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Paulo Pessoa; opina

O que esperar do segundo “rei do acesso” que passa pelo Treze?

Era uma segunda-feira. Maio de 2014. O Treze ia encarar o Vasco no meio de semana pelo segundo jogo da Copa do Brasil, mas os holofotes estavam voltados para fora das quatro linhas. Com a demissão de Leandro Sena o clube buscou uma contratação de impacto para o restante da temporada – O Galo disputaria a Série C daquele ano. O time foi assumido pelo famoso Givanildo Oliveira, o “Rei do Acesso”. O elenco contava com jogadores experientes e com status de ídolos da torcida alvinegra, como por exemplo, o zagueiro Alisson. Depois de 16 jogos, apenas quatro vitórias, sete empates e cinco derrotas, o treinador foi demitido e de casa viu o time a época já treinado por Everton Goiano amargar o rebaixamento. Agora chegou a hora do segundo “Rei do Acesso” assumir o time. Flávio Araújo, cearense, 55 anos. O que esperar do novo comandante alvinegro? Entre os sonhos da torcida e o histórico do treinador existe uma dura realidade… a necessidade de aperfeiçoamento (leia-se contratações), crescimento e uma gestão ainda mais profissional. Essa é a principal questão. Afinal, Givanildo Oliveira e Oliveira Canindé são bons treinadores. Qual a razão de não terem dado certo então? Aí está o ponto central da questão. Ou o clube faz o que é necessário ser feito (e não estou falando de providenciar uma máquina de dinheiro) ou as coisas mais uma vez vão dar errado. Boa vontade não é suficiente, querer não é suficiente. A gestão precisa ser aplicada, profissional e fazer as mudanças que são necessárias. Talvez sem tanto mistério, mas com a firmeza cirúrgica de quem quer ser campeão. Flávio Araújo… atual campeão brasileiro da Série C. Deve muito ao trabalho feito por Ney da Matta, que classificou o time com sobras e deixou o elenco mordido depois de trocar socos com o atleta Rosinei em um treino. O ponto alto do trabalho dele foi entre 2012 e 2013, quando levou o Sampaio Corrêa da Série D a Série B do Brasileiro. Consegue bons trabalhos com bons elencos. O do Treze é ruim? Não, mas precisa de reforços pontuais e providenciais (laterais, armação e ataque). Então com uma “up” na gestão e os reforços necessários, acho que ele pode dar alma a esse time e quem sabe fazer valer o apelido de “Rei do acesso” também em terras paraibanas.

Paulo Pessoa

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