VOCÊ SE LEMBRA DE CARNEIRO? - SóEsporte
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VOCÊ SE LEMBRA DE CARNEIRO?

VOCÊ SE LEMBRA DE CARNEIRO?

Ele nasceu na sertaneja cidade de Patos, PB, carinhosamente chamada pela imprensa de “a morada do sol”, precisamente no dia vinte e sete de julho do ano de mil novecentos e quarenta e nove, foi registrado pelos seus pais com o nome de Antônio Gomes Carneiro, mas para o mundo da bola ele ficou conhecido como o meio campista “Carneiro”.

Tudo começou na equipe juvenil do Continental Esporte Clube, equipe amadora existente no Bairro do Jatobá, na cidade de Patos. Foi ali que Carneiro começou a desenvolver a sua visão de jogo, o seu senso de marcação e proteção aos zagueiros que iriam transformá-lo em um excelente volante.

O seu primeiro contrato profissional foi assinado em 1968, com o Nacional Atlético Clube, o conhecido canário do sertão. Na realidade, Carneiro teve a oportunidade de iniciar a sua carreira em uma escola que sempre forneceu grandes atletas ao nosso futebol. Quem não se lembra de Dissor, Messias, Washington Luís e tantos outros que encantaram os nossos gramados?

Depois dessa experiência profissional com a camisa alviverde do Canário do sertão, Carneiro veio morar na cidade de João Pessoa e passou a jogar no Auto Esporte Clube, equipe que logo houve uma grande identificação e que permaneceu por seis temporadas consecutivas.

Carneiro vestiu e honrou as cores alvirrubras do clube do povo a partir do ano de 1970 até o ano de 1975. Era a época em que os nossos jogos eram disputados no estádio Leonardo Vinagre da Silveira, o popular campinho da “Graça”. A torcida e a imprensa sabiam que naqueles anos o time titular era sempre escalado com ele e mais dez.

O Auto Esporte Clube possuía um plantel caseiro e aguerrido, prevalecendo o conjunto e o entrosamento de seus atletas. Fernando, Fernando Silva, Augusto, Café, Miltinho, Arimateia, Silva Índio, Chico Alicate, Marquinho, Toinho e Carneiro foram destaques naqueles saudosos anos.

Carneiro era um volante que possuía um bom domínio de bola, marcava bem o adversário e cobria os defensores com segurança e precisão. Ele realizava uma excelente leitura do jogo e quando possível auxiliava os atacantes. A crônica especializada sempre elogiava o seu desempenho em campo, principalmente nos jogos denominados de clássicos.

E foi com o manto alvirrubro que ele se destacou na conquista do torneio interestadual, envolvendo equipes da Paraíba, de Pernambuco e do Rio Grande do Norte, quando o Auto Esporte Clube sagrou-se campeão ao vencer o ABC Futebol Clube, de Natal, por um tento a zero, com gol marcado por Saulo. Naquela competição, o time base era: Fernando Silva, Jerônimo, Silva índio, Valdo e Chico Alicate. Carneiro, Raminho e Saulo, Augusto, Miltinho e Toinho.

Quando deixou de jogar no Auto Esporte Clube, o nosso homenageado foi vestir a camisa tricolor do Santa Cruz Recreativo Esporte Clube, equipe da vizinha cidade de Santa Rita, que na época montou um excelente plantel com jogadores da terra.

Foram dois anos defendendo o tricolor canavieiro, nas temporadas de 1976 e 1977, ao lado de Chico Alicate, Arimateia, Bebé, Calvete, Lala, Gena e outros companheiros que não ganharam dinheiro nem prestígio, porém jogavam com muito amor e dedicação.

Em 1977, prematuramente, ele encerrou a sua carreira pendurando as suas famosas chuteiras, ao precisar trabalhar e conseguir um emprego na antiga Sociedade Anônima de Eletrificação da Paraíba – Saelpa. Ele, por ser um amante do futebol, ainda jogou nos campeonatos amadores defendendo: Cruzeiro, da cidade de Mari, Palmares, da Torre, 5 de agosto, Flamengo do Varadouro e o Atlético de Lucena.

Para nós torcedores, cronistas e desportistas ficou a certeza de que Antônio Gomes Carneiro, o popular “Carneiro”, escreveu o seu nome com tintas douradas e perpétuas na brilhante história do futebol paraibano.

Serpa Di Lorenzo

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