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Atletas paraibanos

Franco ferreira

foto: divulgação

Até quando os dirigentes dos clubes paraibanos de futebol vão assistir a ‘revoada’ de atletas revelados aqui, para clubes de outros Estados e até do exterior? Não se sabe a resposta, pois até agora, um levantamento aponta que nos últimos anos cerca de 30 jogadores nascidos na Paraíba tiveram de deixar suas casas, famílias, amigos e estudos para aventurarem uma carreira profissional no futebol.

O questionamento é: Qual é a dificuldade de fazer time com estes atletas caseiros? As opiniões são divergentes, de acordo com atuais dirigentes, ex-diretores de clubes, treinadores, preparadores físicos, os considerados ‘olheiros’.

Este velho assunto volta a tona na semana que o Botafogo anunciou lateral Felipe Cordeiro, como novo reforço. O jogador nasceu no interior da Paraíba e nunca jogou em clubes do seu Estado. Ele se encaixa numa lista que tem atletas de renome até internacional como Hulk, Fábio Bilica.

Outros garotos continuam saindo, deixando a terra natal, em busca dos sonhos no mundo da bola. Recentemente, o atacante Alex Pereira, artilheiro do Campeonato Paraibano Sub 17, com oito gols, deixou o Mixto de João Pessoa e transferiu para o Náutico.

Outro exemplo é o garoto Pedro Lucas, de nove anos, aprovado para fazer

uma avaliação no Vasco da Gama, em janeiro do próximo ano, em São Januário, no Rio de Janeiro.  O craque foi escolhido durante peneirão realizado pelo Vasco da Gama, na cidade de Lagoa Seca.

Goleiros

Azul (jogou no Vasco da Gama-RJ), João Carlos, (se destacou no Santa Cruz-PE) e Santos (atual goleiro reserva do Atlético-PR)

Laterais

Ramalhão News – blogger

Vitor Verraz (atual no Santos-SP), Felipe Cordeiro (estava no Confiança-SE, agora é do Botafogo-PB), Marcio Azevedo (jogou no Botafogo-RJ, e no futebol exterior), Douglas Santos (defendeu Atlético-MG e joga fora do Brasil)

Zagueiros

Fábio Bilica (jogou por Grêmio, Seleção Brasileira e no futebol da Europa), Leo Oliveira (esteve no América-MG), Oberdan (jogou em Portugal), Bilu (atuou no futebol paulista), Pedro Diniz (foi zagueiro do Vasco da Gama-RJ), Rafael Tierre (joga no Grêmio-RS)

Volantes

Almir (com passagem por Botafogo-RJ, Flamengo-RJ e futebol coreano), Isaias (defendeu a Ponte Preta-SP), Mazinho (jogou o Vasco da Gama, Palmeiras, Seleção Brasileira e futebol d Europa)

Meias

Fabiano Gadelha (esteve no futebol paulista e português), Gil Bala (jogou 16 anos no futebol europeu), Otávio (esteve no Internacional e futebol de Portugal), Hulk (jogou Vitória-BA, Portugal, Japão e atua na China) Renato Cajá (joga na Ponte Preta)

Atacantes

Thaciano (artilheiro do América-MG e pertence a Santos-SP), Ailton (defendeu Santa Cruz-PE e atuou no futebol alemão), Robson (destaque no futebol de Pernambuco e Paysandu (PA), Sandro Goiano (atuou vários anos no futebol de Goiás), Paulo Henrique (se destacou no Atlético-MG e joga na Europa), Zinho  (defendeu ABC-RN e Portuguesa-SP) Ricardinho (saiu da Paraíba ainda garoto, jogou no Santa Cruz-PE, Grêmio-RS, Palmeiras-SP e futebol do Japão). Mateus Cunha, revelado no futsal e agora joga no Sion.

Últimos

Ultimamente surgiram Artur que está no Ceará e Festin que defendeu o ABC de Natal em 2017.  Os dois jogadores nasceram em Campina Grande

Depoimentos dos dirigentes

Zezinho, presidente do Botafogo: “está é uma questão cultural. Alguns dirigentes de clubes, parte da imprensa, muitos torcedores não concordam com jogadores ‘prata da casa’, seguem uma máxima do futebol ‘que santo de casa não obra milagre”.

