Operação Cartola entra em pauta no STJD
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Com conhecimento e acesso as denúncias liberadas no último dia 12 de setembro, a Procuradoria analisou e ofereceu denúncia ao envolvidos por violações desportivas praticadas. De acordo com as provas e documentos, o esquema tem duração de pelo menos 10 anos onde os denunciados exerciam influência sobre vários ramos da sociedade, sobretudo de instituições e pessoas públicas. Para alcançar vantagens políticas e financeiras o grupo realizava manipulava os resultados das partidas através de sorteios fraudulentos para a definição da escala dos árbitros. Através da manipulação eram definidos os resultados com questionáveis marcações de pênaltis; impedimentos; faltas; escanteios; acréscimos; dentre outros.
Confira abaixo os denunciados pela Procuradoria e participação no esquema:
AMADEU RODRIGUES DA SILVA JUNIOR, então presidente da Federação Paraibana de Futebol “gerenciava acordos diretamente com dirigentes de diversos clubes de futebol, adulterando súmulas de jogos, participando de manipulações de resultados” entre outras condutas infracionais.
BRENO MORAIS ALMEIDA, Vice-Presidente do Botafogo/PB, também foi considerado um dos principais agentes no sistema criminoso composto pela prática de diversas infrações disciplinares distintas mediante o concurso de ações. Breno atuava de forma direta na manipulação de resultados e ênfase maior no favorecimento ao Botafogo, do qual Vice-Presidente.
LIONALDO DOS SANTOS SILVA, Presidente do TJD/PB, e MARINALDO ROBERTO DE BARROS, Procurador Geral do TJD-PB atuaram a serviço e acataram todas as determinações do Presidente da Federação Amadeu Rodrigues.
JOSÉ RENATO ALBUQUERQUE SOARES, Membro e principal nome na CEAF – Comissão Estadual de Árbitros e Futebol é parte integrante do “Núcleo I” de líderes do esquema e agente fundamental no esquema de fraude quanto aos sorteios dos árbitros para a intenção de manipulação de resultados.
SEVERINO JOSÉ LEMOS (“Bina”), Membro da Comissão de Arbitragem e apontado pelo Ministério Público como braço direito de “Zé Renato”, participando frequentemente da manipulação de árbitros nos sorteios; atas; gerenciamento de escalas, corroborando assim efetivamente para o esquema fraudulento e atendendo às determinações da FPF e da CEAF.
GENILDO JANUÁRIO, último da listagem do núcleo I, de líderes da “Organização Criminosa”, Vice-Presidente do Sindicato dos Árbitros. Apontado como sucessor e detentor da confiança dos dirigentes da FPF e da CEAF, respectivamente “Zé Renato” e “Amadeu”, pratica as condutas infracionais que corroboram com os interesses e intenções do grupo.
ADEILSON CARMO SALES, membro da Equipe de Arbitragem escalado para a partida entre as agremiações Botafogo e CSP no dia 11/02/2018, e sobre a qual restou flagrada a intensa atuação da “organização criminosa” negociando a adulteração da Súmula referente ao jogo realizado.
ANTÔNIO CARLOS DA ROCHA (“Mineiro”) ,Árbitro que diversas vezes restou mencionado nos diálogos interceptados dentre os demais Denunciados, sempre com a nomenclatura de “Mineiro”, e que segundo o Órgão Ministerial teve o nome destacado nas investigações diante da ligação do mesmo com dirigentes de equipes de futebol da cidade de Campina Grande. Nas conversas degravadas restou clara a participação efetiva de Mineiro no sentido de que manipulava resultados de partidas de futebol quando da atuação como membro da arbitragem, em detrimento de propina.
ANTÔNIO UMBELINO DE SANTANA, também é Árbitro que diversas vezes restou mencionado nos diálogos interceptados dentre os demais Denunciados, por vezes com a nomenclatura de “Bina”, como pertencente efetivamente do esquema de manipulação de resultados de partidas de futebol quando da atuação como membro da arbitragem, em detrimento de propina. Fora identificado como árbitro “a ser comprado” mediante a falcatrua nos sorteios dos árbitros, e atuante no Campeonato Paraibano de 2018.
