias, Jorge não aguentou, essa é a verdade, de ficar longe do seu amor a rádio Tabajara e voltou a emissora oficial do estado que permanece até hoje.

Além do esporte, já atuou no jornalismo, e a décadas é uma das vozes oficiais da Tabajara no esporte, nas comemorações de 7 de setembro, e na tradicional Transmissão da Romaria da Penha. Isso já vem logo à mente o famoso ” Sigo amando Jesus, sem esquecer de Maria…” A fé move esse monstro sagrado da comunicação esportiva que tem fé suficiente. Há alguns anos, foi acometido de um AVC. Ele parou? Desistiu? Não minha gente, o Blauzito das blauzitas venceu o problema de saúde, voltou ao ar, hoje em dia, está mais direcionado aos programas esportivos da casa, mas continua sendo uma referência na narração esportiva, e para a equipe formada na maioria de jovens talentos

Arnaldo Lima

Arnaldo José de Lima, um dos principais nomes da crônica esportiva de Cajazeiras durante décadas, esteve à frente do departamento de esportes da Rádio Alto Piranhas AM 650. Bino, como é conhecido carinhosamente por amigos próximos, teve passagens em emissoras como. Rádio Jornal AM em Sousa, independente da cidade de Catolé do Rocha e uma passagem rápida pela Sanhauá na Capital.

Durante anos, também esteve à frente do terminal rodoviário da cidade. Há alguns anos, Arnaldo Lima foi diagnosticado com Alzheimer, doença que o afastou dos microfones e da vida pública. Atualmente, se sabe muito pouco do narrador que vive sob os cuidados da família, mas fora da exposição.

Praticamente as últimas imagens de Arnaldo Lima antes da doença foram registradas pela @tvdiariodosertao do jornalista @petsonsantos, onde ele participou de algumas entrevistas e participações.

Weliton Alves

O veterano repórter esportivo Weliton Alves, O Perola, continua na atividade, são décadas dedicadas ao jornalismo esportivo do estado, se existem dois verdadeiros amores do comunicador, o primeiro é o rádio e o segundo a amada cidade de Bayeux. Terra natal dele, cidade da região metropolitana de João Pessoa.
O Pérola Negra, conforme conhecido no meio, iniciou a carreira ainda na década de 80. Passou por vários prefixos, destacando alguns, como Sanhauá AM, Correio AM, Tabajara, mas teve um destaque especial e duradouro nas emissoras news, fazendo parte da composição da antiga CBN Correio, acompanhou a migração da CBN para a rede Globo no estado, e a Bandnews, além de também ter ficado à frente de projetos em emissoras de cidades de interior. Foi um dos propulsores das transmissões web ao lado do saudoso Fernando Heleno Duarte.

Viveu os tempos áureos do rádio no Brasil, foi um dos pouquíssimos jornalistas esportivos da Paraíba a cobrir jogos internacionais em loco, esteve até no Japão. Fora o rádio esportivo, também foi um dos primeiros repórteres da TV Paraibana, participando da história da comunicação televisiva do estado e esteve à frente de programas de debate e radiojornalismo

Querido por muitos, respeitado por todos, esse é o Weliton Alves que agora, após décadas dedicadas ao rádio, entra na crista da onda se dedicando a um novo trabalho nas redes sociais!

Franco Ferreira

Nasceu Francisco de Assis Clemente Ferreira em Campina Grande, nome extenso assim como a carreira, para nós simplesmente Franco Ferreira ou como queiram ” O camisa 10″. Chegou à capital na década de 80, inicialmente trabalhou em algumas emissoras, Franco Ferreira passou pela Rádio Arapuan AM. Mas, o desejo maior era fazer parte do great team da Tabajara, como falava o saudoso Jadir Camargo com seu inglês perfeito. Chegou à emissora, mas a primeira missão foi assumir o papel de repórter policial da casa.

Depois surgiu a oportunidade na equipe de esportes, trabalhou com monstros sagrados da crônica, participou de acontecimentos históricos do nosso esporte. Paralelamente, Franco se tornou uma referência monstruosa no jornalismo esportivo no jornal impresso, passou pelo jornal O Norte, O Momento e Correio da Paraíba, no caderno de esportes, fundou o site esportivo “Só Esporte”, que até hoje funciona a todo vapor.

