Futebol

Atacante paraibano do Botafogo-RJ segue os passos do pai

Luis Henrique, filho de ex-jogador paraibano Ronaldo Tomaz brilha no futebol carioca e já está na mira de europeus

Para o jovem Luís Henrique Tomaz de Lima, 19 anos, o sonho de se tornar jogador de futebol, ganhar visibilidade e jogar em grandes clubes está se tornando realidade. O paraibano integra o ataque do Botafogo -RJ e tem despontado como um dos mais talentosos na nova safra de jovens promessas do futebol brasileiro.

E se como diz o ditado, filho de peixe, peixinho é, Luís Henrique tem levado isso a sério quando o assunto é futebol. O atacante é filho de Ronaldo Tomaz, que atuou nos principais times do futebol paraibano. “Graças a Deus ele lá no Botafogo está fazendo esse trabalho que o Brasil e o mundo está vendo e eu espero que ele continue nesse foco para que a carreira dele seja brilhante”, declarou Ronaldo em entrevista ao Só Esporte.

Ronaldo conta que Luís Henrique teve seus primeiros contatos com a bola desde muito pequeno e que tinha “alegria nas pernas”. “O interesse dele (Luís) veio desde criança. Quando era criança a gente via que ele tinha uma ‘alegria nas pernas’. Jogava a bola dentro do berço, foi o primeiro presente dele, eu como pai dei a ele, e ele tomou gosto pela bola”, declarou o pai.

O exemplo de atleta profissional Luís teve dentro de casa. Ronaldo foi jogador profissional e defendeu times como Botafogo-PB (base), Auto Esporte, Nacional de Cabedelo, Santa Cruz de Santa Rita, Desportiva Guarabira, Confiança de Sapé e Vila Branca de Solânea, encerrando a carreira em 1997, devido a uma lesão, e há 20 anos se dedicou ao projeto de fundar uma escolinha de futebol para crianças e jovens em Solânea, no Brejo paraibano.

Família de craques: Luis Henrique ao lado do pai Ronaldo Tomaz e do irmão, Marcos

Apoio e renúncias

Para buscar a sonhada carreira de ser atleta de futebol, Luís teve que sair de casa cedo. Em 2016, com 14 anos, Luís foi para seu primeiro clube, o Três Passos-RS. Uma mudança não só para ele, mas para toda a família.

“A gente (pai e mãe do atleta) sentiu muito. O Luís saiu de casa com 14 anos, mas falamos com ele, perguntamos se era aquilo que ele queria, e ele falou que era aquilo que ele sonhava, ser um jogador de futebol, então dissemos para ele: ‘Enfrenta, não olha para trás e segue em frente’. ”, explicou.

Mesmo com a distância, o apoio sempre foi constante – e o crescimento de Luís Henrique também. Em 2018, chegou ao Botafogo, ainda nas categorias de base (por empréstimo, o atacante pertence ao Três Passos, do Rio Grande do Sul, clube com o qual o Botafogo tem parceria), e rapidamente ganhou destaque e foi alçado ao time principal em 2019, participando das duas últimas partidas do Glorioso no Campeonato Brasileiro.

Na mira do futebol europeu

Com talento e habilidade, despertou interesse de clubes europeus. O Bayern de Munique observa o jogador desde 2018, Leicester City e Juventus já demonstram interesse em contratar o jogador. Em terras paraibanas, os pais da jóia botafoguense ficam felizes por esse interesse europeu.

“A gente fica muito feliz com isso e eu espero que ele continue nessa trajetória”, esclareceu o pai do atacante do Botafogo e ainda revelou que o estilo de jogo do filho se parece com o seu quando ainda atuava profissionalmente.

“Ele herdou muita coisa de mim. Eu quando jogava gostava de atuar pelo lado direito do campo, ponta-direita. Tinha muita velocidade e ele herdou isso de mim, ele também gosta de jogar pelo lado do campo e tem uma força física muito boa”, conta Ronaldo, comparando seu estilo de jogo ao estilo do filho.

Recentemente, Luís prorrogou seu contrato com o Botafogo até 2022, com uma cláusula de compra de 30 milhões de euros, com o Botafogo recebendo 40% de uma possível transferência, e os 60% restantes indo para o clube formador, o Três Passos, segundo o Transfermarkt.

Na temporada 2020, Luís Henrique rapidamente assumiu a titularidade do Fogão. Participou de 13 jogos, marcou dois gols, contra Macaé e Cabofriense, e já jogou 1.141 minutos na temporada, somando Campeonato Carioca e Copa do Brasil (números estatísticos da 365 Scores).

Texto de Ericson Nogueira – especial para o SóEsporte

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