Uma professora universitária cearense vai responder processo na Justiça por chamar o árbitro Joanilson Scarcella de “macaco”. A docente, que a Polícia Civil não quis identificar, chamou o juiz de “macaco” várias vezes no primeiro tempo do jogo Ceará x Juazeiro, valido pelo Campeonato Cearense Sub-15, no último sábado. A partida era realizada no estádio Franzé Morais, em Itaitinga, na região metropolitana de Fortaleza.
A professora, que é mãe de um jogador do Juazeiro, por várias vezes gritou das arquibancadas contra o árbitro e disse que ele deveria “comer banana para aprender a apitar”. Joanilson Scarcella, que é negro, no intervalo do jogo determinou que a professora deixasse o estádio, de propriedade do Ceará. Ela não cumpriu a ordem e o árbitro encerrou a partida. Ele foi à delegacia municipal de Itaitinga, onde registrou um Boletim de Ocorrência (BO).
Caso de racismo no Ceará aconteceu no Estádio Franzé MoraesIntegrante da Comissão de Arbitragem da Federação Cearense de Futebol (FCF), o ex-árbitro Hilton Alcântara informou à imprensa cearense que um assistente e dois jogadores do time do Ceará testemunharam na delegacia acusando a professora por racismo.“O árbitro disse que só recomeçaria a partida em seu segundo tempo se a professora fosse retirada do estádio Franzé Morais. Integrantes da comissão técnica do Juazeiro tentaram convencer a professora a sair, mas ela não cedeu e não saiu. Daí o árbitro encerrou a partida quando o placar estava 0 a 0”, relatou Hilton Alcântara.
A FCF vai se pronunciar sobre a súmula do árbitro nesta segunda-feira. Há a possibilidade da partida ser reiniciada. A entidade não se manifestou ainda sobre o caso de racismo.
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