O pai da camisa 8 justifica o porquê da magia desse numero - SóEsporte
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O pai da camisa 8 justifica o porquê da magia desse numero

O pai da camisa 8 justifica o porquê da magia desse numero.
Zizinho iniciou a carreira em 1939 onde ainda não se numerava camisa, mas seu jeito estilistico de jogar bola ja trazia a certeza dos deuses da bola: ” será camisa 8!!!” vaticinava o olimpo futebolistico.
De fato, o garoto Thomaz Soares da Silva tinha algo divinal no jeito de jogar, percebido por Flavio Costa no seu primeiro treinamento pelo rubro-negrO em 1939. O destino de ser um dos deuses do futebol brasileiro estava selado, e teve como primeira missão trazer alegria ao povo de vermelho e preto que se espremia nos campos cariocas para ver o dono do futebol mais vistoso nunca antes visto nessas terras desfilar tamanha categoria, enfeitiçando defesas com o “zigue-zague”, jeito só dele de jogar, coordenava a equipe, e fazia gols. Mestre Ziza deu alegria, alias tripla alegria ao conquistar o primeiro tricampeonato estadual (42,43 e 44), formando um ataque infernal com Sylvio Pirillo, a quem deu diversos passes pra gol. Não tinha pra ninguem, era o melhor jogador brasileiro indiscutivelmente durante a decada de 1940, idolo de todo um país, até de um garotinho mineiro morador de Bauru que anos depois lhe tomou o posto, porem um confesso fã de Zizinho, sim, Pelé se espelhava nele. Idolo de um povo, Zizinho chegou a seleção brasileira ja em 1942, e por la permaneceu por mais de 10 anos. Não fosse o cancelamento das copas do mundo na decada de 40, certamente teria jogado mais de um mundial, num periodo tão fertil da seleção brasileira com uma ataque avassalador que contava, além de Ziza com Tesournha, Ademir, Jair Rosa Pinto, Heleno e tantos outros grandes talentos que faziam do Brasil um dos grande selecionados do mundo. Venceu com a camisa branca da seleção a Copa Roca de 1945, o sul-americano de 1949 (aqui ja sendo camisa 8 da seleção) e a copa Rio Branco em 1950. Não era em vão que o Brasil era favorito a vencer a copa do mundo, dispustada aqui mesmo em 1950. Talentos sobrando, jogando em casa, e comandados por Zizinho, o titulo era mais que possivel. Os jogos do torneio se sucediam e dava essa quase certeza. Fora das duas primeiras pelejas do campeonato, foi só ele chegar no terceiro jogo que começou o show, grandes atuações, 2 gols, era ele o craque daquele time. Tudo encaminhava para a consagração em 16 de Julho, mas na tarde mais triste de nossa historia, não pelo fato da derrota apenas mas sim por que aquele time
maravilhoso merecia o titulo, viu os uruguaios vencerem a Copa. Quem conseguiu se comover com o choro dos atletas do 7×1 64 anos depois daquela derrota, talvez tentaria o suicidio com o relato dos jogadores do “maracanazo”, Zizinho saiu andando do Estadio, sem rumo, tristeza daquele ano doloroso, em que fora tambem dispensado do Flamengo, depois de tantas glorias. Sem a menor consideração e ainda acusado de mercenário. O Bangu foi o destino, lá ganhou alguns torneios de menor expressão mas joguu muita bola, suficente pra ser exaltado entre os “mulatinhos rosados” como o maior jogador de sua historia, era um dos melhores momentos de sua carreira, mas seu desentendimento com dirigentes da CBD o impediram de disputar a Copa de 1954, castigo não para ele, mas para o país. Em 1957 surge uma oportunidade interessante, o convite vinha do São Paulo que leva o meia pra capital paulista, e num time espetacular com nomes como Canhoteiro, De Sordi, Gino Orlando, Maurinho, o tricolor era campeão paulista numa final belissima contra o Corinthians.Foram 2 temporadas tricolores e de atuações que o tornaram inesqueciveis na memoria do clube. Ja em final de carreira, se aventurou no futebol chileno pelo Audax Italiano e depois no Uberaba/MG. Ao encerrar a carreira enveredou a carreira de tecnico, no Bangu onde foi vice-campeão carioca e campeão pan-americano pela seleção brasileira em 1975. Deixou o futebol, recebeu homenagens, a maior delas no Bangu onde foi premiado e consagrado como o maior de sua historia, a eternidade resolveu guardar Zizinho aos 80 anos em 2002, partia pro descanso o primeiro a atuar com a 8 da seleção brasileira, o primeiro a ser 8 do rubro-negro, o dono do futebol brasieliro da primeira metade do seculo XX.
Foi da essencia dele que emanou o brilho do numero magico do futebol, a 8 é de Zizinho.

Uma publicação no Causos & Lendas criado por Serpa Di Lorenzo

Por Emerson Charles.

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