Apresentou por décadas o “Tabajara Esporte Show” um programa semanal realizado aos domingos, que abria a programação esportiva da Tabajara antes das jornadas. Foi também narrador em algumas oportunidades. Depois da saída do plantão esportivo, Aurélio Nunes assumiu o plantão como uma nova fase, se reinventando. É um veterano que atravessa gerações com uma força e vitalidade de poucos. Lembrando que Franco Ferreira foi levado por Silvio Tó, que na época era diretor da Rádio Tabajara.

Edvaldo Gouveia

Edvaldo Gouveia, saudoso plantonista esportivo, dedicou 30 anos de sua vida à crônica esportiva. Iniciou sua carreira na rádio Borborema 1.350 AM, onde permaneceu por 28 anos. Após a saída da emissora, passou pela Caturité e Rádio Cidade Esperança. Após esse período, afastou-se de suas atividades por anos, por motivos de saúde. Em 2014, ano da Copa do Mundo, o vovô, como era conhecido pelos amigos, Edvaldo Gouveia, morre em Campina Grande.

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1° áudio enviado em colaboração pelo historiador Jilton Lucena 
2° áudio: trecho de entrevista dele à TV Itararé

Jota Júnior

Josival de Souza Júnior, “Jota Júnior” nasceu na rainha da Borborema. Na adolescência, mudou-se para a capital do estado. O primeiro contato com um estádio foi aqui, o pai dele arrendou uma lanchonete no estádio Almeidão, e iniciou sua trajetória no rádio Cajazeirense. Ele assumiu a direção de emissoras, trabalhou em várias emissoras de rádio na Paraíba e até no Ceará.

O que quase ninguém sabe, principalmente as novas gerações da imprensa esportiva, é que Jota foi repórter e narrador esportivo, ainda em Cajazeiras e também aqui em João Pessoa, com o aval de Aristavora Santos, o Tavinho, não seguiu a carreira no segmento.

Foi curta sua história, porém jamais pode ser esquecida. Anos depois, se dedicou ao jornalismo policial, foi líder de audiência no rádio e, posteriormente, na TV, sendo uma referência. Ele também entrou na política e foi prefeito de Bayeux, município da região metropolitana de João Pessoa. Em 2017, faleceu após uma luta pesada contra uma doença rara nos pulmões.

Bento Leite Soares

Bento Leite Soares, cearense de nascimento, cajazeirense por acolhimento e paixão, o comentarista eclético foi um grande bancário. Depois da aposentadoria aos 56 anos, não se rendeu, ele tinha um fôlego, cursou comunicação pela Universidade Federal da Paraíba, ainda estudante foi comentarista da Rádio Iracema, em Cajazeiras, foi da Rádio Alto Piranhas e Rádio Oeste.

Na capital, ainda teve passagem pela Sanhauá AM, mas só em 2008 que realizou um sonho: entrar no escrete Campeão da Tabajara. Ele ficou tão feliz com seu primeiro pagamento pela emissora, que plastificou o cheque para servir de troféu. Em 2006, lançou o livro “Vendo o jogo pelo rádio”, que foi um sucesso tão extraordinário que foi convidado pela Rede Globo de Televisão para uma entrevista no programa do Jô, para falar sobre sua experiência, Copa do Mundo e o livro.

Uma grande curiosidade sobre Bento Soares é que, em sua trajetória, ele ainda foi treinador de futebol profissional. O simpático cearense foi tão amado, tão amado pelos colegas de trabalho, tanto veteranos quanto mais novos, que Bento, por sua simpatia, por sua humildade, mesmo sendo considerado um monstro do rádio esportivo, foi uma das mortes mais sentidas pela imprensa esportiva, em novembro de 2011.

A voz grave, com um requinte de rouquidão e sotaque nordestino, se calou, para nossa tristeza, Bento deixou uma lembrança e conforto. Trata-se do seu filho @_nelson.soares, advogado, que também, assim como o pai, é um apaixonado pelo futebol e rádio, sendo por algumas oportunidades comentarista, assim como o pai.

