LIVRO CRAQUES DA BOLA PESADA - SóEsporte
Colunistas

LIVRO CRAQUES DA BOLA PESADA

LIVRO CRAQUES DA BOLA PESADA

São mais de dez anos escrevendo uma coluna semanal relativa ao futebol do passado nas centenárias páginas do jornal A União, em vários blogs da capital e do sertão — namidiapb.com.br, soesporte.com.br, esportedovale.com.br — e agora também no conceituado portal Arena Correio. Não há nenhuma compensação financeira, nem a queremos, mas nos sentimos muito envaidecidos e honrados em poder colaborar com a rica história do nosso esporte.

Esse prazeroso trabalho resultou em várias atividades correlatas, como a criação de um time máster, a realização de uma festa anual, a fundação de uma associação cultural desportiva e um livro anterior denominado Causos e Lendas do Nosso Futebol.

A aceitação dos queridos e diletos leitores nos levou também a pesquisar e a escrever sobre outros esportes, como o basquete, o handebol e, em especial, o antigo futebol de salão, hoje denominado futsal. Para os mais saudosistas, a famosa bola pesada.

São 44 artigos dissecando um pouco da trajetória de excelentes atletas que praticaram o salonismo em nossas quadras de cimento, taco e nos atuais pisos de poliuretano; umas cobertas, outras a céu aberto. Umas ainda existentes, outras, como as do Sesc, Assex e Astréa, extintas ou inativas.

Quando folheamos um pouco do currículo desses atletas, recordamos os extintos e acirrados Jogos dos Comerciários e os festejados Jogos da Primavera. Também visualizamos em nossa memória os colégios que brigavam para tê-los matriculados, como Lins de Vasconcelos, Águia, Getúlio Vargas, Ipep, Pio X, Escola Técnica, Liceu Paraibano, Afonso Pereira, União e Pio XII.

Os jogos universitários paraibanos e brasileiros, assim como os escolares, também estão inclusos. O salão praticado por deficientes visuais tem enormes raízes na Paraíba e medalhas paraolímpicas conquistadas mundo afora. Tudo isso está inserido nessa viagem ao passado.

Por meio dos atletas, mergulhamos um pouco e resgatamos os nossos clubes tradicionais da bola pesada, como o Esporte Clube Cabo Branco, o Campinense Clube, o Clube Astréa, o Clube dos Caçadores, a Associação Atlética Banco do Brasil (AABB), o Estrela do Mar Esporte Clube, o Treze Futebol Clube, o São Gonçalo Futebol Clube, o Irineu Jofilly, o Santos de Tereré, o Conca de Cruz das Armas e o Tic e Tac de Itabaiana.

Destacam-se também as boas equipes formadas por agências bancárias, construtoras, lojas comerciais e farmácias. Essas empresas contratavam nossos atletas para a disputa dos campeonatos locais e, concomitantemente, divulgavam suas marcas.

Quem não se lembra das equipes do Bradesco, Banorte, Itaú, Cherry Calçados, Indústria São Braz, Aliança Imóveis, Caiena, Farmácias Padre Zé, Indsteel, Tecimota, Laje Alfa, Construtora Cenarc e tantas outras?

E, claro, para a existência e o êxito dessas equipes e campeonatos, contávamos com abnegados dirigentes e treinadores que viviam para o esporte, diferentemente de muitos que hoje vivem do esporte.

Eles também são resgatados nessas linhas por nós traçadas. Para aumentar ainda mais a nossa alegria com esse novo livro, ele foi prefaciado pelo professor Reinaldo Nóbrega, apresentado por Sérgio Meira e homenageado com um poema do atleta e poeta Raniery Abrantes.

São 130 páginas e mais de 90 fotografias, que já estão sendo formatadas nas modernas máquinas da Mídia Gráfica e Editora Ltda. Afinal, um povo sem memória é um povo sem história, conforme asseverado na contracapa pelo jornalista Geraldo Varella.

Aguardem!

Clique para comentar

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.