EDER CAXIAS MENESES, igualmente Árbitro que muitas vezes fora mencionado nos diálogos interceptados dentre os demais Denunciados, bem como constam conversas degravadas nas quais o próprio participa como interlocutor, e ainda que, segundo o Ministério Público, relaciona imagens de documentos, teve o nome informado no depoimento do Sr. Griseldo de Souza – Souza Junior, ex-árbitro que informa ter sido interpelado pelo Sr. Amadeu, 1º Denunciado, orientando-o a pautar-se em falso estado de saúde que o impedisse de apitar partida decisiva do Campeonato Paraibano de 2017 entre os clubes Campinense e Auto Esporte, e assim pudesse ser substituído pelo ora Denunciado participante do esquema de manipulação de resultados, Sr. Eder.
FRANCISCO DE ASSIS DA COSTA SANTIAGO, Árbitro, segundo o MP responsável direto pela adulteração da súmula da partida anteriormente mencionada, entre as agremiações Botafogo e CSP no dia 11/02/2018, tendo em vista ter sido o Árbitro principal escalado para o referido jogo pelo Campeonato Paraibano.
JOÃO BOSCO SÁTIRO, Árbitro, cujo nome aparece constantemente em depoimentos e diversas degravações, portanto ator importante da Organização e para a implementação das condutas infracionais. O Órgão Ministerial identificou além de toda a manipulação e supostos sorteios fraudulentos expressões violentas por parte do Árbitro Sr. João, denominado de “Bosco”.
JOSÉ MARIA DE LUCENA NETTO (“NETO”), Árbitro, que segundo o MP participou ativamente da adulteração da súmula da partida entre os times Botafogo e CSP no dia 11/02/2018, pelo Campeonato Paraibano, por ter sido um dos árbitros que atuaram no jogo em referência.
TARCÍSIO JOSÉ DE SOUZA (“Galeguinho”), Árbitro citado por um dos líderes da Organização, Breno – 2º Denunciado, como aliado, foi cooptado para apitar o jogo entre Nacional e CSO em Patos PB com o propósito de favorecer o Botafogo.
JOSIEL FERREIRA DA SILVA (“Pilar”), Árbitro, cujo nome aparece constantemente em depoimentos e diversas escutas telefônicas, bem como que, por ter sido membro da equipe de arbitragem do jogo entre Botafogo e CSP no dia 11/02/2018 (Fls. 75), pelo Campeonato Paraibano, também fora responsável pela adulteração da súmula da partida.
JOSÉ ARAÚJO DA PENHA, funcionário da FPF – Federação Paraibana de Futebol, apontado como o Denunciado responsável pela logística da Organização Criminosa, colaborou inclusive na operacionalização da adulteração da súmula da partida entre os times Botafogo e CSP no dia 11/02/2018 pelo Campeonato Paraibano.
JOSÉ WILLIAM SIMÕES NILO(“William Simões”), na condição de principal dirigente do Clube Campinense, restou apontado pelo Órgão Ministerial como diretamente vinculado a Organização Criminosa dada a constância das tratativas com demais integrantes objetivando a manipulação de resultados por meio de fraudes nos “sorteios” dos árbitros. Dentre as diversas condutas, que merecem exemplar punição por parte deste E. Tribunal, destaca-se a participação direta na fraude do sorteio referente a escalação dos árbitros da partida entre Campinense e CSP, realizada em 18/02/2018, na cidade de João Pessoa (PB).
DANILO RAMOS DA SILVA(“Danilo Corisco”), massagista do Clube Campinense, responsável por colaborar na operacionalização da fraude e manipulação de resultados. Orientado pelo William Simões contribuiu ativamente no processo de corrupção do Árbitro Chicão.
FRANCISCO CARLOS DO NASCIMENTO (“Chicão”), Árbitro principal da Equipe de Arbitragem escalado para a partida já mencionada entre as agremiações Botafogo e Campinense, dia 05/04/2018 na cidade de Campina Grande – PB, primeira partida da final do Campeonato Paraibano de 2018, e sobre a qual restou flagrada a intensa atuação da “organização criminosa” objetivando a manipulação do resultado.
Todos os denunciados responderão aos artigos que tratam de corrupção e manipulação de resultados previstos no Código Brasileiro de Justiça Desportiva e Código Disciplinar da FIFA. As penas variam de suspensão e multa a banimento do futebol.

















