Confederação deve ‘quebrar’ a cabeça para definir o formato da disputa da Terceira Divisão
Com o encerramento da Segunda Divisão, a Série C tem os seus participantes definidos para a próxima temporada. Ao todo, 10 times do Nordeste disputarão a competição em 2019, formando um cenário inédito dentro do atual formato do torneio, com 20 clubes divididos em dois grupos de 10. Anteriormente, os grupos eram repartidos com equipes do Norte e Nordeste de um lado e Sul, Sudeste e Centro-Oeste do outro. Desta vez, a CBF terá que mudar este molde, mas ainda não há um pronunciamento oficial sobre o que será feito exatamente.
Paysandu, Juventude, Sampaio Corrêa e Boa Esporte foram os rebaixados da Série B. Vindos da Quarta Divisão, Ferroviário-CE, Treze, Imperatriz-MA e São José-RS. Desta forma, os times da região Norte que, até a atual temporada estavam no grupo A, devem descer para o grupo que contempla as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Mantendo o critério geográfico, o Grupo A deverá ser a casa dos nordestinos, que pela primeira vez emplacam 10 representantes na Terceira Divisão.
Uma das possibilidades veiculadas era de haver um deslocamento de Náutico ou Santa Cruz para o Grupo B, com os clubes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil. Questão que já foi rechaçada pelo vice-presidente de futebol do Timbu, Diógenes Braga. “Essa possibilidade (de Náutico e Santa irem para o grupo B) não existe. O que irá definir essa divisão de grupo é a questão logística, não é a questão regional. Nessa situação, o próprio Atlético-AC estaria mais próximo porque Rio Branco, praticamente todo voo faz conexão em Brasília. Com isso, a logística para ele até ajudasse. Tem as situações dos times do Maranhão, de Belém e mesmo o Confiança, que por ser de Sergipe estaria mais próximo também do sudeste”, exemplificou Diógenes.
“Dentro desse cenário, com relação a Náutico e Santa Cruz, a possibilidade de ir para o grupo B é absolutamente improvável. Informalmente já existe essa definição. Pernambuco por ser geograficamente no meio do Nordeste fica sem sentido a gente sair do Grupo A”, completou.
Observando as conjecturas possíveis, além da alocação dos clubes nos dois grupos, ainda é possível que haja uma mudança no regulamento do torneio, algo pretendido pelos dois pernambucanos. Fator que também beneficiaria em alongar a Série C, permitindo que os clubes tenham um calendário maior em 2019. Entre as sugestões, estão a formação de um octogonal ou dois quadrangulares após a primeira fase para se disputar o acesso para a Segunda Divisão do Brasileiro.