Com quatro gols anotados, Lohan tem feito a festa da torcida do Botafogo da Paraíba e é o artilheiro do time na temporada. Autor dos dois gols contra o Ceará, que garantiram a liderança isolada da equipe paraibana na Copa do Nordeste, o centroavante é um tipo raro de jogador. Figura tradicional, o atacante de área marcou uma geração inteira do futebol brasileiro. Numa época em que vestir a camisa nove de um time era exclusiva ao centroavante com altura, jogador sinônimo de gol nas partidas. E se quase não se vê mais esse tipo de jogador em campo, Lohan tem se revelado uma exceção.
Aos 24 anos, Lohan chegou ao Botafogo em setembro do ano passado como um dos reforços para a atual temporada. E em meio à rotatividade do elenco titular que Evaristo Piza tem feito diante da maratona de jogos na atual temporada (média de uma partida a cada três dias), o centroavante goleador parece ter conquistado seu lugar cativo. É o que dizem os números: das 11 partidas disputadas pelo Belo, ele foi escalado em nove delas, entre jogos do Campeonato Paraibano, Copa do Nordeste e Copa do Brasil.
Lohan conquistou a camisa nove ainda na pré-temporada, quando foi escolhido como a melhor opção por Evaristo Piza. O treinador chegou a fazer mistério sobre a função, mas foi convencido pela atuação do atleta, que marcou seis gols marcados na fase de amistosos. O centroavante saiu na frente de Mário Sérgio, Maicon Aquino, Kelvin e Pimentinha, também cotados para assumir a posição. O jogador foi o destaque da goleada de 15×0 contra o Serrano. Na ocasião, acertou a rede quatro vezes.
Quando ainda não tinha certeza se vestiria a camisa nove alvinegra, Lohan já demonstrava tranqüilidade, bem ao contrário do que tem despertado nos adversários do Botafogo quando está em campo. “Trabalhar, ter pé no chão, ter bastante calma porque a gente sabe que os gols saem naturalmente, e aos poucos a gente vai melhorando a marca”, previa o atleta.
O desempenho de Lohan tem sido vital para uma equipe pressionada pela obrigação de vencer e que passa por uma fase complicada no setor de ataque. De acordo com o Departamento Médico do clube, Kelvin deverá ficar afastado por, pelo menos, um mês e Pimentinha está em recuperação após ser diagnosticado com uma fadiga muscular. E em meio às baixas, o camisa nove tem mostrado eficiência no momento em que a equipe mais precisa.
“Brigador, não desistindo em nenhum momento do lance. Acreditando, incomodando, brigando com os zagueiros. Não é simples ele sozinho ali na disputa com Luiz Otávio e Charles, e ele conseguiu combater, atacar e nos ajudar coletivamente”, comentou Evaristo Piza logo após o resultado diante do Ceará e que colocou o Botafogo no topo do Grupo A pela Copa do Nordeste.
Por Cassiana Ferreira

















