Em julgamento parcial, a terceira comissão disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva da CBF acatou a preliminar confirmando que o Treze não cometeu errou para perder seis pontos, como denunciava o ABC-RN. Esta foi a primeira vitória trezeana, no caso, relacionado a Série C do Campeonato Brasileiro. Agora, o diretor jurídico do alvinegro quer arquivamento do processo, que deve ser levado para novo julgamento no Pleno do STJD.
As informações do julgamento que aconteceu na quinta-feira, na sede do STJD, no Rio de Janeiro, apontam vitória do Treze. Segundo o presidente do Treze, Valter Junior, a Terceira Comissão Disciplinar deu vitória ao Treze por 4 a 0. O processo atende uma reclamação do ABC de Natal que solicitava a retirada de seis pontos do Treze, no Campeonato Brasileiro da Série C.
Além desta reclamação do ABC que acusa o Treze de ter utilizado o treinador Celso Teixeira de maneira irregular, quando o Galo da Borborema venceu o Confiança-SE por 1 a 0, o processo indicia Celso Teixeira que teria trabalhado mesmo estando suspenso por três partidas. Este foi o motivo que levou o ABC a buscar a vaga do Treze na Série C de 2020.
Após análise dos documentos e das manifestações da diretoria de competições da CBF e do clube paraibano, a procuradoria ofereceu denúncia ao Treze. Na denúncia a procuradoria destacou que o artigo 214 mencionado pelo ABC trata exclusivamente de irregularidade de atletas não cabendo outra interpretação. No entendimento da procuradoria o Treze cometeu infração aos artigos 49 do RGC e aos artigos 191 inciso III 223, ambos do CBJD.
Com relação a possível punição de multa ao Treze e aumento da pena ao treinador Celso Teixeira, o processo não foi julgado e deve ser encaminhada para o Pleno do STJD para continuar sendo analisado. Segundo o diretor jurídico do Treze, Warlen Andrade André, o entendimento é que, o caso deve ser arquivado, como foi levantado pela defesa do Treze durante o primeiro julgamento.
O caso tem uma série de erros, a começar pela punição aplicada ao treinador Celso Teixeira, relacionada ainda quando ele trabalhou no Central-PE. Evidências mostram que, Celso Teixeira nem chegou a ser expulso e foi punido sem ser convocado para se defender. Outro agravante, constatado pela defesa é que, a CBF deu uma certidão ao Treze confirmando não existir nenhuma pena contra Celso Teixeira, quando ele foi contratado pelo Treze.

