Vídeo: Trecho da entrevista de Bento Soares ao programa do Jô, da rede Globo de televisão.

Roberto Machado

“Na corrida dos ponteiros, o tempo não espera por ninguém.” O dono deste bordão foi o grande narrador esportivo Roberto Machado Freire. Um dos nomes fortes de nossa comunicação fez história no rádio esportivo em Pernambuco e Rio Grande do Norte. Aqui na Paraíba, foi a principal voz da narração na rádio Arapuan AM nos anos 80, ainda esteve na equipe da Correio AM.

Esteve presente em copas do mundo, entre elas a do México, até os dias atuais é considerado um dos melhores narradores de todos os tempos, escreveu o livro “Estórias do Rádio” e um fato curioso que Roberto Machado era também desenhista, ele mesmo desenhou a própria capa do seu livro, falta que tirou o nosso craque de campo foi um Acidente Vascular Celebral (AVC) deixando o narrador sem poder fazer transmissões, ele viveu muitos anos afastado do rádio mais até hoje é lembrado, em 2015 faleceu aos 73 anos de idade.

No áudio, a voz de Roberto Machado, girando o placar, falando o seu bordão mais conhecido e a narração de um gol do Botafogo da Paraíba contra o Internacional com a reportagem do saudoso José Maria Fontinelle.

Áudio: enviado pelo @paulinhotankjp (Arquivo Pessoal)

Marcônio Edson

Marcônio Edson Alves de Alencar, ou simplesmente “Chapéu de Couro” foi um cronista esportivo bastante respeitado em João Pessoa. Trabalhou na equipe de repórteres do Jornal Correio da Paraíba e do Jornal A União na década de 70.

Além disso, foi repórter de transmissões esportivas da Rádio Arapuan AM 1.340. Após alguns anos dedicados ao segmento, foi repórter policial e de programas regionais, passou pela Sanhauá, Tabajara e Correio AM. A última emissora em que trabalhou foi a Rádio Cruz das Armas FM programa matinal chamado Clube do Chapéu de Couro. O repórter faleceu em 2016 e o legado ficou registrado na nossa memória.

Eudes Toscano

Neste dia 22 de fevereiro, dia de seu aniversário. Vamos homenagear um profissional que conseguiu unanimidade absoluta por colegas de trabalho, ouvintes, dirigentes, Eudes Moacir Toscano, narrador esportivo que nasceu em Santa Rita, mas conquistou a Paraíba. Logo aos 16 anos, foi jogador profissional, porém não durou muito. Eudes iria ganhar títulos em outro campo, onde o microfone é a bola!

A primeira experiência foi na difusora de santa Rita, passou pelas rádios Sociedade e Caturité em Campina Grande, entrou na emissora da Paraíba a rádio tabajara AM onde trabalhou por mais de meio século, foi testemunha de vários momentos históricos do esporte na Paraíba e no Brasil, a exemplo da vitória do botafogo da Paraíba contra o Flamengo no Maracanã na década de 80, fez várias copas do mundo, além do rádio também é escritor lançou dois livros ” Na boca do Gol” andanças de um narrador esportivo e também o “tirando de letra” Eudes anúnciou a aposentaria oficial, mesmo assim ainda fez participações sanhauá, e Miramar FM, hoje em dia mesmo aposentado e fora do AR, continua sendo uma referência viva, sendo homenageado e consultado por quem chega agora para a comunicação.

Ao grande capitão! Parabéns, feliz aniversário

José Maria Fontinelle

Outro grande nome da imprensa esportiva, que homenageamos aqui, é José Maria Fontinelle, o bailarino da informação, como foi batizado, polêmico, muito polêmico, mas é um profissional que colaborou com nossa imprensa, tinha uma carta na manga, sabia primeiro da informação antes que todo mundo, era “furão” participou de várias emissoras, desde o final da década de 1970.

A última equipe que participou foi a comandada por João Camurça (esquadrão de aço), que, em 2022, infelizmente deixou o rádio esportivo mais pobre aos 80 anos de idade.