Aldeone Abrantes (foto), presidente do Sousa: “Falta patrocínio para os clubes, principalmente, para os clubes do Sertão. As competições de base, na Paraíba, são centralizadas em Campina Grande e João Pessoa. Temos de ter olhar mais amplo”.

Waldir Cabral, presidente do Serrano: “Os clubes dos Estados estão oferecendo melhores condições para os atletas e os clubes da Paraíba estão perdendo a briga. Temos de ter a consciência  de reservar uma verba para investir no futebol de base”.

Manoel Democrito, ex-presidente do Auto Esporte: “Quem existe a comandar os clubes sem fazer o trabalho com as categorias de base, vai caminhar na contramão. Esta realizada está presente nos principais clubes do futebol brasileiro”,

Gerson Junior, gerente da Desportiva Guarabira: “A iniciava tem que partir de valorizar o ‘olheiro’, que tem condição de buscar os jogadores nos clubes amadores, nas escolhas, competições de base. Precisamos buscar saídas para superar este problema”.

Severino Maia (foto), treinador do Auto Esporte: “Não valorizamos nossos garotos como antigamente. Falta um planejamento, com apoio financeiro. É difícil segurar um garoto, sem pagar salário. As ofertas são muitas e os garotos se empolgam e vão embora”.

José Carlos Neto, ex-presidente do Botafogo: ”Vejo que o futebol paraibano continua com a proposta de amadores, como no passado. Temos de profissionalizar a direção dos clubes. Não podemos continuar com dirigentes como torcedores no comando dos clubes”.

Ramiro Sousa (foto), treinador da Seleção Paraibana Sub 20: “A iniciativa para, os clubes aproveitarem os jogadores da base é colocar treinadores e preparadores profissionais, para recrutar estes novos valores. Esta é a maneira de preparar os times de base”.

