A Sportian, divisão de produtos esportivos da Globant criada a partir de sua joint venture com a LALIGA, publicou uma nova análise de desempenho da Copa do Mundo da FIFA 2026, extraída dos dados gerados pelo Sportian Performance, sua plataforma de inteligência para o futebol.
Ao monitorar os 104 jogos e calcular mais de uma dúzia de métricas próprias — desde a velocidade de circulação da bola até a eficiência no fechamento de espaços —, a análise da Sportian mapeia os padrões táticos e físicos que definiram a última competição mundial.
1 – Vinicius Jr. liderou a seleção brasileira, eliminada nas oitavas de final
A seleção brasileira não aparece entre os cinco primeiros colocados em nenhuma das categorias coletivas analisadas, tanto no aspecto ofensivo quanto defensivo. Vinicius Jr. é o único representante da equipe, sendo o quarto jogador do torneio com maior número de finalizações no alvo (2,2 por partida).
2 – A disputa pelo posto de GOAT e a longevidade de Messi aos 39 anos
Lionel Messi e Kylian Mbappé lideraram o torneio em ações ofensivas de grande perigo (5,4 e 5,3 por partida, respectivamente), enquanto Mbappé também liderou em finalizações no alvo (2,9 por partida), à frente de Erling Haaland (2,6), Messi (2,3) e Vinicius Jr. (2,2).
Aos 39 anos, Messi foi o jogador que mais criou oportunidades ofensivas e o terceiro com mais chutes no alvo. Graças à sua influência, a seleção comandada por Lionel Scaloni foi a equipe com maior percentual de eficiência na área adversária e a segunda que mais gerou ataques.
3 – Equipes de destaque
A nova campeã mundial, Espanha, apresentou uma das defesas mais sólidas do torneio, combinada com um dos ataques mais decisivos. A equipe registrou o maior percentual de chances evitadas (98,8%) e de defesas realizadas pelos goleiros (90,9%). Sua taxa de recuperação de bola foi a quinta mais alta do torneio (2,8 recuperações por minuto de posse do adversário), atrás apenas da líder da categoria, a Turquia. Além disso, sua construção ofensiva de 7,6 passes por posse ficou em terceiro lugar, logo atrás da Argentina.
A Argentina terminou o torneio com a maior eficiência de finalização da competição (13,1%) e também registrou a segunda melhor pontuação em construção ofensiva (7,7 passes por posse, atrás apenas da Argélia), além de figurar entre as cinco melhores equipes em ritmo de circulação de bola (16,3 passes por minuto), atrás da líder Alemanha.
4 – Ataque versus defesa
No que diz respeito à eficiência ofensiva — medida pela diferença entre gols marcados e o xG (gols esperados) gerado —, os cinco melhores times foram: Países Baixos (1,4), Estados Unidos (1,0), Japão (0,9), Suécia (0,8) e Bósnia e Herzegovina (0,7).
Em métricas defensivas, a Colômbia apresentou a segunda maior taxa de chances evitadas (98,2%), à frente de Portugal (96,9%), Austrália (96,6%) e Paraguai (96,2%).
5 – O bom desempenho de Jhon Arias e o incansável Xhaka
Os jogadores da Turquia se destacaram nas métricas de passe, com Ferdi Kadıoğlu liderando com uma média de 38,0 passes-chave por partida, seguido por Florian Wirtz, da Alemanha (35,5), e Arda Güler, também da Turquia (35,0). Kadıoğlu e Güler também ficaram em segundo e terceiro lugares em passes decisivos por jogo (4,5 e 3,5, respectivamente), atrás de Jhon Arias, da Colômbia (5,0).
Granit Xhaka, da Suíça, liderou todos os jogadores em recuperações de bola no campo adversário, recuperando a posse em média 3,8 vezes por partida, ligeiramente à frente de Rodrigo Bentancur, do Uruguai (3,7), e Malik Tillman, dos Estados Unidos (3,2).
6 – Tendências por confederação
As seleções da UEFA lideraram em eficiência na construção ofensiva, convertendo 21,6% das posses de bola em oportunidades de gol e circulando a bola a uma média de 14,9 passes por minuto, a maior entre todas as confederações.
As equipes da CONMEBOL registraram os números defensivos mais sólidos, com uma eficiência de prevenção de oportunidades de 94,6%.
As seleções da AFC e da OFC praticaram o futebol mais direto, com 15,8% dos passes classificados como lançamentos longos, em comparação com a média do torneio de 12,7%.
Já as equipes da CAF apresentaram o maior número de passes por ação defensiva (20,6), indicando uma menor intensidade de pressão em relação às demais seleções.
7 – Qual foi o impacto das pausas para hidratação?
Os dados da Sportian mostraram que, em 20% das partidas, a equipe dominante em termos de posse de bola mudou após a pausa para hidratação do primeiro tempo. Após a pausa do segundo tempo, esse percentual aumentou para 31% dos jogos.


















