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Quantidade e qualidade

É mais fácil dispensar um. Com isso, as cabeças dos treinadores são pedidas a cada fracasso de uma equipe de futebol. Não é surpresa a culpa de uma derrota cair no colo do técnico. Mas, quando o time ganha, é campeão, alguém coloca o saldo na conta do comandante técnico?

Está cultura no futebol brasileiro tem que ser superada. Quando o time ganha, não aparece os defeitos. Mas, basta uma derrota para o mundo desabar e as ruínas serem espostas. É assim, que o futebol funcional no Brasil.

Este é o retrato da realidade no Treze, atualmente. Com elenco resumido, poucas peças em todos os setores, o time não fez uma campanha espertacular, mas conseguiu ser campeão estadual.

Com a mesma base, entrou no Campeonato Brasileiro da Série C. Em quatro jogos, perdeu três e empatou um. A pressão tem sido pela saída do treinador Moacir Júnior. A informação até chegou a ser divulgada nesta quinta-feira, depois do empate de 2 a 2 com o Remo-PA, no Amigão.

Moacir Júnior teria entregue o cargo, não suportando as críticas. Mas, os jogadores e a diretoria bancaram os resultados, exentando o treinador de culpa pela fraca campanha.

Mas, a realidade é que o elenco do Treze não está pronto para uma Série C. Falta quantidade e qualidade. Sem os dois laterais esquerdos Gilmar e Talles, o time jogou com um volante no setor. Na lateral direita tinha só Gustavo, pois Leo Pereira está suspenso. Gustavo saiu machucado e o Treze não tinha outro jogador para o setor e terminou o jogo com o atacante Caxito atuando no sacrificio como lateral.

Falta qualidade no meio campo, e no ataque. A diretoria reconhece, mas acusa a falta de dinheiro para contratar. A torcida sabe disso, mas não perdoa e cobrar um bom futebol.

Por Franco Ferreira

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