VOCÊ SE LEMBRA DO DESPORTISTA HERMES TAURINO? - SóEsporte
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VOCÊ SE LEMBRA DO DESPORTISTA HERMES TAURINO?

O nosso homenageado da semana nasceu na zona rural da próspera cidade de Guarabira-PB e, ainda muito jovem, veio morar na capital do Estado. Seus pais o batizaram com o nome de Hermes Taurino da Silva, mas, para o mundo da bola, ele ficou conhecido como o competente e dinâmico HERMES TAURINO.

Quando sua família resolveu se transferir para a cidade de João Pessoa, foi morar justamente no bairro de Jaguaribe, sede do famoso Estrela do Mar Esporte Clube. Ali, ao lado de inúmeros garotos, Hermes começou a jogar bola, claro, depois de assistir às missas, conforme era regra do saudoso frei alemão Albino Kleine.

Depois de disputar e ser destaque em campeonatos internos na Congregação Mariana, foi selecionado para jogar na equipe oficial que disputava os certames amadores patrocinados pela Federação Paraibana de Futebol. Em 1954, Hermes disputou o campeonato juvenil com a camisa do Auto Esporte Clube, sagrando-se campeão, voltando para a sua família alviazulina em 1955.

No ano de 1956, jogando na lateral esquerda – ele jogava em todas as posições da defesa e de centro-médio –, participou da primeira conquista do Estrela do Mar Esporte Clube: campeão amador.

Em 1957, a convite da presidência da FPF, o Estrela do Mar passou a fazer parte da 1ª divisão do certame paraibano de profissionais, realizando uma boa campanha, que foi repetida no ano de 1958.

Quando foi no ano de 1959, o conjunto da excelente equipe de Jaguaribe prevaleceu ao vencer o primeiro turno e decidir o campeonato em uma dramática melhor de três contra a tradicional equipe do Auto Esporte Clube, vencendo na prorrogação, com um gol de pênalti cobrado justamente pelo atleta Hermes Taurino.

Tal façanha autorizou o clube a disputar a Taça Brasil no ano seguinte, representando o estado da Paraíba. Hermes teve seu futebol pretendido por várias vezes pelo Auto Esporte Clube, Botafogo Futebol Clube, e chegou a fazer testes e ser aprovado na famosa Ilha do Retiro para integrar o elenco do Sport Club do Recife.

Não gostou do ambiente no vizinho estado e retornou para defender seu clube de coração na Taça Brasil, enfrentando o alvinegro ABC de Natal-RN.

Quando pendurou suas famosas chuteiras, Hermes Taurino ingressou no curso de árbitro de futebol profissional, concluído no dia 21 de maio de 1970, na então gestão do senhor Genival Leal de Medeiros.

Estreou como árbitro em junho daquele ano, no jogo Santos de Tereré Futebol Clube x Treze Futebol Clube. Naquele dia, surgia mais um árbitro preparado e imparcial em nosso estado.

Em 1973, para nossa alegria, Hermes foi escolhido pela Cobraf, órgão da Confederação Brasileira de Futebol, para apitar jogos do Campeonato Brasileiro. Em 1979, merecidamente, ele foi empossado no cargo de diretor do Departamento de Árbitros da Federação Paraibana de Futebol.

Paralelamente ao exercício da arbitragem, Hermes Taurino passou a jogar por várias equipes de futebol de salão; dentre elas, podemos citar a boa equipe do SESC.

Posteriormente, passou a ser treinador de conhecidas agremiações da bola pesada, como o Banorte e o Astréa. No alviazulino de Tambiá, ele também teve a oportunidade de exercer o cargo de diretor de esportes.

Hermes Taurino também deu uma enorme contribuição à nossa imprensa esportiva, iniciando na radiofonia como comentarista especializado em arbitragem e, posteriormente, como comentarista das partidas.

Objetivo, imparcial e com vasto conhecimento, trabalhou em importantes emissoras de rádio da capital. Também presidiu a Associação dos Cronistas Esportivos da Paraíba e foi diretor da entidade nacional. No bairro de Mangabeira há uma praça de esportes denominada pela prefeitura de Ginásio de Esportes Hermes Taurino.

No dia 16 de maio do ano de 1999, domingo de futebol entre Botafogo Futebol Clube x Campinense Clube, Hermes Taurino subiu pela última vez os degraus que dão acesso à cabine de imprensa para comandar a famosa Seleção de Ouro da Rádio Sanhauá.

De repente, para desespero do locutor Lima Souto, que estava ao seu lado, ele perdeu os sentidos e caiu ao solo, morto. Nosso futebol perdeu um cronista e, acima de tudo, um desportista digno de todos os elogios.

Serpa Di Lorenzo

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