Neste dia 26 de abril, dedicado ao ocupante da posição mais difícil do futebol, a CBF rende homenagem a todos os goleiros do Brasil. De Marcos de Mendonça, o primeiro a vestir a camisa 1 da Seleção, em 1914, a Jefferson, que tem sido o titular na equipe do técnico Dunga, todos os goleiros merecem o tributo no seu Dia.
Para simbolizar essa homenagem, o site CBF reproduz uma matéria publicada com Moacir Barbosa, um dos maiores entre tantos grandes craques da camisa 1.
Barbosa, o grande camisa 1 do Brasil nos anos 1940/50
Goleiro de Seleção Brasileira, Barbosa foi um dos maiores ídolos do Vasco, clube pelo qual foi seis vezes campeão carioca e conquistou muitos títulos
Poderiam ser Gilmar, Castilho, Felix, Leão, Ado, Taffarel, Zetti, Gilmar Rinaldi, Marcos, Dida e Rogério Ceni – todos campeões do mundo – os grandes homenageados neste 26 de abril, Dia do Goleiro.
Mas a justiça se impõe para reverenciar Moacir Barbosa como o merecedor das homenagens no dia dedicado ao jogador que ocupa a posição mais complicada e difícil do futebol.
Jogar com a camisa 1 nunca foi tarefa fácil. As mais impressionantes defesas ou atuações são imediatamente esquecidas a cada gol sofrido ou lance tido como defensável, como injustamente tentaram atribuir a Barbosa- muitos anos depois, registre-se-, apontando-o como responsável pela derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950.
Barbosa, passado aquele Mundial, continuou brilhando no Vasco, onde foi campeão estadual em 1952 e 1958, além de outros títulos.
A prova de que Barbosa prosseguiu sendo ídolo dos vascaínos pode ser ilustrada com essa publicação no Wikipedia:
“Em 1953, num jogo contra o Botafogo pelo Torneio Rio-São Paulo, teve a perna quebrada num choque com o atacante Zezinho. Em princípio, teve uma grande depressão. Somente se recuperou quando o Hospital dos Acidentados começou a fazer filas para os torcedores que desejavam visitá-lo. Mesmo depois do desastre na Copa do Mundo, Barbosa sentiu o quanto ainda era querido pela torcida carioca.”
O cronista Armando Nogueira também homenageou Barbosa com seu texto brilhante:
Certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenenadas. O gol de Ghiggia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo. Aquele jogo o Brasil perdeu na véspera.
Títulos conquistados por Barbosa
Seleção Brasileira
Copa Roca (1945)
Copa Rio Branco (1947, 1950)
Campeonato Sul-Americano (1949)l
Pelo Vasco da Gama
Campeonato Carioca
1945, 1947, 1949, 1950, 1952 e 1958
Campeonato Sul-Americano de Campeões: 1948
Torneio Quadrangular do Rio: 1953
Torneio de Santiago do Chile: 1953
Tornio Rio-São Paulo: 1958
Barbosa nasceu em Campinas, no dia 27 de março de 1921, e morreu em Praia Grande, SP, no dia 7 de abril de 2000.


















