Os garotos e garotas que iniciam atividades no atletismo normalmente passam por uma diversidade de provas cujo universo é muito vasto. “É importante utilizar este acervo de habilidade motora para alicerçar a capacidade da criança. E foi isso que a gente fez com Jailma e Jucilene. Depois elas passaram por atividade mais especificas com o passar do tempo, onde as atletas apresentam mais aptidão“, explica o professor Pedro Pereira de Almeida, que descobriu as duas paraibanas na década de 90, na pista da Universidade da Paraíba, em João Pessoa.
O professor Pedrinho conta que, o trabalho de preparação inicialmente começou com Jailma, mas Jucilene acompanhava a irmã e ficava brincando, mas aos poucos mostrou interesse em participar das atividades. “Jucilene estava com 12 anos quando foi para os Jogos Escolares Brasileiros, em Brasília, e como não tinha prova de dardo ela foi treinada para fazer a prova do disco e conseguiu medalha de ouro. Isso mostra que a base dele foi bem feita. Um atleta para chegar no alto nível precisa tem boa preparação nos fundamentos”, afirma Pedrinho.
Depois de ganharem medalhas de ouro no último Troféu Brasil, em São Paulo, as irmãs Jailma e Julicele fizeram uma visita ao professor Pedrinho, voltando a pista de atletismo da UFPB. Para o Pedrinho cada conquista delas é como se fosse dele. “Quando elas sobem ao pódio é como se eu ganhasse o prêmio. Estamos distante, mas não podemos este elo, sempre acompanhando através da mídia e mantendo contato. Temos uma relação tipo pai e filhas. Este é um laço se perpetua”, declara Pedrinho.
O trabalho de renovação continua e outros garotos e garotas, assim como Jailma e Jucilene, estão sendo orientados pelo professor Pedrinho. Aline Beatriz Loiola, 11 anos, começa a despontar mostrando habilidade em diversas provas e garante que vai seguir a carreira no atletismo. Adriel Fernandes, 12 anos, é outro que merece as atenções de Pedrinho. “São dois atletas que precisam ser observados e com o tempo poderemos entender qual o melhor tipo de provas que eles vão seguir”.
Jailma destaca este trabalho, mas orienta que, os meninos e meninas precisam ter interesse bem praticar o esporte, se dedicando no que faz. “Pedrinho tem uma grande visão e cada um tem que aproveitar como aconteceu comigo e minha irmã”, disse Jailma Sales de Lima. Enquanto que, Jucilene revela ter o desejo de um dia até fundar uma ONG. “Isso pode acontecer futuramente. Quero vi mais aqui e passar um pouco de minha experiência. Mas, tenho ajudado muito atletas que estão começando”.
Uma ganhou mais de 500 medalhas em 15 anos de carreira e outra ainda não calculou quantas vezes subiu ao pódio, no atletismo. Mas uma coisa as irmãs Jailma Sales de Lima e Juciliene Sales de Lima tem certeza: estão se preparando para buscarem a ‘medalha do desejo’, nas Olimpíadas do Rio 2016, independe da cor.
Superando uma lesão no tendão, a paraibana Jailma Sales de Lima, conseguiu uma serie de conquistas na temporada de 2014, mas não foi fácil. Ela conta que foi orientada pelo departamento médico a treinar leve, mas conseguiu encerrar o ano com duas medalhas de ouro e uma de prata no Troféu Brasil de Atletismo, em São Paulo, no início do mês. Jailma ganhou ouro no revezamento 4×100 m e 400 m com barreiras, além de prata no revezamento 4×400.
“Realmente foram importantes estas conquistas. Agora é aproveitar bem as férias, pois temos grandes competições no ano que vem e queremos entrar com disposição”, disse Jailma apontando que irá competir o Mundial, os Jogos Mundiais Militares e o Sul-Americano, competições que começam no primeiro semestre. “O trabalho que estou fazendo esta fazendo dando certo, com apoio da equipe, meu treinador que está sempre acreditando em mim”, afirmou Jailma Sales destacando a preparação que teve com Pedrinho no inicio da sua carreira.
“Sou muito grata por tudo que tenho na minha vida, graças ao atletismo”, declarou recordando a época que deu os primeiros passos na pista da UFPB¸ quando tinha dez anos de idade, em 1997, orientada pelo professor Pedrinho. “Ele fez muito por mim e por minha irmã, não podemos deixar de agradecer”.
Depois de conquistar mais de 500 medalhas a coleção de Jailma Sales de Lima ainda falta uma: dos jogos olímpicos. Por isso, ela tem como meta subir ao pódio nas Olimpíadas do Rio 2016. “Já participei de duas Olimpíadas e agora não quero só participar. Vou trabalhar para competir para representar o Brasil e a Paraíba, pois me orgulho de ser paraibana. Espero está bem, pois será uma competição o Brasil, pois meu sonho é ganhar uma medalha independente da cor”, disse Jailma Sales de Lima.
Natural de Taperoá, interior da Paraíba, a família Sales de Lima se transferiu para João Pessoa na década de 90, sem pensar que as meninas Jailma e Jucilene seriam destaques no atletismo brasileiro e mundial, como afirma dona Rita, mas das duas atletas. “Estou muito com mais esta conquista”, disse. Jailma e Jucilene se transferiram para São Paulo em 2004 e treinam em São Caetano do Sul.
Recordista sul-americana e apontada como a melhor atleta do último Troféu Brasil de Atlétismo, a paraibana Jucilene Sales de Lima tem como próxima meta atingir 65 metros no lançamento do dardo, continuando firme em busca da medalha olímpica. “Esta é a medalha que todo atleta deseja. Quero treinar forte no ano que vem e em 2016 está melhor ainda”, disse Jucilene Sales de Lima que conseguiu a marca de 62,89 m, batendo o recorde sul-americano do lançamento do dardo, superando uma marca de 12 anos, que pertencia à colombiana Sabina Moya, com 62,62 m.
“Nossa. Passa um filme na nossa cabeça. É uma satisfação grande. Voltar aqui é um momento feliz encontrar muitas pessoas que nos viu começar e ser recebidas por novas pessoas que estão começando no atletismo”, revela Jucilene Sales de Lima. Ela aponta três medalhas importantes entre todas as suas conquistas que são ouro no Sul-americano, Grande Premio Brasil e a última no Troféu Brasil. “Em todas conseguiu bater o recorde”.
“Eu gosto de pensar uma coisa de cada vez. Agora vou aproveitar as férias e depois me empenhar para as competições do próximo ano”, afirmou sem deixar de destacar a importância da preparação vislumbrando as Olimpíadas do Rio 2016. “É uma competição que está chegando e não podemos deixar de pensar. Estou numa fase boa e quero cada vez mais evoluir. Meu pensamento é continuar sendo um bom exemplo, podendo levar meu País e, principalmente a Paraíba a mais uma grande conquista”.
FRANCO FERREIRA

