Jogadores paraibanos destaque no esporte do Mundo

jogadores  paraibanos alguns que se destacaram e outros que continuam se destacando
Soares
O paraibano da cidade de Sousa, Soares, destaque na rodada da Taça Portugal é notícia no site do FC Porto. Ele marcou os dois gols da Vitoria sobre o Sporting por 2 a 1. Natural da cidade de Sousa, Sertão da Paraíba, o jogador se destacou atuando pelo CSP. Teve passagem ainda pelo Botafogo e Treze.
Hulk
Givanildo Vieira de Sousa, mais conhecido como Hulk (Campina Grande, 25 de julho de 1986) é um futebolista brasileiro que atua como atacante. Atualmente joga pelo Shanghai SIPG Football Club, da China.
Descoberto por Zé do Egito aos doze anos, começou sua trajetória no futebol nessa idade, tendo que se mudar para São Paulo e ainda para Portugal.[2] Hulk deixou o Vitória com apenas dezoito anos e fez carreira no Japão, precisamente no Kawasaki Frontale, Tokyo Verdy e Consadole Sapporo, estabelecendo uma média de gols expressiva (no total, fez 74 gols em 111 jogos) e se destacando.
Acabou se transferindo para o FC Porto em 2008. Na temporada 2010-11 marcou 36 gols em todas as competições e se sagrado artilheiro do Campeonato Português (23 tentos apenas no torneio), além de 21 assistências. Ao final, foi eleito o futebolista do ano no país.
Mazinho se consagrou com o tetracampeonato
O paraibano Mazinho, que nasceu na cidade de Santa Rita, no dia 08 de abril de 1966, o Iomar do Nascimento, é o maior destaque entre os jogadores paraibanos que saíram de um clube da Paraíba para brilhar no futebol profissional. Revelado pelo Santa Cruz, na década de 80, Mazinho passou pela Seleção Paraibana júnior e com 16 anos se transferiu para o Vasco da Gama, onde conquistou vários títulos até ser campeão do Mundo pela Seleção Brasileira, nos Estados Unidos, em 1994.
Júnior deixou a PB criança
De acordo com o site oficial do Flamengo, o paraibano Leovegildo Lins Gama Júnior, nasceu no dia 29 de junho de 1954, na cidade de João Pessoa. Destaque no Flamengo e Seleção Brasileira, ele nunca jogou nos clubes paraibanos, já que foi morar no Rio ainda criança.
Almir foi destaque no Botafogo-RJ
O volante Almir nasceu na cidade de Santa Rita e seus primeiros passos no futebol nas categorias de base do Santos de João Pessoa, quando José Valter Marsicano, Tereré, ainda estava vivo. Tereré foi fundador do Santos e eterno presidente. Foi ele que negociou Almir para o Botafogo do Rio, onde o jogador continuar e é um dos destaques do clube carioca.
Aílton se projetou na Alemanha
Ele nasceu em 19 de julho de 1973, em Mogeiro interior paraibano, distante 90 quilômetros de João Pessoa. Atualmente Ailton está no o Schalke 04 (Alemanha). Ele começou sua carreira profissional no Estudante de Timbaúba, interior pernambucano, tendo jogado no Santa Cruz (PE). Depois se transferiu para o Mogi Mirim e Guarani (SP), Grêmio (RS. O atacante jogou no Tigres de Monterrey (México).
Beto teve espaço no Flu e joga no Bahia
A mais nova revelação do futebol paraibano é o atacante Beto, 24, que vem se destacando no Fluminense carioca. Ele tem apenas três anos de profissional. Neste curto período conquistou três títulos.
Marcelinho começou na Raposa
Nascido em 17 de maio de 1975, Marcelinho Paraíba, defendeu o Olympique de Marselha (França), Hertha Berlim (Alemanha) Santos, Rio Branco, São Paulo (SP), Paraguaçuense (SP) e Grêmio (RS). Mas, sua história no futebol começou no Campinense, onde foi revelado nas categorias de base. Filho de Pedro Cangula, que marcou época no clube de Campina Grande, Marcelinho acaba de ser eleito o melhor jogador da temporada na Alemanha em pesquisa realizada pela revista Kicker entre 232 profissionais do Campeonato Alemão.
Azul
O goleiro Azul, atualmente, no Treze, começou sua carreira aos 17 de idades, no Atlético de Cajazeiras. Em seguida se transferiu para o Vasco da Gama, onde passou cinco anos. Ele defendeu uma série de clubes cariocas e paulistas, antes de retornar para o futebol paraibano. Outro goleiro, João Carlos, nasceu na cidade de Barra de Santana, mas começou sua carreira no Santa Cruz do Recife. Esteve no Campinense e agora joga no Paranoá de Brasília.
Fábio Bilica
O zagueiro Fábio Bilica, nasceu em Campina Grande, mas seu primeiro contrato profissional foi no Vila Branca de Solênea, que durante muitos anos disputou o Campeonato Paraibano da Primeira Divisão. Bilica foi negociado com o Vitória da Bahia e depois vendido para o futebol europeu. D e volta ao Brasil ele estava no Grêmio de Porto Alegre, ainda o mês passado, e agora deve voltar a jogar na Europa.
Betinho