Yuri Queiroga

Natural de Sousa, alto sertão paraibano, Yuri Queiroga é o único cronista esportivo da atualidade com projeção nacional no rádio e TV quando o assunto é narração esportiva. Jovem, mas com um currículo pesado, iniciou sua trajetória em 2011, quando, pelas ondas da Progresso AM 610, fez a sua primeira narração.

Após isso, ele subiu vertiginosamente, fez uns trabalhos em projetos pela web, foi contratado pela rádio CBN, onde desempenhava várias funções, foi contratado para a TV Manaíra, apresentou o Jogo Aberto PB, e em paralelo, jornalismo e transmissões pela Band News local.

Quando surgiu a grande chance de sua vida, a rede nacional convidou Yuri para fazer parte da Band News São Paulo (cabeça de rede). Fora esse maravilhoso desempenho no rádio, ele é o único paraibano da história a narrar corridas pelo rádio, como também para TVs como a Band Sports.

No áudio, Yuri narra o jogo Sousa e Botafogo do Marizão pela CBN no ano de 2014.

Chamada com a voz de Geraldo Cavalcanti

Chamada comercial da Rádio Sanhauá na década de 1990, onde é possível ouvir o material na voz do saudoso Geraldo Cavalcanti e Janduí Mendonça anunciando um fim de semana recheado de futebol no AM 1280 da verdinha da Paraíba.

No tempo em que as emissoras da Paraíba não só transmitiam jogos com clubes paraibanos, o rádio não era regionalizado, grandes nomes como Washington LuizIvan NunesWeliton Alves Perola, Clodoaldo de Oliveira, José Fernandes,  Marcos Moura, Aurélio Nunes, José Maria Fontinelle, Hermes Taurino e tantos outros estavam escalados para as coberturas.

João de Souza

João de Souza Sobrinho nasceu em Santa Rita e deixou seu nome escrito para a eternidade na imprensa esportiva.” O homem tinha quatro Copas do Mundo e cinco Libertadores, entende de jogadores de melhor forma que vi”. Esse é um trecho de uma vinheta cantada pelo grande Oliveira de Panelas, cantor paraibano, que passou 35 anos da sua vida profissional pelas ondas da Tabajara, ainda foi da Sanhauá e outras emissoras.
Em algumas passagens pelo escrete campeão, foi diretor de esportes da emissora, sempre relacionado com a imprensa, dirigentes e políticos, tinha um jeito cativante, durante anos apresentou o Bate bola matinal, resenha esportiva que era transmitida pela manhã, foi responsável por descobrir vários nomes da imprensa atual, era um vendedor nato de comerciais.

Para o João Souza, tudo tinha um jeito, foi presidente da ACEP e, durante sua gestão, construiu o campo Ivan Bezerra de Albuquerque, nas mediações do Almeidão. O campo não existe mais, mas as memórias existem e estão gravadas em nossa mente. Em 2020, por complicações de saúde, aos 73 anos, o olímpico morreu, deixando seu legado.

Gersal Freire

O repórter que sempre chega primeiro, assim o saudoso Geraldo Cavalcanti batizou o piauiense da cidade de Floriano, Gersal Freire, repórter esportivo que deixou seu nome cravado nos anais da história, foi repórter da Rádio Tabajara, por alguns anos, passou pelo sistema Correio e encerrou suas atividades na rádio CBN João Pessoa.

Gersal tinha três grandes amores: a seleção argentina, da qual era louco varrido, o esporte amador, onde apresentou programas exclusivos do segmento, e também tinha o site. Gersal Freire era extremamente amado por todos os desportistas, e o outro amor era um misto de amor e ciúmes pelo seu Corsa turbinado.

Temperamento forte, falava na lata, mas todos gostavam do seu jeito único de fazer comunicação. Em 2021, o grande repórter foi mais uma vítima da COVID 19 aos 61 anos de idade.

João Camurça

João Tomé Camurça é cearense de nascimento. Com 17 anos de idade, teve a primeira oportunidade na difusora central comentando jogos do interior. Antes da comunicação, foi goleiro profissional, é isso mesmo, atuou no Quixadá, Riachuelo, Alecrim do Rio Grande do Norte e aqui no Auto Esporte, já na comunicação esportiva do estado. Começou na rádio Alto Piranhas, Difusora, narrando futebol. Chegou à rádio Arapuan AM, passou longos anos na rádio Tabajara e iniciou projetos independentes assumindo o esporte na rádio Sanhauá, Miramar FM, Correio AM, depois Jovem Pan 1.230 no AM. Em paralelo, foi representante da classe, sendo um dos mais longínquos presidentes da Associação dos Cronistas Esportivos da Paraíba (ACEP). Atualmente, Camurça está afastado de transmissões esportivas e trabalha na comunicação da Assembleia Legislativa.

