Idealizador do projeto, Marcelo Carvalho fala sobre importância da parceria com a CBF, feitos do órgão e projeta metas para os próximos anos
CBF

O Observatório da Discriminação Racial no Futebol é um parceiro da CBF na luta contra o racismo e a discriminação no futebol brasileiro. Criado em 2014, o projeto completa nove anos neste dia 2 de maio e tem sido uma importante ferramenta para que o esporte nacional se torne um local mais inclusivo e sem preconceito.
Presidente Ednaldo Rodrigues e Gilberto Gil participam de Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF
Um dos trabalhos do Observatório é o Relatório da Discriminação Racial, que recentemente passou a tratar, além de crimes de racismo, casos de preconceito e discriminação como machismo, lgbtfobia e xenofobia.
Observatório da Discriminação Racial no Futebol faz 9 anos
Créditos: Arte: Junior Souza
Marcelo Carvalho, Gilberto Gil e Ednaldo Rodrigues participam de Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF
Idealizador da iniciativa, Marcelo Carvalho avaliou os nove anos de Observatório e elogiou a parceria com a CBF no combate ao racismo no esporte nacional, como o Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol. O evento contou com os artistas Gilberto Gil e Antônio Pitanga, os presidentes da FIFA e Conmebol, Gianni Infantino e Alejandro Dominguez, e membros do governo federal.
“O maior impacto que o Observatório causou na sociedade foi o aumento do debate sobre racismo no futebol e a quebra do silenciamento. A ideia que existia antes do Observatório era que os casos de racismo eram casos esporádicos. Com a entrada do Observatório e os relatos produzidos, uma coisa podemos assegurar. Os casos de racismo acontecem com muita frequência”, disse o criador e executivo do Observatório.
Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF
A parceria com a CBF trouxe avanços para o debate por um futebol mais igualitário. Um deles é a bolsa para homens negros no curso de técnicos de futebol para que o mercado de treinadores se torne mais plural, assim como é dentro das quatro linhas.
“Quase não temos homens e mulheres negras na gestão do futebol. Precisamos trabalhar um outro caminho que é o de possibilitar que homens e mulheres consigam estar neste espaço. Um dos avanços que tivemos foi essa parceria com a CBF para que homens negros possam ter uma bolsa de estudo para o curso de treinadores do futebol. Ter a CBF é um ponto que fortalece. Ter a principal entidade do futebol brasileiro ao lado do Observatório, ampliando o debate mostra que a gente precisa ser mais contundente. Não basta dizer que vivemos numa sociedade racista e que o futebol é reflexo disso. Precisamos agir, precisamos nos movimentar”, explicou.
Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF
Para os próximos anos, Marcelo Carvalho aposta em uma evolução no debate e também em avanços na sociedade para que os crimes não mais se repitam.
“Espero que a gente consiga estreitar ainda mais as relações com a CBF e pensar cada vez mais em ações não só de combate ao racismo, no sentido de punição, mas também pensando na questão de conscientização e educação. O combate ao racismo passa pela educação, pela conscientização, pela mobilização da sociedade”, finalizou.
Seminário de Combate ao Racismo e à Violência no Futebol
Créditos: Lucas Figueiredo/CBF


















