Ele teve privilégio de nascer na belíssima cidade de Campina Grande – PB, precisamente no dia 24 de junho do ano de 1940. Foi por seus pais registrado como João Mário Correia da Costa, mas, para o mundo da bola, ele ficou popularmente conhecido como o polivalente desportista João Mário.
Tudo começou quando ele tinha apenas 13 anos de idade, jogando nos saudosos campos de pelada existentes nos bairros de antigamente. Em 1956, teve a oportunidade de participar da 1ª Olimpíada Estudantil da cidade de Campina Grande, defendendo as cores do Centro Estudantil Campinense, conseguindo ser agraciado com medalhas nas modalidades de futebol de campo, voleibol e salto em altura.
Em 1957, o nosso homenageado já integrava as disputadas categorias de base do Treze Futebol Clube, jogando na zaga e conquistando, no ano seguinte, o título de campeão juvenil da cidade. Concomitantemente, também jogou na equipe do Estudantes, equipe onde iniciou-se no futebol de salão e conseguiu projeção com a bola pesada, jogando sempre de ala direita. Por várias vezes, a diretoria do famoso Galo da Borborema tentou levar João Mário para o elenco profissional de futebol, mas essa não era a sua intenção. Inclusive, chegou, em 1964, a enfrentar a Associação Atlética Portuguesa, a Lusa carioca, defendendo um combinado das equipes do Treze e do Campinense, ao lado de atletas consagrados como Augusto, Janca e Zé Luís.
Em 1964, juntamente com os amigos Chico Pinto e Marcino, foi convocado para integrar a seleção universitária de basquete da Paraíba. Declinou o convite por estar em início de trabalho em uma instituição bancária. No ano seguinte, veio a convocação para a seleção paraibana de futebol de salão universitária, disputando o Norte-Nordeste na cidade de Maceió – AL, conquistando o honroso 3º lugar. Quando foi em 1967, conquistou o título de campeão de basquete nas Olimpíadas Operárias de Campina Grande – PB, defendendo as cores da Atecel – Associação Técnico-Científica da então UFPB. No mesmo ano, também foi campeão universitário do Norte-Nordeste de futebol de salão, defendendo as cores da seleção paraibana, equipe comandada pelo saudoso e competente treinador Noca. Em 1968, defendeu as cores do futebol de salão da Paraíba nos acirrados jogos universitários realizados em Salvador – BA, quando os nossos atletas disputaram e perderam o terceiro lugar contra a forte seleção de Minas Gerais.
O irrequieto desportista João Mário nunca pendurou o seu amor ao desporto, ao contrário, sempre esteve pronto para colaborar. E foi com esse espírito que ele fundou, em 1991, a ACV – Associação Campinense de Voleibol, entidade que contou com forte apoio do também desportista Potengi Lucena, o popular Popó, que presidiu a Federação Paraibana de Voleibol por inúmeros mandatos. Vários e memoráveis campeonatos masculinos e femininos de voleibol foram realizados naquela época na cidade do Maior São João do Mundo.
Ele também participou de várias peladas existentes na cidade de Campina Grande, denominadas de racha, inclusive participou da fundação da famosa pelada “Ou Vai ou Racha”, que marcou época no Clube Campestre. Formado em Economia e aposentado pela Universidade Federal da Paraíba, João Mário, do alto dos seus 86 anos, ainda pratica tênis de quadra e, com uma memória invejável, relembra da época em que se fazia esporte com e por amor.
Para nós, torcedores, cronistas e desportistas paraibanos, ficou a certeza de que o senhor João Mário Correia da Costa, o popular “João Mário”, escreveu o seu nome, com tintas douradas e perpétuas, na brilhante história do esporte paraibano.
SERPA DI LORENZO
















