Basquete

Atletas paraibanos que despontam no Rio de Janeiro

franco e  lukasSurgem novas gerações nos esportes paraibanos e com isso é descoberta uma série de revelações. Mas, é duro saber que, alguns precisam deixar família, amigos e costumes da terra onde nasceu buscando espaços em outros centros. O Rio de Janeiro atualmente comporta atletas no futebol, basquetebol, natação, surf e na preparação física.

Atualmente o maior expoente, como representante paraibano no esporte carioca, sem dúvida é o preparador físico do time de basquetebol profissional do Flamengo, Diego Falcão. Ele ainda é preparador físico da Seleção Brasileira de basquetebol.

Ainda com relação ao basquetebol, só que nas categorias de base, dois paraibanos tentam se firmar no esporte do Rio de Janeiro, mais precisamente no Vasco da Gama. Estamos falando de Franco Ferreira de Sousa e José Lukas da Silva, ambos de João Pessoa.

A natação carioca também comporta atleta da Paraíba. Trata-se da garota Thaffynis Milka, pessoense, que defendeu o Tijuca Tênis Clube. Antes, quando morava na Paraíba, Thaffynis Milka, defendeu equipes como Cabo Branco e Cief, além do Colégio Pio X.

Enquanto que, o surf do Rio de Janeiro adotou José Francisco Filho (Fininho), que nasceu em Cabedelo; Samuel Igor e Rayssa Fernandes, naturais de João Pessoa.  Fininho, chegou a morar nas ruas, devido sua família ter problemas com o álcool. Ele foi levado para uma escolinha de Surf até se transferir para o Rio de Janeiro.

Mas, é o futebol do Rio de Janeiro que tem o número maior de paraibanos. Thiago Santos no Flamengo, que nasceu na cidade de Mari; Mailson no Volta Redonda e Dú no Cabrofriense, que nasceram na cidade de Itaporanga e Almir no Bangu, natural de Santa Rita. Dú foi revelado pelo Nacional de Patos e chegou a jogar no Treze. Almir deu os primeiros passos no Santos de João Pessoa e com 14 anos foi vendido ao Botafogo Carioca.

tiago  francoThiago Pereira, gerente de basquetebol no Vasco da Gama

“Bom, o atleta franco em 2016 com apenas 17 anos nos surpreendeu por já estar cursando a faculdade quando a maioria dos Atletas ainda cursa o ensino médio. Além disso é um atleta muito dedicado também em quadra, sempre fazendo melhor dentro dos que é pedido pela comissão técnica. Pra mim tem sido um grande prazer trabalhar com franco e tenho a certeza que nos dará muitas alegrias. Só tenho que elogiar meus dois atletas paraibanos, são muito educados e estudiosos”.

Adriano Lucena, treinador do Motiva que revelou Franco Ferreira

adriano sel“Como a gente não tem uma estrutura para oferecer o melhor para os atletas darem continuidade na carreira, eles têm é mesmo de buscarem espaços fora. Não podemos ser egoístas, ficar pensando nos nossos resultados. Temos de apoiar estes meninos. Se eles querem ser profissionais terá que deixar o Estado, pois aqui não vão conseguir. Eles precisam buscar as realizações dos seus sonhos”.

Fininho, atleta de surf

fininho4“Muitos surfistas saem da Paraíba por conta das oportunidades de projeção para o cenário nacional. Quem decide sair da condição de amador e vai para o profissional, já sabe que grande parte das competições acontece no eixo sul-sudeste. Não só paraibanos, mas gente de todo o Nordeste que vive no mundo do surf escolhe estas regiões, por conta da proximidade dos grandes eventos”.

“Quando eu fui morar com a Rita e o Douglas, eles acharam que eu deveria me mudar da Paraíba. Os paraibanos passam muito tempo sem ondas boas, não tem oportunidades de patrocínio e como eu estava sem competições, resolvi encarar esse desafio. Depois veio o Benjamin [técnico de surf], que é quem me acompanha há três anos”.

Dú, atacante da Cabofriense

du paraiba“Normalmente, os jogadores paraibanos não são valorizados pelos considerados grandes clubes do Estado. Por isso, temos de sair para atuar em outros centros. Tenho falado para meus amigos que jogam em Patos, como Deda, Ruan e outros que têm potencial, para que eles se preparem e quando surgiu uma chance, fora da Paraíba estarem bem”.

“Os clubes da Paraíba não pagam bem aos atletas da casa, valorizando os que vêm de fora. Por isso, muitos jogadores paraibanos acabam se destacando bem outros Estados”.

Diego Falcão, preparador físico do Flamengo e da Seleção Brasileira no basquetebol masculino

Diego-Falcão“Minha história é de um nordestino tradicional. Sai da PB para viver do esporte. Queria ser atleta, mais não nasci com este talento. Quando me formei em educação física resolvi seguir para São Paulo”, disse Diego acrescentando ter deixado três empregos em João Pessoa, para buscar seus objetivos.  Em São Paulo, ele ingressou na Escola Paulista de Medicina, uma referencia no Brasil, onde se especializou em fisiologia em exercícios.  “Foi muito difícil chegar em São Paulo, sem conhecer ninguém, principalmente como nordestino, pois existe o preconceito. Literalmente estudei e tive a sorte consegui um emprego no basquete e começou minha trajetória no esporte”.  Diego recomenda para os novos atletas que estão tentando a sorte. “O esporte não dá chance para você errar. Por isso, é precisa focar o objetivo e trabalhar para quando a chance parecer você está preparado para isso”, afirmou Diego.

Thiago Santos, atacante do Flamengo

thiago“Sim, no início te total apoio. Da minha mãe, do meu pai e de toda minha família. Eles me deram forças e são o principal motivo de eu estar aqui hoje. Pelo trabalho forte e dedicação no dia a dia. Hoje, graças a Deus, posso mostrar meu trabalho no profissional, respeitando os companheiros. Tenho sensação de sonho realizado. Sempre trabalhei por isso, jogar no Flamengo. Estou muito feliz por poder fazer parte desse elenco maravilhoso e dar alegrias à torcida”.

Por Franco Ferreira

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