O maior público do Campinense na Série D do Campeonato Brasileiro aconteceu no jogo desse domingo (14), diante do Central de Caruaru, quando o borderô registrou 5.000 pessoas.
No papel, um ótimo público, se o estádio Amigão não estivesse quase vazio, como mostra a imagem acima.
O público fantasma atacou justamente na despedida da Raposa da competição, em jogo que não havia interesse do torcedor raposeiro.
Para efeito comparativo com a média de público do próprio clube, que era de 1.758 pagantes por jogo, até então, o aumento de torcedores, ou melhor, de fantasmas, na arquibancada, foi de aproximadamente 65%.
A explicação vem do programa ‘Gol de Placa’, do Governo do Estado, que após sofrer uma reformulação, no inicio deste ano, possibilita que o clube arrecade com o projeto, através da troca de ingressos, por cupons fiscais, nos valores de R$ 50 ou de R$ 10 aos beneficiados pelo programa Bolsa Família. Pelo menos deveria ser este o mecanismo…
Outro ponto que parece estar bem longe da realidade, é a finalidade que motivou a mudança no formato do programa: atrair o público para os estádios paraibanos.
Em contato com o blog, o Secretário de Esportes, do Governo do Estado, Tibério Limeira, admitiu falhas na execução do programa.
”Todo primeiro ano de programa existe algumas falhas, alguns testes que precisam ser feitos, e todas essas questões estão sendo observadas em relação ao programa. O que precisará ser corrigido, será”, garantiu.
O blog também tentou contato com o presidente do Campinense, William Simões, mas não obteve sucesso. Vale lembrar, que o próprio William Simões foi um crítico durante sete meses do novo formato do programa, classificando a mudança de ”eleitoreira”, mas acabou aderindo em agosto alegando querer ”aumentar a receita do clube”.
Enquanto isso, os fantasmas se aproveitam de entradas subsidiadas com o dinheiro público.

Blog do Maurílio Júnior

