Sempre será lembrado pelo timbre único na voz, estilo cearense no rádio paraibano e os bordões memoráveis como “balançou” na hora do gol.

https://www.instagram.com/reels/DVlySTDEeLU

No áudio, João Camurça atualiza os números da competição na série C na partida entre Nacional e Bahia, pela Rádio Tabajara, com o brilhante Stefano Wanderley nas reportagens.

Adenilson Maia

Adenilson Maia Correia Lima, ou simplesmente União, nasceu em Arara, interior paraibano, e ganhou o mundo, sua trajetória. Iniciou no esporte bem jovem, foi professor, treinador, atleta e árbitro.

Além disso, se consolidou como apresentador de programas esportivos na TV com passagens na Correio, Arapuan, sendo um dos primeiros, e também como comentarista esportivo no rádio, passando pela Arapuan AM, Correio, CBN, Tabajara da Paraíba, líder FM, Band News, Clube. 

Também esteve como comentarista de transmissões de TV na Correio, e atualmente é do quadro do SBT em João Pessoa. São décadas dedicadas ao esporte, ao rádio e à TV na gestão de Luciano Agra foi secretário de esportes da capital.

Cesar Santos

Cesário da Silva Santos, ou simplesmente César Santos, “O Narrador da Massa”, nasceu na terra de Augusto dos Anjos e do Acabado, na década de 1980, na fazenda Una, filho de agricultores com muito orgulho. Ele nos relata que a paixão pelo rádio começou pois onde nasceu não havia energia elétrica e a única diversão era o famoso rádio de pilhas. 

Ouvia programas regionais, ali começava um sonho que anos depois se tornou realidade, em Guarabira, apadrinhado pelo grande Martins Júnior, maior referência no brejo em narração esportiva e por descobrir talentos, Cultura AM, ainda foi locutor da Rádio Rural, Constelação FM. 

Mas, o brejo ficou pequeno para o narrador da massa, foi convocado para a equipe da Clube AM 1.350 em Campina Grande. Lá foi porta de entrada para os dois polos da imprensa esportiva, ainda foi da Caturité.

Em João Pessoa, trabalhou na Rádio Tabajara e Correio FM. Recentemente foi desligado da empresa Correio da Paraíba. Agora, Cesar Santos continua desenvolvendo um trabalho em seu canal no YouTube e brevemente estará novamente no AR por um novo prefixo.

Cesar Santos faz parte de uma geração de bons narradores esportivos que ainda são fiéis seguidores do bom rádio esportivo.

Paulo Roberto

Paulo Roberto Florêncio começou sua trajetória no rádio na década de 1970, por intermédio do também radialista Martin Lutero. Paulo é considerado um dos grandes nomes da imprensa esportiva da Paraíba, passou por emissoras consagradas como Rádio Borborema, Caturité, Cariri, Panorâmica como narrador esportivo e também fez parte da Rádio Tabajara por anos.

Paulo Roberto seguiu também em paralelo carreira militar, atuava na época no futebol pelo rádio, como também no rádiojornalismo. 

No início dos anos 2000, começou de forma maciça a apresentar programas políticos de TV, como o famoso “ponto a ponto” da TV Itararé, e ainda fez algumas transmissões esportivas na telinha.

Alguns anos depois, ele decidiu deixar de narrar jogos e se dedicar ao jornalismo político. 

Paulo Roberto é um dos narradores que fez história com seu jeito clássico, voz aveludada que emitia aos ouvintes um conforto auditivo extraordinário. Faz falta ao rádio esportivo, atualmente continua na comunicação fazendo jornalismo pelas ondas do rádio e redes sociais.

Áudio narração Paulo Roberto/Rádio Tabajara
Arquivo: @stefanowanderley

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