Ainda garoto o atleta Ariosvaldo Cavalcante, popularmente conhecido por “Ari”, chegou para treinar no infantil do Santos Futebol Clube, agremiação pessoense que na época era comandada pelo desportista Walter Marsicano, No clube alvinegro “Ari” foi galgando todas as categorias existentes até completar a maioridade e ingressar no futebol profissional.
Ari era um jogador de baixa estatura, porém de compleição física privilegiada e com uma arrancada impressionante nos contra ataques, e ainda por cima jogava em duas posições distintas no ataque: poderia ser escalado na ponta direita ou como centroavante, dependia das necessidades do treinador.
Desde o seu tempo de juvenil o seu futebol veloz, ofensivo e que se traduzia em gols chamava a atenção dos torcedores e da crônica em geral nas antigas preliminares do campinho da “Graça”. Outra virtude que o craque portava era o seu chute forte e certeiro, sendo também destaque nas quadras de futebol de salão, nos saudosos jogos escolares e da Primavera.
Ao se aventurar no mundo da bola, “Ari” jogou em dois times fora do nosso estado, primeiro no Clube de Regatas Brasil, de Alagoas, depois no Marcílio Dias, este último de Santa Catarina. Essas passagens fora da Paraíba marcaram a vida daquele profissional, fornecendo-lhe maturidade e experiencia dentro das quatro linhas.
Também jogou profissional em clubes da Paraíba, no próprio Santos que o revelara e no extinto Paraíba, de João Pessoa. Mas foi no Botafogo Futebol Clube que “Ari” atingiu a sua melhor forma como profissional, jogando naquele time que seria bi-campeão estadual em 1976, ao lado de Salvino, João Carlos, Fantick, Alcides, Baltazar, Nelson, Benício, Dadá, Jorge Demolidor, Erasmo e tantos outros que participaram daquela conquista.
Lembro, com muita nitidez, que naquele ano o Botafogo venceu o Campinense no Estádio Amigão, por um tento a zero, gol marcado de cabeça pelo centroavante ora homenageado, que mesmo não tendo a devida altura se jogou em um mergulho no meio da zaga da Raposa, se antecipando e marcando um belíssimo e importe gol para o título.
E quando foi no final da semana passada, o filho de “Tereré”, Leonardo, que hoje preside o Santos Futebol Clube me informou que o ex-jogador “Ari” acabara de falecer nesta capital. Os amigos, familiares e ex-companheiros de profissão perderam e lamentaram a sua partida para um outro plano. Porém ficou a certeza que “Ari” escreveu o seu nome com tintas perpétuas e douradas na história do futebol paraibano.