O JOGO DOS SETE ERROS - SóEsporte
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O JOGO DOS SETE ERROS

Analista avalia os equívocos da seleção brasileira de futebol

Buscar culpados e acusar inocentes, na maioria das vezes, encurta o raciocínio, elimina a reflexão e não nos permite analisar a história de maneira clara na tentativa de aprender com a experiência vivida. O título deste texto nos remete a uma brincadeira muito comum nas revistas de palavras cruzadas e consiste basicamente em olhar para duas imagens e tentar localizar sete diferenças. É o que iremos buscar, com um olhar comparativo, nos itens abaixo.

1.    Se sentir superior

Achar que somos os melhores, que todos vão nos temer (que é diferente de respeitar) nos impede de analisar a nossa condição com realidade. O técnico da Argentina deu uma declaração importante na qual ele de maneira corajosa disse “ Nos Argentinos muitas vezes nos achamos superiores em tudo e não somos.”

2.    Vontade acima de qualquer coisa

Querer ser campeão é diferente de trabalhar para ser campeão. O técnico Bernardinho nos ensina “A vontade de se preparar deve ser superior à vontade de vencer”.

3.    Treinos abertos

Se na equipe brasileira foram quase nulos os treinos fechados à mídia e ao público de uma forma geral (os moradores da granja comary e os nossos adversários devem ter adorado) merece registro o relato do repórter de uma emissora de televisão que, responsável por acompanhar a seleção alemã, disse apenas ter sido autorizado a assistir a um treino afirmou que “os alemães são muito simpáticos nas horas de lazer e muito sérios na hora de trabalhar”.

4.    Engessar a equipe

Em qualquer esporte, apostar em um único esquema e em uma única formação para conquistar um título facilita o trabalho de análise, treinamento e marcação da equipe adversária. Alemanha, Holanda e outras equipes neste mundial alternaram as suas formações e variaram o sistema de jogo.

5.    Subestimar o adversário

Em esporte de alto nível não existe favoritismo, mão na taça, nem vitória conquistada por antecipação. A copa do mundo de 1950 já nos ensinou, basta ler o livro “Anatomia de uma Derrota” de Paulo Perdigão.

6.    Jogar aberto

Jogar aberto, sem compactação, com jogadores distantes e dando espaço ao adversário, no futebol atual, é um suicídio. Assista a final do mundial entre Barcelona e Santos e verifque a marcação que o Barcelona fez. Da mesma forma, nesta copa, Portugal e Espanha que jogaram de forma franca, aberta contra Alemanha e Holanda, respectivamente, foram goleados.

7.    Planejamento de longo prazo

Grandes projetos, como conquistar uma Copa do Mundo, necessitam de projetos de longo prazo. Que envolve categorias de base, manutenção de treinadores e filosofia de trabalho. O atual técnico da Alemanha está há oito anos no cargo, mesmo sem vencer. Alguma similaridade com a cultura brasileira?

* pelo Professor Rone Paiano,

Possui graduação em Educação Física pela Universidade do ABC(1986) e mestrado em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie(1998). Tem vasta experiência na Educação Física Escolar tendo atuado como professor e Coordenador da área de Educação Física e Esporte (1987 a 2005). Desde 2000 é professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie ministrando aulas nos Cursos de Educação Física e Pedagogia. No Curso de Educação Física, já exerceu a função de Chefe de Departamento (2000 a 2004) e responde pela Coordenação do Curso, desde março de 2009 além de participar de projetos de pesquisa financiados pelo Mack pesquisa, orientar trabalhos de PIBIC/PIVIC e de conclusão de curso.

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