O meia Betinho, natural de Bayeux, um dos principais jogadores do Botafogo na década passada. Teve uma grande chance no Fluminense do Rio de Janeiro. Mas, acabou não se firmando devido desetendimento do seu empresário com a direção do clube do Rio de Janeiro.
Robson
O atacante Robson, com passagem pelos principais clubes brasileiros, Santa Cruz, Náutico, Sport (PE), Bahia, Botafogo (RJ) e Paysandu (PA). Robson também atuou no futebol japonês. O detalhe é que ele nasceu na Paraíba, na cidade de Barra de Santana, perto de Campina Grande, mas nunca atuou em clubee paraibanos.
Assis Paraíba
O meia Assis Paraíba, natural de Campina Grande, se destacou pelo Treze na década de 70. Vindo de uma família envolvida no futebol profissional, como os irmãos Zé Lima e Lima, que defenderam os principais clubes paraibanos, Assis Paraíba ao deixar o Treze foi defender o Tiradentes, que na época era a grande sensação du futebol nordestino. Depois Assis Paraíba foi para o Sport Recife, onde chegou a fazer parte da Seleção Brasileira de 1979. Ele jogou três temporadas no futebol da Arábia Saudita.
Suélio
O volante Suélio, outro jogador campinense a se destacar no futebol profissional tem como grande feito ser campeão mundial pelo São Paulo em 1992. Ele começou a carreira no Campinense. Suélio ainda jogou no Botafogo do Rio de Janeiro e teve uma passagem pelo futebol mexicano.
Ricardinho
O atacante do Palmeiras, Ricardinho (22), nasceu na cidade de Bayeux, mas antes de se transferir para o verdão paulista defendeu o Santa Cruz do Recife, São Paulo e jogou duas temporadas no futebol japonês. A exemplo de outros paraibanos, Ricardinho não atuou na Paraíba como profissional. Ainda garoto foi revelado pelo CSP de João Pessoa e se transferir para o Santa Cruz do Recife.
Durval
O zagueiro Durval, um dos destaques do Atlético Paranaense, classificado para decidir a Taça Libertadores da América, é natural de Cruz do Espírito Santo. Sua carreira no futebol profissional começou, no Unibol de Pernambuco, nas categorias de base, levado pelo seu coterrêneo Euflasio, que atuou pelo Auto Esporte na década de 80. Depois atuou pelo Botafogo de João Pessoa, segundo Benedito Medeiros, ex-supervisor de futebol, que também acompanhou de perto a carreira de Durval. Durval ainda jogou no, Brasiliense, antes de se transferir para o Atlético Paranaense.
Fabiano Gadela
O meia Fabiano Gadelha, quando deixou a Paraíba ainda era garoto. Ele nasceu na cidade de Bayeux e começou nas categorias de base do Botafogo. Depois se transferiu para o Sport Recife. Ele atuou durante muito tempo no futebol paulista, principalmente, no Rio Branco. Teve uma passagem pelo Treze e voltou a jogar no Sport Recife.
Dudu
O lateral Dudu (22), que começou sua carreira no Botafogo e com 18 anos de idade foi negociado para o Vitória da Bahia, onde continua. Ele nasceu na cidade de Mari, distante 50 quilômetros de João Pessoa.
Rinaldo
O meia Rinaldo, natural de Campina Grande, também começou a carreira no Campinense, de onde saiu para atuar no Santa Cruz do Recife e depois se transferiu para o Fluminense. Rinaldo também jogou no São Paulo.
Esquerdinha
O lateral Esquerdinha, que nasceu na cidade de Caiçara, interior Paraibano, se destacou no futebol profissional jogando pelo Santos de João Pessoa, no início da década passada. Mas foi jogando no Botafogo da capital paraibana que ele teve a chance se transferir para a Paraguassuense de São Paulo. Depois jogou no Vitória da Bahia, Fluminense carioca, Porto de Portugal, jogou ainda na espanha e de volta ao Brasil defendeu o Goiás e está se transferindo para o União de Leiria, de Portugal.
Maurício
Outros dois jogadores do Botafogo também se destacaram na década passada. O meia Missinho e o atacante Maurício. Eles foram vendidos para o Cruzeiro de Belo Horizonte. Maurício ainda teve uma passagem pelo futebol português. Missinho atua pelo Nacional de Patos e Maurício no Treze.
Maia
O atacante Maia e o volante Jean são mais dois jogadores paraibanos que se destacam no futebol profissional. Os dois começaram no Auto Esporte. Jogaram ainda no Botafogo de João Pessoa. Maia esteve no Náutico, jogou no Lerida da Espanha e atualmente joga no Gama (DF). Jean teve uma passagem pelo Joinville (SC), Mogi Mirim (SP) e está no CSA.
Inha
O meia Inha revelado pelo Sousa teve uma grande chance jogando como titular na Portuguesa de Desportos de São Paulo. O atacante Silva, que nasceu em Campina Grande atualmente joga no futebol português. O atacante Zinho, natural de Picuí, começou jogando no ABC de Natal, jogou ainda no Santa Cruz, Sport (PE), São Caetano, Guarani (SP), Grêmio (RS) e foi convocado para a Seleção Brasileira como reserva de Zinho, do Flamengo, em 1998.

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