Nossos jogadores estão preparados emocionalmente? - SóEsporte
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Nossos jogadores estão preparados emocionalmente?

O choro de alguns jogadores da seleção brasileira na última partida parece ter levantado novas polêmicas: um jogador que chora durante uma partida é capaz de ajudar seu time a vencer? É normal chorar?

Vamos entender melhor essa questão. Inicialmente, o goleiro Júlio Cesar demonstrou que apesar de emocionar-se muito durante o jogo, é possível ter um bom desempenho. Assim aconteceu com ele. Mas isso não encerra a discussão, pois é preciso entender o que teria levado alguns jogadores a tal reação. Ao que tudo indica, a pressão psicológica a que os jogadores estão submetidos – pelas circunstâncias  dessa competição – parece ter sido  a causa de tanta emoção. Se somente um dentre todos tivesse uma reação inesperada, poderíamos pensar em características de personalidade ou despreparo para esse nível de competição. Mas, como vimos, a emoção tomou conta de muitos, o que demonstra se tratar de uma circunstância específica que atinge a todos.

Por outro lado, a emoção é boa ou ruim nesses momentos? Se excessiva, ela pode paralisar o indivíduo, comprometendo seu desempenho. Senão, como vimos com o goleiro da seleção brasileira, ela pode ser convertida em (re) ação.

Vale a pena ainda lembrar de grandes teóricos como Wilhem Reich e Alexander Lowen, para os quais o corpo “retém” as emoções. Nessa lógica, a melhor forma de “dissolvê-las” seria movimentando o corpo. No caso de nossos jogadores isso significaria, usando expressões tipicamente futebolísticas, transformar o choro em garra e raça. É isso.

Aurélio Melo é doutor em Psicologia do Desenvolvimento e professor na Universidade Presbiteriana Mackenzie, e está disponível para entrevistas.

Sobre o Mackenzie

A Universidade Presbiteriana Mackenzie pelo segundo ano consecutivo (2012/13) foi avaliada como a melhor instituição de ensino privado do Estado de São Paulo, de acordo com o Ranking Universitário Folha de São Paulo\RUF. O Mackenzie ainda está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segunda a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.

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