Classificado para as oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro, o Remo corre risco de perder até 10 mandos de campo e receber multa de até R$ 200 mil pelos tumultos, desordens e por deixar de cumprir o Regulamento Geral das Competições na partida contra o River. Além do Remo, a Procuradoria Geral da Justiça Desportiva denunciou o presidente do River, Elizeu Aguiar, por oferecer dinheiro a atletas do Interporto pela vitória diante do Moto Clube. O STJD ainda não agendou a data para julgamento do processo.
Em confronto realizado no dia 14 de setembro, o árbitro Suelson Diorgenes de França Medeiros informou a paralisação da partida por oito minutos devido a explosão de bombas, tumultos e pedras arremessadas pela torcida do Remo contra os policiais, sendo necessária a intervenção da policia militar com uso de gás lacrimogênio. Ainda segundo o árbitro, o efeito do gás atingiu o campo e prejudicou o andamento da partida. No campo de observações eventuais, a arbitragem destacou as péssimas condições do vestiário do Estádio São Benedito.
Após a partida, o presidente do Ríver, Elizeu Aguiar, concedeu entrevista em que afirmou ter oferecido dinheiro para que o time do Interporto vencesse o Moto Clube. Além de vencer o Remo, o River precisava da vitória do Interporto para se classificar para a próxima fase da Série D.
“Fizemos um contato com alguns atletas. O Interporto está passando por algumas dificuldades com salários atrasados, e nós temos alguns atletas que são do estado do Goiás e que já jogaram com alguns de lá. Nós estamos oferecendo 20 mil reais pela vitória diante do Moto”, disse Elizeu em entrevista a um site.
Com acesso às informações a Procuradoria da Justiça Desportiva denunciou o Remo por infração aos artigos 213 inciso I, §1º do CBJD ( não prevenir e reprimir desordem na sua praça de desporto) e ao artigo 191, III do CBJD (Deixar de cumprir ou dificultar o cumprimento do Regulamento Geral das Competições). Ambas as infrações possuem como pena a multa de até R$ 100 mil, cada. Já pela desordem, o Remo ainda corre risco de perder até 10 mandos de campo.
Pelo episódio de “mala-branca”, o presidente do Ríver, Elizeu Aguiar, foi denunciado nos artigos 242 (Dar ou prometer vantagem indevida a membro de entidade desportiva, dirigente, técnico, atleta ou qualquer pessoa natural mencionada no art. 1º, § 1º, VI, para que, de qualquer modo, influencie o resultado de partida) e 243-A (Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida), ambos artigos do do CBJD. O presidente corre risco de receber multa de até R$ 100 mil por infração e suspensão por até 360 dias.

















